Aleister Crowley, mágico satânico, poeta, expoente de orgias sexuais pagãs, que se dizia viciado em drogas, era bastante conhecido da imprensa e do público britânico como “A Besta”, “O Homem Mais Corrompido do Mundo” e “O Rei da Depravação”. Para seus discípulos, no entanto, ele era “O Messias”. Depois de incertas aventuras no exterior, ele voltou à Inglaterra. Sem dinheiro e ignorado, procurou recuperar a fama e encontrar novos recursos através de uma ação judicial.
A editora Constable and Co. acabara de publicar Laughing Torso, um livro biográfico que insinuava ser Crowley praticante da magia negra. Crowley processou a editora. No tribunal, declarou que praticava magia branca e não negra. Revoltado com o depoimento de Crowley, especialmente a sua admissão de que mantinha em seu apartamento de Londres um esqueleto humano, o qual “alimentava” com sangue humano e passarinhos, o júri decidiu contra ele. Crowley perdeu também na apelação. Pouco depois, sumiu da evidência que tanto buscava. Morreu em 1947 meio esquecido.
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