domingo, 19 de julho de 2009

O GATO DE BOTAS EXTRATERRESTRE

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Brasil (1990)

Direção: Wilson Rodrigues

Elenco: Tonia Carrero, Heitor Gaiotti, Mauricio Mattar, Tony Tornado, Zé do Caixão, Zezé Motta, Joffre Soares e Flavia Monteiro

Estranho e emblemático filme nacional que subverte o conto de Charles Perrault  dando origem alienígina ao Gato de Botas.

Indiscutivelmente presença obrigatória entre as produções mais esdrúxulas já filmadas, “O Gato de Botas Extraterrestre” é um daqueles casos em que fica difícil descrever com palavras. Só mesmo vendo parar crer até que ponto chega a imaginação humana.

Tônia Carrero é uma vovó contando história de ninar para a netinha. O livro escolhido é o “Gato de Botas”. Corta. Aparece o interior de uma choupana, móveis de madeira e ambiente de muita pobreza. Um emissário do rei lê uma carta testamento e então compreendemos que a tristeza era pela morte de um ancião. Este, deixava seus únicos pertences: um burro e um gato para os seus dois filhos (Joffre Soares e Mauricio Mattar). Como o primeiro era o mais velho tem por direito escolher e fica com o eqüino. Sobra o gato para um Maurício Mattar meio maltrapilho e com um chapeuzinho ridículo.

Mas o gato não era um bichano qualquer, além de se apoiar nas patas traseiras ficando ereto, ter mais ou menos 1,60 de altura, e usar um jaleco igual ao dos jacobinos ele ainda falava e de maneira bem articulada (O Gato era alguém com máscara de gato e corpo de gente).

O Maurício Mattar chateadão começa a conversar com o gato. Este diz para seu novo dono não se preocupar e pede emprestado as botas e três cenouras. Com o consentimento o felino parte em viagem e anuncia para o global aguarda-lo.

Com as cenouras, o Gato de Botas monta uma arapuca, prende um coelho e dá de presente ao rei. O soberano aceita o presente e pergunta o motivo da gentileza. Aí então o Gato de Botas conta a primeira mentira dizendo que seu amo, um tal de “Marquês de Carabás” de um reino distante está lhe oferecendo o suculento coelhinho. O rei aceita e o Gato vai embora.

Volta correndo para a floresta e prende outro coelho. Detalhe: toda vez que o Gato está correndo toca uma música do Jean Michel Jarre. Retorna ao castelo e mais um presente para o monarca.

A rainha e a princesa, curiosas, simpatizam com o Gato. O rei também começa a acha-lo boa praça e apenas o guarda real, Tony Tornado, fica desconfiadão.

Logo o Gato tem uma idéia: chega na choupana e ordena ao Maurício Mattar que tome

um banho no lago. Esperto, ele prepara sua segunda mentira ao parar a carruagem da rainha e inventar a história de que tentaram afogar o Marques de Carabás (Maurício Mattar) e rouparam toda a sua roupa. A rainha com dó ordena que os cavalariços recolham o “nobre” e lhe emprestem trajes finos.

Nesta parte o Mattar já tava curtinho as cascatas do Gato e pagava para ver onde ia dar isso tudo. Na carruagem, vê pela primeira vez a princesa (Flávia Monteiro, novinha e gatinha) e já fica apaixonado. Ela também simpatiza com ator da Globo dando aqueles risinhos que as mulheres sempre usam para chamar atenção. Rola um clima, mas os dois se contém pois estavam na presença da rainha.

O mentiroso do Gato bola então a terceira lorota e pede para a carruagem mudar o curso e ir para um outro caminho. Ele que havia encontrado numa rocha o Zé do Caixão (????), acabou fazendo um pacto com o Mojica e decidiu ajuda-lo numa quebra de feitiço ou algo assim. O Zé se comunica com o Gato de forma telepática. O felino vai então até o castelo do Mago Mau ,que havia aprisionado a alma, mas não os poderes do Zé do Caixão. O castelo , feito de lego, veio voando do céu enquanto tocava a 9ª Sinfonia do Bethoveen.

Começa um bizarro diálogo entre Gato e Mago Mau e este, para provar seus poderes,começa a se transformar em bicho. O Mago ameaça se transformar em elefante, se transforma em cachorro e assusta o visitante. O Gato, que devia ter uns 234 anos de idade tamanha malandragem, desafia o Mago a se transformar em rato. Claro que o Mago babaca faz isso para virar então presa natural do Gato que acaba lhe varrendo da história.

Segue então correria pela estrada e o amigo do Mattar encontra a carruagem da rainha . Convinda todos a conhecerem o “castelo do Marquês”. Para o palácio não ficar desabitado, o Zé do Caixão,em retribuição ao sumiço do Mago Mau, providencia uma corte de serviçais. O Zé era uma espécie de mago Merlin...

A rainha e a princesa ficam embasbacadas com tamanho luxo e alegria , o Mattar leva a Flavia Monteiro para o jardim e lhe aplica uma beijoca. Ficam noivos. Corta.

Agora a cena é o interior do castelo do rei e o baile de casamento. O espertalhão do Gato tramou tudo desde o início. O pobrezinho e desanimado Mattar ficaria satisfeito com a princesa (a Flávia Monteiro) e ainda herdaria um castelo supimpa.

Com a missão encerrada, o Gato sai em disparada com seu cavalo (nesta altura o Gato já aprendeu a cavalgar) e temos mais Jean Michel Jarre na nossa orelha. Surge,vindo do nada,um cara todo de preto vestido de Darth Vader que se aproxima do Gato de Botas que estava imóvel sem se mexer. O galático dá um tapinha nas costas do bicho, abre uma caixinha e troca duas pilhas Rayovac (as amarelinhas). O Gato meus amigos: era um robô !!!

Aparece um disco voador, resgata o gato e some pelo espaço sideral.

A fita,que traz embutida o elogio da mentira, termina com a Tônia Carrero fechando o livro e a netinha já nos braços de Morfeu. A menina com certeza preferiu dormir a agüentar tanta babaquice.

Um filme obrigatório antes da internação no sanatório ! (rimou)

*Ruim

6 comentários:

Anônimo disse...

hahahahahahahaha

Anônimo disse...

SE FALOU EM MAURICIO MATTAR E FILME BRASILEIRO, NEM PRECISA DIZER O ABACAXI QUE FOI!!! MAS EU INDICO PARA VER "CINDERELA BAIANA" ESSE SIM É O TRASH DOS TRASH´S QUE CHEGA A SER CULT.

Anônimo disse...

Filme estranho.o elenco é bom,destaque para a atriz Carmen Silva,no papel da rainha.

Anônimo disse...

Este filme tem um clima muito extranho,pior que um filme de terror.
Uma sensação muito estranha,não dá para definir.

Anônimo disse...

Realmente,este filma causa estranhas sensações,O elenco,com artistas conhecidos, fez este filme apenas pelo dinheiro,e se percebe isto.

Anônimo disse...

Nao é Jean Michel Jarre no filme O Gato de Botas Extraterrestre 1990.

ZÉ COLMÉIA