segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ARTE DA CAPA – JENNIFER LOPEZ

 

jlogiant 2001oct j_lo jennifer-lopez-cover-of-in-style-sept-2009 bazaar_cover_300x400 jennifer_lopez_cover_3_20_08 jennifer-lopez-arena02 jennifer_lopez_bazaar_2_0_0_0x0_632x912 JENNIFER LOPEZ 08_99 jennifer-lopez-elle-us-october-cover

YARASA ADAM BETMEN a.k.a. TURKISH BATMAN

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Turquia (1973)

Direção: Savas Esici

Elenco: Levent Cakir, Emel Ozden, Altan Gunbay, Nalan Col, Ceyhan Cem e Funda Ege

Depois de Rambo, Star Wars, Star Trek, ET e tantos outros, agora temos a versão kebab de Batman engendrada pelo bizarríssimo cinema turco dos anos 1970.

A jóia rara começa com uma garota de mini-saia fugindo de dois mal-encarados de chapéu. Como ela está de salto alto logo é alcançada pelos malacos e mesmo descalçando os sapatos, para correr melhor, não consegue fugir. Outros dois bandidos (agora são quatro) aguardavam na esquina e ela sem tempo de negociar com os emboscadores é executada com quatro tiros. Uma bala de cada assassino...

Corta. A cena agora é o interior de uma biblioteca, o nosso Batman (sósia do Gene Simmons com aquela cabeleira armada e cara de mau) está lendo um jornal e atendendo uma espécie de transmissor. Uma voz informa que mulheres da cidade estão sendo mortas por uma organização fundamentalista que quer impor o homossexualismo em Ankara, erradicando por completo o gênero feminino da face da Terra. A voz diz ainda que o Batman está recebendo uma relação (via fax) com o nome de mulheres da cidade (supostas futuras vítimas).

O Batman responde que irá investigar e o interlocutor encerra a conversa dizendo para o Homem-Morcego comprar preservativos para o Robin, que já está virando mocinho !!?

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Por falar em Robin, logo ele aparece com seu traje de super-herói e nem cumprimenta o Batman, o que ele começa é a trocar socos e brigar com o amigo que se assusta, já que o menino prodígio está pegando pesado. Mas tudo OK. A briga era um treinamento da dupla dinâmica para manterem os músculos firmes (hummmm...).

Novo corte. Uma boate onde uma belezinha turca está fazendo um strip-tease ao som de um solo de saxophone do avô do Kenny G. O Batman aparece por lá e, provando que além de politicamente incorreto é corruptor de menores, leva o Robin com ele (ambos sentam na primeira fila para apreciarem melhor o espetáculo). O velho morcego está vidrado e babando enquanto seu pupilo ensaia um bocejo (tá na cara que estava achando tudo aquilo um saco !).

Termina o show e os dois vão até o camarim da artista para felicita-la e flagram dois maníacos estrangulando a coitada. Como se atrasaram por um segundo não evitam a morte da garota, mas conseguem agarrar um deles. Enchem o sujeito de porrada e perguntam para quem ele trabalha. O bandido, antes de começar a soltar a língua, engole uma cápsula de cianureto e leva o segredo para o túmulo. Vai então visitar o inferno sem Beatriz...

Pausa. Uma gatinha de botas brancas e mini-saia Mary Quant caminha despreocupada pelas ruas desertas da cidade e é perseguida por um camarada sinistro com bigode de Rivelino. O sujeito, antes, dá uma última tragada no cigarro e joga a bituca na calçada porque sabe que o Kassab está bem longe. Lá em Ankara não tem a lei da cidade limpa.

Quando o bandido consegue agarrar a mocinha ele tem o azar de cruzar com os paladinos da lei que estavam dando uma volta com o batmóvel (no caso, um Lada russo) que freia e quase atropela o gangster. Melhor destino teria se isso tivesse acontecido, pois o Batman está nervosinho com tanto crime e maltrata o meliante sem dó. O Robin, com salto de acrobata, dá um duplo carpado de enrubescer o Diego Hypolito enquanto o morcegão amacia a carne dando uns jabs de direita no infeliz.

Surgem mais bandidos, desta vez armados até os dentes e começam a atirar na dupla dinâmica. Rá, assinaram o atestado de óbito !

O Batman turco também usa revólveres (no caso dois) e no melhor estilo Giulliano Gemma mata os três bandidos a tiros. O Batman turco não tem ética nem pudores do Bruce Wayne americano...

A morena de botas brancas, sã e salva agradece a dupla e dá um beijinho no Batman (que faz um sinal de cabeça mandando o menino prodígio cair fora).

A cena é interrompida e deduzimos o que pode ter ocorrido, mas agora temos uma moreninha bebendo um uísque no interior de um apartamento e colocando um disco de rock numa vitrolinha portátil. Vindo sabe-se lá de onde aparecem dois criminosos que invadem o apê da moça e começam a espancá-la. Quando se preparavam para executa-la com um tiro na testa, surge o Batman com seu aliado e começa uma luta toda cheia de coreografias que não acaba nunca.

São apenas três bandidos contra a dupla de heróis e esta matemática no mundo do combate ao crime é fava contada pró homens da lei. Não dão nem para o começo...

Por falar em dar, a garota (salva pelos heróis) está semi-nua e ansiosa para agradecer os seus salvadores. Só quem recebe o “prêmio” é o Cavaleiro das Trevas já que o Robin, antes que o Batman lhe ordenasse, já havia caído fora e estava neste momento esquentando o Batmóvel (que o Batman lhe proibia de dirigir pois além de menor não tinha habilitação...).

O Batman está beijando a moça e quer ir para os finalmentes mas é interrompido pelo comissário Gordon.

Enquanto o policial atualiza o morcegão das últimas do mundo do crime é mostrado pela primeira vez o QG dos vilões. A Mulher-Gato, uma loira meio gordinha, estava por lá e era a namorada do líder da organização criminosa.

Nova cena de mulheres dançando ao som de vitrolinhas e desta vez temos o rock bubblegum dos Herman’s Hermits. A música é interrompida pelo som da campainha. Era a Mulher-Gato que já chega atirando e mata a mocinha roqueira.

Por que o Batman não chegou ? A dupla dinâmica está atrasada, o Robin deu uma sumida e o Batman está dando um rolê pela cidade. Avista uma prostituta com botas brancas e vestidinho curto (o visual de todas as mulheres do filme), abre a porta do batmóvel e leva a garota para casa. Começa uma sessão rala e rola que é interrompida pelo telefone tocando. Era a noiva do herói. O pilantra  mente para a namorada dizendo que está na cama e doente. Bem, pelo menos ele disse meia verdade afinal estava mesmo na cama, mas com “expressão bem sadia”. Como a mentira tem pernas curtas, a noivinha traída aparece para uma visita. O Homem-Morcego, malandrão, não se dá por vencido e saca do cinto de utilidades um termômetro que esquenta com um isqueiro. A noiva bate à porta e chama por seu nome, enquanto isso ele improvisa um avental e combina com a meretriz que se faz passar por enfermeira.

A encenação engana a noiva que logo vai embora. Quando o Batman ia tentar terminar o que foi interrompido ele é mais uma vez solicitado a combater os bandidos.

Agora puto da vida e com sangue nos zóios o morcego vai para as cabeças com sede de vingança contra os que a toda hora o impedem de ser feliz. Acha os bandidos e com prazer sádico vai judiando dos facínoras chegando ao ponto de estrangular um deles.

Fim da missão. Todos estão presos ou mortos (muitos pelas mãos do próprio Batman) e agora o Morcegão pode cuidar de coisas mais práticas deixando de ser o Batman vara virar o Bedmen. O Robin enquanto isso prepara uma rede e decide ir caçar borboletas...

Dinamite no monopólio da incompetência ! Sinfonia punk em forma de filme !

Aprende, Frank Miller...

*****Ótimo

 

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

ARTE DO POSTER – RÚSSIA 4

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METODISTA, 19 ANOS DEPOIS…

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Quase duas décadas depois um reencontro memorável com um divertido desfile de senhores charmosos e meninas ainda mais bonitas. Esta noite estará para sempre marcada no meu coração. Valeu !

Alexandre

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Por Marco Mello

Era para ser no Exquisito, um bar muito recomendado. Quase 20 anos depois tínhamos a idéia de reunir os colegas de turma da Metodista. O local não aceita reservas. Por isso, ao chegar, me deparei com um ambiente acolhedor, mas cheio e barulhento. Seria um duro golpe à minha Síndrome de Menière. Uma comissão decidiu atravessar a rua e procurar refúgio na Geni: "Acontece que a donzela - e isso era segredo dela, também tinha seus caprichos". E não é que o bar da Geni é de um dos colegas de turma, o Marcelo Bassarani? Pena que ele não estava... Fomos parar na sala Marcelo, no andar de cima. Lugar espaçoso, confortável e que permitiu que falássemos e fossemos ouvidos. Que noite! As pessoas, todas envelhecidas, é óbvio, eram as mesmas. Com o tempo só fizeram realçar qualidades e defeitos que todos temos. "És um senhor tão bonito, quanto a cara do seu filho, tempo, tempo, tempo, tempo". Tiramos fotografias, mostramos imagens de filhos e companheiros, falamos da vida profissional, conjugal, pessoal. Uma mágica volta ao passado recheada do presente. Quem sabe não conseguimos reunir mais gente em nossa casa em breve... Especial agradecimento, por ordem alfabética: Alexandre, Cejana, Claudia, Débora, Jane, Luciano, Luis Allan, Maurício, Mércia, Mônica, Renata, Rita, Silvia e Simone. O Marcelo entrou com o espaço!

http://maureliomello.blogspot.com

AIRTO DE VOLTA (POR POUCO TEMPO) AO PAÍS DA BUROCRACIA (Jornal de Música, agosto de 1977)

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