segunda-feira, 27 de julho de 2009

FRANKENHOOKER – QUE PEDAÇO DE MULHER

frankenhookerGOOD

EUA (1990)

Direção: Frank Henenlotter

Elenco: James Lorinz, Joanne Ritchie, Patty Mullen, J.J.Clark e Carissa Channing

No meu bairro havia uma videolocadora que só tinha refugo. O dono, um japonês meio muquirana, não queria gastar muito comprando o novo Stallone, o novo James Bond, e as fitas top da época. Assim, na locadora do sujeito, havia apenas UMA fita de cada blockbuster (o termo na época nem existia pois a empresa ainda não havia chegado ao Brasil) e o tempo de espera para alugar o novo da Julie Roberts ou o mais recente Freddy Krugger era uma eternidade.

     Mas a sabedoria oriental do dono do estabelecimento era interessante. Já que ele não tinha o que a clientela pedia em contrapartida ele possuía “um caminhão” de outros filmes. Provavelmente arrematados naquele acordo de distribuidoras tipo: Compre o novo do Schwarzenegger e ganhe de lambuja 3 ou 4 podreiras no pacote. Para felicidade dos amantes do cinema, o japa só ia  pelos atalhos. Comprava as fitas que ninguém queria e fazia promoções ótimas. Me recordo de tentar alugar uns filmes e me deparar com a seguinte situação: Cliente só podia alugar DOIS lançamentos e tinha que devolver já no dia seguinte. Se os filmes escolhidos fossem da seção “podreiras” o sujeito ficava com os títulos por uma semana.

     Nestas locações no escuro acabei conhecendo coisas incríveis como o “Toxic Avenger”, “Surfi Nazis Must Die”, sub-comédias românticas com cenário praiano e este “Frankenhooker”.

    Na fita, um cientista louco está com a família e a noiva assando aquelas salsichas no George Foreman grill. Durante a festa alguém tenta e não consegue cortar a grama do jardim e o cientista vai até o porão buscar uma ferramenta qualquer. Conserta a bagaça e altera a velocidade de corte do aparelho. Ao testar o cortador este se desgoverna e atinge a noiva que morre retalhada pela máquina. Virou picadinho.

     Culpado com o acidente o aprendiz de Frankenstein parte para a reconstrução do corpo de sua amada. Ele tem um líquido rejuvenescedor no laboratório e mantém a cabeça da morta dentro de uma tina com esta poção. As outras partes ele consegue matando e retalhando prostitutas da cidade. Tudo para o renascimento da noiva-cadáver.

Como  não tem muito dinheiro para acertar os programas, ele decide atrai-las de outra forma. Cria uma uma droga explosiva (um supercrack de efeito mortífero). Agora , como traficante,ele começa a rondar ruas e becos mal iluminados para contratar as garotas de vida fácil e vender  sua droga do mal. Cansado em tentar encontrar centímetros exatos de braço, pernas perfeitas e bumbum idem. Decide matar um monte de garotas de uma vez.

     Acerta então uma animada festinha de embalo com umas dez garotas-de-programa. Todas fumam a droga e se explodem em mil pedaços facilitando assim o serviço do cientista xarope. No laboratório começa aquelas piadas de nerd. Ele pega um esquadro, começa a medir os seios retalhados na explosão e solta umas frases do naipe: “’14 dividido por Pi, isso quer dizer que e=mc2”. Pura viagem. Com a reconstrução da noiva, Patty Mullen (capa da Penthouse nos anos 1990), logo o maluco consegue a proeza de perde-la de vista. Ela é meio assassina e sai matando tudo o que encontra pela frente e acaba aterrorizando a cidade.

     O cientista agora tem duas missões: recapturar a noiva-frankenstein e escapar de uns cafetões furiosos pela morte das prostitutas.

     “Frankenhooker” não foi o primeiro filme trash a abordar o tema. Em 1985, o doido varrido Stuart Gordon lançou o inesquecível “Re-Animator”.

Ei boneca quanto é o programa ?

***Bom

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