sexta-feira, 24 de julho de 2009

LE FESTIN DE LA MANTE – IRRACIONAL

Le FEstin de lamante

Bélgica (2003)

Direção: Marc Levie

Elenco: Lou Broclain, Yann Chely, Sasa Nikolid, Adele Jacques e Hugues Wausman

Filme europeu de baixo orçamento que aborda uma espécie de mulher-inseto, na verdade um espírito da floresta, que seduz os incautos que trafegam pela trilha encantada de um bosque qualquer.

Debaixo de chuva intensa um motorista avista uma morena com vestido encharcado carregando algumas flores. Ele para, desce o vidro do carro e oferece carona a ela. Ela não diz uma só palavra e está numa espécie de transe.

O prestativo motorista a leva para casa e prepara cama, agasalho e refeição. Ela ainda não diz nada e acena para que ele feche as cortinas. Passado alguns minutos, balbucia que a luz lhe faz mal e prefere ficar no escuro. Segue algumas cenas do anfitrião querendo sexo e ela rechaçando.

O dia amanhece e se encontram no café da manhã, ele tenta começar um jogo de sedução enquanto ela está mais preocupada em passar geléia de morango na torrada . Ele sai para o trabalho e mal se despede. Humilhado com a rejeição da morena, dirige-se até o conservatório e começa a tocar seu violino. Ela ,neste momento sufocada com tanto calor, desce até o porão e fica brincando com aranhas caranguejeiras.

Assim o filme vai revelando que a morena era uma forma de elemental da natureza e manipulava plantas e insetos com o poder da mente. A tarde passa e anoitece. Quando o violinista chega do trabalho, encontra a morena encolhida no porão e corre para socorre-la. Mais cenas de café na cama e cobertor. Ela , de novo, não demonstra gratidão nem excitação com a chegada do esforçado Don Juan.

No dia seguinte, ele já revoltado, se manda logo cedo e nem se despede. Ela acorda e vai passear no bosque. Encontra uma espécie de construção, acena para um loiro carpinteiro e, não demora , logo os dois engatam um romance. Enquanto isso o músico com remorso das palavras ríspidas que disse, vem a mil por hora para encontra-la. Saiu mais cedo do trabalho.

Seguindo a lei universal dos relacionamentos, quando o homem chega muito mais cedo a algum encontro qualquer a surpresa sempre tende a ser negativa. É isso que ocorre. A morena estava nua e transava agressivamente com o amante loiro no sótão da casa do músico infeliz.

Enciumado bate na morena e coloca o Ricardão para correr. Não adianta nada. Logo lá estão os dois agarradinhos novamente. Nisso o músico vai em alta velocidade até o vilarejo próximo para desabafar com amigo conselheiro. Ela, enquanto isso, tem planos mais sexuais e tenta matar o loiro durante a transa.

O artista retorna. Conformado com a situação, ele procura o carpinteiro e lhe diz que aceita a traição pedindo que pelo menos faça a morena feliz. Por aí percebemos que o azarado do violinista tinha um misto de carência com um instinto paterno mal resolvido. Segue mais algumas cenas de sexo.

Durante um rala e rola na estufa da casa, o músico abre uma garrafa de vinho, bebe tudo de uma vez e começa a desafinar seu instrumento. Não demora e a morena consegue seu intento. Após exercitar todas as posições do kamasutra ela sufoca e mata o carpinteiro (morreu transando, morreu feliz !). Quem a esta altura não estava nem um pouco contente era o corno-artista que além da traição agora tinha um cadáver em seu jardim.

Ele liga o forno do sótão afim de cremar o falecido atleta sexual. Invejoso do fim do rival ele praticamente estupra a morena que acaba permitindo que ele realize o seu tão adiado desejo. Mas como descuidaram da fornalha esta acaba explodindo começando um incêndio de grandes proporções. Ele acaba não tendo forças para tentar apagar as chamas uma vez que a garota invocou os elementais de uma trepadeira (a planta) que acabou lhe sufocando e matando.

O filme finaliza com a cena do início: chuva intensa, um motorista avista uma morena com vestido encharcado carregando algumas flores. Ele para...

O filme em inglês chama-se “Praying Mantis” (Louva-Deus) e só depois de descobrir isso a ficha caiu. O ritual dos Louva-Deus implica na morte do macho após o acasalamento; o que faz da morena ninfomaníaca do filme uma espécie de mulher-inseto.

Eu morro e não vejo tudo !!!

**Regular

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