segunda-feira, 20 de julho de 2009

TURMA DA MÔNICA – A PRINCESA E O ROBÔ

princesa e o roboGOOD

Brasil (1983)

Direção: Reinaldo Waisman e Mauricio de Sousa Produções

Segundo longa-metragem da Turma da Mônica, o primeiro foi o curta “As Aventuras da Turma da Mônica” de 1982, marca a tão aguardada transposição para as telas dos quadrinhos do nosso Walt Disney, Maurício de Sousa.

Aprendi a ler com 6 anos de idade e me recordo de voltar com minha mãe de uma consulta ao oftamologista. Este, além de tapar meu olho esquerdo com um esparadrapo e pedir que permanecesse assim por uns 60 dias, recomendou-me a pintura das letras “O” e dos números zero das revistinhas. Minha mãe comprou então “Faísca e Fumaça” na qual a dupla de corvos montava uma construtora, onde tudo quebrava e dava errado, para terminar então virando uma demolidora. O impacto em mim pela descobertas dos gibis fez meu falecido tio começar a comprar muitos quadrinhos usados a fim de auxiliar na recuperação da minha visão (nada supera o trauma de ter sido um quatro olhos na infância).

Assim,durante a juventude, li muito Pato Donald, Tio Patinhas, Pinduca, Recruta Zero, Sobrinhos do Capitão e claro Mônica e Cebolinha (na época os meus preferidos).

Já mais tarde, com uns 17 anos, assisti a animação “A Princesa e o Robô”, desenho que “pasmem”, a Turma da Mônica atua como coadjuvante. A história começa num planeta distante com coelhos robôs marchando atrás de uma espécie de líder. Um raio vem do espaço e acerta um deles. Após ser atingido, nasce um coração vermelho na armadura do robozinho.

Corta para o Cebolinha sendo despertado pela Mônica e a Magali que assistiam o clarão do raio que caiu do céu. Logo todos vão até o campinho checar a misteriosa luz e acabam encontrando um presente. Temerosos em abri-lo este acaba nas mãos do Anjinho que rasga o pacote e liberta o coelho-robô com o tal coração vermelho. O robozinho conta então sua história através de uma prancheta embutida na barriga.

Relata sobre a disputa dele com Lorde Coelhão pelo amor de uma princesa-coelho. Um torneio havia sido organizado reunindo os orelhudos mais valentes do reino e os dois se inscreveram na competição. O prêmio era a mão da princesa coelho. Após derrotarem todos os pretendentes restaram apenas o robozinho e o tal Lorde Coelhão. Terminaram empatados.

Após o tradicional cara-e-coroa pelo desempate e o vencedor acabaria sendo o coelho robô do coração vermelho.

Inconformado com a derrota, Lorde Coelhão convenceria o rei de que seu rival não pode se casar com a princesa por ser um robô e não ter coração de verdade. O rei então diz que mudaria de idéia se o robô conseguisse pegar a estrela Pulsar e colocasse dentro de seu mecanismo. Mais uma vez contrariado, com a possibilidade de perder a princesa, o Lorde Coelhão acertava seu rival com um revolver empacotador e despachava-o para a Terra.

Assim a turminha ouve emocionada o relato do coelho robô. O Franjinha entra na história e constrói uma nave para levar de volta nosso herói metálico até o seu planeta de origem.

Incrível como o Mauricio com o passar dos anos foi perdendo a mão. Ele que desenhou verdadeiras sagas do Horácio, dos Napões, Capitão Feio e atualizou a Tina, entrou numa viagem sem volta em busca de ecologia e do politicamente correto e pasteurizou sua produção.

Esta animação nunca saiu em DVD e foi relançada em 1999 (no formato VHS) pela Publifolha como brinde na assinatura do jornal Folha de S.Paulo.

***Bom

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