quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

BOLINHA Nº 34

 

Editora Abril (1979)

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ARTE DA CAPA – MEGAN FOX

 

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MESTRE DOS NAMORADOS

 

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José Eduardo Pinto de Souza

Editora Luzeiro Limitada (1976)

Regina,

Tive que lutar comigo mesmo para não iniciar esta carta com querida Regina. Mas, depois de refletir, cheguei à conclusão que ainda não tenho esse direito. Você ainda mal suspeita do sentimento que me vai na alma, e não pode imaginar o quanto esse sentimento cresce dia a dia. Você, naturalmente , recorda-se da primeira vez que nos vimos. Quando nos encontramos. Foi um amigo comum que nos apresentou.

Não sei se foi impressão minha, mas fiquei contente com a maneira com a qual você me tratou. Seu sorriso cativante parecia estar sempre dirigido a mim. Se foi apenas impressão minha, espero que perdoe minha ousadia. Quero que compreenda que a culpa desta não me cabe. É absolutamente sua. Sim, é culpa do seu modo de sorrir. É culpa de sua beleza cativante. De sua simpatia tão espontânea, tão sincera.

Logo depois que nos separamos, senti que meu interesse por você crescia. Cheguei mesmo a tomar informações no sentido de saber se você era comprometida. Por sorte, ninguém me disse nada que me entristecesse. Ao contrário, todos a elogiavam e muito.

Hoje não resisti e resolvi escrever para confessar que estou vivamente interessado em você, Regina. Eu gostaria de ser correspondido. Sei que você talvez esteja assustada nesta altura da carta. Você deve estar surpresa e talvez pergunte a si mesma porque eu não lhe falei pessoalmente sobre este amor que já tomou conta de mim.

Mas faltou-me coragem para faze-lo pessoalmente. Depois, voc~e deve ser uma criatura muito habituada a ouvir confissões de amor. Sim, uma jovem com tantos predicados deve estar muito sujeita a essas investidas. Achei que seria melhor escrever. Na calmade meu quarto tive tempo de refletir muito sobre esta atitude e para vencer minha indecisão. Espero que você seja compreensiva e procure refletir sobre esta situação estranha para mim. Acredite que uma palvra de esperança, vinda de você , encheria meu coração de alegria.

Ofereço a você todo o meu amor e toda minha dedicação.

Posso mesmo afirmar que sempre esperei conhecer alguém igual a você. E finalmente isso aconteceu.

De sua resposta dependerá muito a alegria que vou sentir, caso seja favorável, ou a tristeza imensa de perde-la , caso seja negativa.

Por favor, perdoe minha audácia e responda-me com a maior brevidade possível. Estou ansioso por uma resposta sua.

Sinceramente,

Mário.

(continua)

FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA – O PENSAMENTO VIVO DE SEU MADRUGA

 

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  • "A vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena".
  • "Sou pobre, porém honrado!".
  • "As pessoas boas devem amar seus inimigos".
  • "Não há nada mais trabalhoso do que viver sem trabalhar".
  • "Não existe trabalho ruim, o ruim é ter que trabalhar".
  • "Atores vemos, costumes não sabemos".
  • "Eu sou bestial".
  • "Não há pior luta do que aquela que se enfrenta".
  • "Ganha aquele que não perde!"
  • "Mas como se atreve a me acordar às dez da madrugada?"
  • "A carne de burro não é transparente".
  • "Sabe como é, todo esse tipo de porcarias: papéis, lixo... Florinda!"
  • "Higiênicos churros de Dona Florinda... Ai que droga! Velha ridícula!"
  • "Isto é uma caliúnia (sic)! Uma caliúnia (sic)! Você sabe o que é uma caliúnia (sic)?"
  • "Temos que saber medir a consequência dos nossos atos".
  • Debochando de Dona Florinda, após esta desmaiar em cima de um amontoado de gesso: "Uma mulher de gesso com coração de pedra".
  • Explicando porque não arranja um emprego: "Eu gosto de dar oportunidades aos mais jovens. E tenho esta nobre atitude desde os meus quinze anos".
  • "Somente as pessoas ruins sentem prazer com o sofrimento alheio".
  • "Não consigo uma boa recomendação de trabalho do meu último patrão porque ele morreu há vinte anos".
  • "Se quisermos ser alguém na vida temos que devorar os livros".
  • "A tormenta se avizinha".
  • "Sabem o que significa isto? Prerigo [sic]. Ouviram bem?! Pre-ri-go [sic]!"
  • "As virtudes da vida baseiam-se nos princípios morais".
  • "Não discuta quando você não tem certeza".
  • "Quando a fome aperta, a vergonha afrouxa".
  • "Domine seus momentos de raiva!"
  • "Reprima seus impulsos"!
  • "Na vida temos que sacrificar algumas coisas para conseguir outras".
  • "Se soubesse que tinha mandado um idiota fazer isso tinha ido eu mesmo".
  • "Para o amor não há barreiras. Todas se rompem".
  • "Do que adianta algumas pessoas terem tanto dinheiro no bolso se não têm nem um pingo de caráter?"
  • "Não existe dinheiro que compre um sorriso".
  • Perguntou ao Chaves:"Você não tem olhos? O-L-I-O-S, olhos?"
  • "Essas crianças de hoje são verdadeiros poliglotas!" (querendo dizer que são trogloditas)
  • "Posso não ter um centavo no bolso, mas tenho um sorriso no rosto e isso vale mais que todo dinheiro do mundo".
  • "Não se deve colocar apelidos em ninguém! Devemos chamar as pessoas pelo nome!"
  • "Moça bonita! Moça bem feita! Moça formosa!"
  • "Sou magro, mas sou ousado".
  • "Isso aqui é Gesso, ouviu bem? J-E-S-O, gesso!".
  • "Queijo! K-E-J-O".

FICÇÃO CIENTÍFICA

 

Ebal (1980)

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ARTE DA CAPA – DONNA SUMMER


A melhor cantora disco esculpida em estúdio pelo Moroder. Hoje Donna Summer completa 61 anos. São tantos hits, que fizeram  tanta gente feliz, que se eu fosse o Bento XVI já ia estudando uma futura canonização…

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mais sobre a cantora:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Donna_summer

ARTE DA CAPA – VAMPIRELLA 11

 

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

ARTE DA CAPA – JENNY McCARTHY

 

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T.S.ELIOT

 

ELIOT

Poesia

Tradução:  Ivan Junqueira

Nova Fronteira (1981)

OS HOMENS OCOS

"A penny for the Old Guy"

Nós somos os homens ocos
Os homens empalhados
Uns nos outros amparados
O elmo cheio de nada. Ai de nós!
Nossas vozes dessecadas,
Quando juntos sussurramos,
São quietas e inexpressas
Como o vento na relva seca
Ou pés de ratos sobre cacos
Em nossa adega evaporada

Fôrma sem forma, sombra sem cor
Força paralisada, gesto sem vigor;

Aqueles que atravessaram
De olhos retos, para o outro reino da morte
Nos recordam - se o fazem - não como violentas
Almas danadas, mas apenas
Como os homens ocos
Os homens empalhados.

II

Os olhos que temo encontrar em sonhos
No reino de sonho da morte
Estes não aparecem:
Lá, os olhos são como a lâmina
Do sol nos ossos de uma coluna
Lá, uma árvore brande os ramos
E as vozes estão no frêmito
Do vento que está cantando
Mais distantes e solenes
Que uma estrela agonizante.

Que eu demais não me aproxime
Do reino de sonho da morte
Que eu possa trajar ainda
Esses tácitos disfarces
Pele de rato, plumas de corvo, estacas cruzadas
E comportar-me num campo
Como o vento se comporta
Nem mais um passo

- Não este encontro derradeiro
No reino crepuscular

III

Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
Estão eretas, aqui recebem elas
A súplica da mão de um morto
Sob o lampejo de uma estrela agonizante.

E nisto consiste
O outro reino da morte:
Despertando sozinhos
À hora em que estamos
Trêmulos de ternura
Os lábios que beijariam
Rezam as pedras quebradas.

IV

Os olhos não estão aqui
Aqui os olhos não brilham
Neste vale de estrelas tíbias
Neste vale desvalido
Esta mandíbula em ruínas de nossos reinos perdidos

Neste último sítio de encontros
Juntos tateamos
Todos à fala esquivos
Reunidos na praia do túrgido rio

Sem nada ver, a não ser
Que os olhos reapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
Do reino em sombras da morte
A única esperança
De homens vazios.

V

Aqui rondamos a figueira-brava
Figueira-brava figueira-brava
Aqui rondamos a figueira-brava
Às cinco em ponto da madrugada

Entre a idéia
E a realidade
Entre o movimento
E a ação
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Entre a concepção
E a criação
Entre a emoção
E a reação
Tomba a Sombra
A vida é muito longa

Entre o desejo
E o espasmo
Entre a potência
E a existência
Entre a essência
E a descendência
Tomba a Sombra
Porque Teu é o Reino
Porque Teu é
A vida é
Porque Teu é o

Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Assim expira o mundo
Não com uma explosão, mas com um suspiro.

X-9 Nº 574

 

X-9 A loura de Cuba X-9 A loura de Cuba 1

A Loura de Cuba

Joseph Commings

Rio Gráfica Editora (1970)

                        Capítulo VII

Fora do aeroporto, Seven tocou de leve o braço de Gussie.

- Sou Seven – anunciou ele. Venha comigo. Caminharam até a extremidade do parque de estacionamento.

O jipe estava esperando. Laura Mesa, com seu uniforme de miliciana, em pé ao lado do veículo, à espera. Seu rosto fino e aristocrático parecia muito sério.

Seus grandes olhos verdes observaram atentamente o par que se aproximava.

Tinham um longo caminho a percorrer, e sua segurança dependia quase exclusivamente de Laura.

-“Seguro de vida”, refletiu Seven, com seus botões.

Laura sorriu com aquele seu jeitinho de gata, quando Seven chegou até ela. Depois sentou-se ao volante do jipe. Não deu uma só palavra.

- Suba – disse Seven Gussie.

Gussie sorriu ironicamente para os duros assentos do jipe, comentando:

- Ainda bem que tenho um bom alcochoamento para enfrentar isso...

Seven estendeu um papel em direção a ela, explicando laconicamnte:

- Seu talão de racionamento.

Gussie lançou um rápido olhar ao cartão.

- Não mais batatas, nem carne – suspirou ela. – Bem, de qualquer modo, eu andava pensando em fazer um regime para perder um pouco de peso.

Aquela missão não seria das piores, refletiu Seven; servir de escolta armada para duas pequenas atraentes...

Quando tomaram a estrada que se afastava de Havana, em direção ao sul, ouviram um ronco no céu. Todos três olharam para cima, observando o grande avião de passageiros da Pan-American que fazia uma curva para o norte, dirigindo-se ao Aeroporto Internacional de Miami – dirigindo-se para casa. Os passageiros a bordo estavam começando a relaxar os nervos. Alguns já conseguiam sorrir.

O Senador Banner estava com a última leva de prisioneiros que viera resgatar. Peggy estava com seu querido Tom.

Cada qual em silêncio, mergulhado em seus pensamentos, os três ocupantes do jipe viram o avião afastar-se.

Então, Laura acelerou o motor. Tinham ainda um longo caminho a percorrer...