quarta-feira, 29 de julho de 2009

DARNA ANG PAGBABALIK

darna ang pagbabalik GOOD

Filipinas (1994)

Direção: Peque Gallaga

Elenco: Anjanette Abayari (Darna), Edu Manzano, Cherie Gil, Pilita Corrales e Rustom Padilla

O cinema na Filipinas emprega 260 mil pessoas e movimenta milhões de dólares. Amado pela população, os títulos atraem atenção quase religiosa e toda a fita produzida por lá acaba arrastando multidões aos cinemas locais. Se não chega a ser um fenômeno, como a Bollywood indiana, consegue a custa de muita imitação e a manipulação dos mitos locais e internacionais engendrar coisas como impensáveis como “Darna ang Pagbabalik”.

Darna é a “criação” filipina baseada na HQ Varna que por sua vez é uma espécie de imitação da Mulher Maravilha. Darna , diferente de Diana que era filha de deusa grega, é uma mocinha pobre que recebe poderes mágicos num estilo semelhante ao do Capitão Marvel.darna2

A história do personagem remonta a revista “Darna” (que circulou no arquipélago como um gibi) que mostrava uma heroína sensual obediente a Vênus, indestrutível como Apolo e com força de Sansão. Seus superpoderes eram a capacidade de voar, a velocidade e a invulnerabilidade. Possuía também um medalhão e sua tiara emitia raios. Já o cinto era repleto de estrelas ninjas (shurikens).

O filme começa com cenas de um documentário qualquer mostrando inundações na Filipinas. Segue um dramalhão com moradores carregando o pouco que conseguiram salvar e tome crianças e idosos chorando. Um menino de uns cinco anos grita pela irmã, a jovem humilde Narda (Darna ao contrario) e logo surge uma oriental magrinha e meio desleixada para ajuda-lo a carregar alguma coisa.

Do nada ela agora aparece dentro de uma cabana e fica encantada com uma cobra (o réptil) e não percebe um vilão se aproximando e acertando uma paulada em sua cabeça. A cena é digna de comédia pastelão. Uma vez estatelada no chão tem roubada sua correntinha mágica (que é a fonte do seu superpoder).

Bom, lá está a Narda desmaiada e a enchente tomando todo o barraco, quando parecia que morreria afogada, o irmão menorzinho aparece e grita pedindo socorro.

Ela já salva, recupera os sentidos mas não a memória. Como num gibi do Superpateta a marretada na cabeça fez ela entrar em amnésia profunda. Agora a Narda é uma fútil e brincalhona filipina que vive se metendo em encrenca para sufoco do seu irmão mais velho (um fracote de uns 18 anos) que tenta sempre ajuda-la nas confusões.

A Narda vira uma espécie de mendiga ( já que seu esquecimento começa a afasta-la dos amigos), perambula pelas ruas  e é atropelada por um Mercedes-Benz prateado. Do interior do veículo sai uma mulher toda cheia de pompa e vestida com um turbante amarelo. Tudo caminharia bem se o irmãozinho da Narda não avistasse a jóia de sua irmã no pescoço da madame. A criança avisa a irmã e o irmão fracote (que deve ter assistido muito filme do Bruce Lee) vai lutar com os capangas da grã-fina. Leva um tiro. Ao ver o sangue a Narda recupera a memória, grita uma palavra qualquer mas não se transforma na Darna. Segue umas cenas de perseguição, lutas mal coreografadas e o colar retorna para nossa heroína.

Agora a Narda se transforma para valer na Darna (modelito de Mulher-Maravilha mais uma tiara dourada na cabeça) , dá porradas nos bandidos, voa, rechaça os tiros disparados pelos paus-mandados com aqueles braceletes metálicos e põe toda a corja para correr.

Curiosidades: darna3

- Em 1951 foram feitos dois filmes da “Darna” com a estrela local Rosa Del Rosário. Nos anos 1960 apareceu outro com Eva Montes encarnando o clone da Mulher-Maravilha e finalmente em 1969 ela apareceu na pele de Gina Pareno. Assim “Darna ang Pagbabalik” é a quinta versão do badalado gibi filipino.

- A Narda é magrinha e feinha mas ao se transformar em Darna ela surge com peitão (provavelmente sutiã 50) e cabelo OK (permanente com certeza).

Só para fãs de trash em estado terminal !

**Regular

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