terça-feira, 28 de julho de 2009

CARREIRAS

cartaz CARREIRAS GOOD

Brasil (2005)

Direção: Domingos de Oliveira

Elenco: Priscilla Rozenbaum, Domingos de Oliveira, Paulo Carvalho, Fábio Florentino e Jorge Jerônimo dos Santos

Não sei nem por onde começar. “Carreiras” é o filme do badalado diretor Domingos de Oliveira que anda causando furor sempre que lança algum filme (nos últimos anos foram muitos).

Vamos aos antecedentes e a folha corrida:

- O filme custou a bagatela de R$ 35 mil.

- A protagonista (Priscilla Rozenbaum ) é esposa do diretor.

- É o 11º trabalho do cineasta que no lançamento da fita trabalhava em “Todo Mundo Tem Problemas (Sexuais)” com Pedro Cardoso.

- Baseado na peça teatral “Corpo a Corpo” do Vianinha.

- O diretor tem no currículo obras com os sugestivos títulos “Amores”, “Separações” e “Feminices”.

- Ganhou nota máxima em resenhas do “Caderno 2” e “Ilustrada”. O primeiro o comparou a Pasolini e o outro com Rossellini.

Agora os fatos:

- A ótima atriz (Priscilla Rozenbaum) dá um show de interpretação, mas é antipática e o seu personagem não ajuda.

- O filme fala de cocaína e alpinismo profissional do primeiro ao último minuto da trama.

- Verborrágico, o longa vira uma espécie de monólogo e em alguns momentos parece que estamos assistindo um ensaio ou um documentário (e dos chatos) qualquer.

- Foi idealizado através de esquema de cooperativa, um negócio chamado Boaa (Baixo Orçamento e Alto-Astral) a idéia é treinar técnicos e elenco para então filmar tudo rapidamente a fim de reduzir custos. Partindo deste método o filme foi finalizado em nove dias.

A história:

Priscilla Rozenbaum interpreta Ana Laura; com mais de 40 anos ela vai ser demitida e perderá a vaga de âncora num jornal qualquer. Como o passaralho é inevitável ela arma mil esquemas de difamação e puxadas de tapete. Loucaça começa a cheirar mais que o Maradona e manipula todos ao seu redor. Passa então a limpo: a vida, as amizades, a carreira e os projetos pessoais. Demonstrando ser bem escrota, ela se dirige até o apartamento de um amor do passado (o próprio diretor e marido que nutre por ela uma espécie de amor platônico), e como não consegue ser feliz decide rebaixar o coitado (até aí beleza. Uma espécie de sadismo e fetiche sexual do diretor transportado para as telas).

A futura demitida vai até uma livraria, pentelha o vendedor, faz escarcéu de madrugada pelas ruas semi-desertas e quase leva um tiro (confesso que merecia). Cheira mais umas carreiras e vê sua vida profissional  desmoronar. Aí liga para a mãe (o que ela não fazia a uma eternidade pois não tinha tempo) e descobre que morreu um parente.

Culpada, diz que irá visitar a mãe e promete ser uma pessoa melhor. Neste momento, quando estava virando a tal pessoa melhor, ela recebe um surpreendente telefonema. Alguém a convida para ocupar um cargo de correspondente internacional nos EUA.

Ela aceita na hora, manda tudo e todos à merda e volta a ser a velha jornalista escrota de sempre.

Superestimar: Estimar muito ou em excesso. Dar apreço ou valor exagerado a; ter em altíssima conta.

(Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, editora Nova Fronteira, 1986)

*Ruim

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