quinta-feira, 30 de julho de 2009

LOS DOCTORES LAS PREFIEREN DESNUDAS

Los doctores las prefieren desnudas.jpg

Argentina (1973)

Direção: Gerardo Sofovich

Elenco: Alberto Olmedo, Jorge Porcel, Jávier Portales, Moria Casan e Adolfo Garcia Grau

Espécie de Gordo e Magro dos pampas, a dupla Alberto Olmedo (o magro) e Jorge Porcel (o gordo) é responsável pelos melhores momentos da comédia produzida na Argentina.

Com aquela picardia típica do gênero, que mistura mulheres bonitas, piadas de humor negro e mutretagens alto astral , “Los Doctores Las Prefieren Desnudas” é a maneira certa (uma espécie de introdução) de se aventurar por um território, para nós, desconhecido.

Em 1973 em plena vigência do regime militar argentino (1966-1983) os cineastas locais sofriam para filmar qualquer coisa já que tudo por lá era proibido. Alberto Olmedo começa a formar sua lenda pessoal neste cenário. Com 40 anos de idade ,uma carreira meio estacionada e atuação em filmes medianos (a maioria séries de TV), ele só contava com uma singela cara simpática e a sua figura esguia e elegante que o fazia aparentar ser mais jovem do que as quadro décadas já vividas.LOS DOCTORES1

Num misto de sorte e genialidade ele vislumbrou uma guinada na carreira: teve a feliz idéia de começar a recusar papéis sérios e numa atitude que beirava o suicídio artístico declarou que só filmaria comédias. Assim, caracterizado sempre como um inocente e atrapalhado palhaço ele foi a sua maneira o Charles Chaplin milongeiro que dominou o cinema latino da época. O Porcel ajudou muito (uma espécie de Dedé Santana para os esquemas do Alberto).

“Los Doctores Las Prefieren Desnudas”,o filme, mostra Alberto Olmedo como empregado de uma concessionária de automóveis que recebe a missão de entregar um Aero-Willys que havia sido vendido a um cliente. Alberto decide retardar em um dia a entrega do automóvel para sair fazendo zoeira pelas ruas de Buenos Aires com seu amigo Jorge (o gordo).

Com paletós impecáveis, gomalina e perfume OK, sobem no carro e bancam os gostosões. Acabam parando num Teatro de Revista ansiosos para assistirem sua vedete favorita (a voluptuosa Moria Casan). Quando o show termina vão até o camarim levar flores e exercitar seus galanteios e a Moria (de maiô cavadinho) desmaia. Na ausência de um médico, o Alberto acaba mentindo e diz ser um cirurgião. O gordo confirma a história e dá credibilidade à farsa.

Seguem-se aquelas cenas de estetoscópio no peito da Moria, remedinhos, e logo os espertalhões armam uma operação de emergência dizendo que o estado de saúde da vedete era grave. Claro que tudo era uma jogada para vê-la pelada. A farsa é descoberta, a casa cai para os dois pilantras e o quando tudo parecia que terminaria mal para a dupla de espertinhos, eis que a Moria, já meio enamorada pelos trambiques do Alberto, decide perdoa-los a ponto de aceitar a carona no carro “emprestado”. Um primor !

Aqui se abla de amor !

***Bom

Nenhum comentário:

ZÉ COLMÉIA