terça-feira, 30 de novembro de 2010

PARA TER UMA BOA EMPREGADA DOMÉSTICA

 

1 pedaço de esparadrapo

1 caneta esferográfica        pia

Quando você for arrumar uma empregada doméstica, faça simpatia para ela ficar sempre no emprego. Escreva o nome completo da moça em um pedaço de esparadrapo e cole embaixo da mesa de refeições. Em seguida, vá até uma igreja, reze um Pai-Nosso e três Aves-Marias e ofereça ao Anjo da Guarda dela e ao seu.

LULUZINHA Nº 71

 

Abril (1980)

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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

E SE TODAS AS SECRETÁRIAS...

 

...fossem como a Dona Tetê ?

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Miss Buxley criação de Mort Walker.
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CUCA

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Também conhecido como Coca, o mais difundido entre os muitos entes amedrontadores do ciclo da angústia infantil. Não tem, geralmente características físicas definidas. Sabe-se apenas que carrega para um sítio misterioso as crianças que se recusam a dormir e se mostram desobedientes e tagarelas na hora de ir para a cama ou já deitadas. Durante o dia, prevenindo problemas do anoitecer, as babás e as mães indicam na rua uma velha qualquer, desde que magra e feia, como sendo a Cuca a rondar a prêsa eventual.

Existe documentário da Cuca referente a quase todos os Estados do Brasil e também em Portugal e Espanha.

Vai-te, coca, sai daqui
Para cima do telhado
Deixa o menino
Dormir sossegado

Nana, neném
Que a cuca vem pegar
Papai tá na roça
Mamãe foi cozinhar

FRANK CAPPA EN BRASIL

 

Norma Editorial (1983)

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domingo, 28 de novembro de 2010

MEMÓRIAS DE UMA VIAGEM AO FUNDO DA NOITE (Folha de S.Paulo 17/04/1983)

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PEPE ESCOBAR

LEGENDARY HEARTS – Lou Reed (vocal, guitarra), Robert Quine (guitarra), Fernando Saunders (baixo), Fred Maher (bateria). Produzido por Lou Reed. RCA.

Houve um tempo em que uma geração acreditava avançar em direção à luz. Depois, fatigada por uma marcha sem fim, se deixou deslizar. A terra, progressivamente menos firme, se abria. Antes enamorada das alturas, depois decepcionada, acabou por venerar a Queda, apressando-se a cumpri-la, instrumento de uma execução estranha, fascinada pela ilusão de tocar as fronteiras de seu destino noturno. O medo do vazio se transformou em voluptuosidade: que sorte evoluir no lado oposto do sol ! Sedenta de uma auréola negra, o Vazio foi o sonho invertido que se plasmou.

pepe lou reed

A viagem ao fundo da noite teve uma trilha sonora. E aquele cisne negro, filho da classe média, ex-estudante de literatura , o Super Freak, o Zumbi da Babilônia, a Máquina Biônica de Metal, o Vampiro de Coney island, foi um dos autores principais: Lou Reed, o Dr.Faustus da era do transe coletivo. O homem que vendeu a dignidade, a poesia e o rock’n’roll para a seringa, a speed, o homossexualismo, o sadomasoquismo, o crime, a misoginia, a passividade e depois orquestrou o caldeirão diabólico como uma monumental paródia, às vezes complacente demais.

Patético polimorfo perverso, punk avant la lettre ? Muito mais. Em 67, quando se cantava a inocente “With a Little Help From My Friends”, ele surgia dos esgotos de Nova York com uma ode ao Mal simplesmente intitulada “Heroína”. O Velvet Underground aveludava as mentes das vanguardas subterrâneas com seu instrumental staccato, violento, hipnótico, efeito droga/transe.

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“Venus in Furs”, “European Son” , “Rock and Roll”, “Sweet Jane”, “Sister Ray” sugeriam um conhecimento transcendental absorvido por um preço terrível. Mas ao mesmo tempo tudo era muito irônico, envolto em um vocal fatigado , no cool inviolável de uma voz narrativa. Quando Andy Warhol, o descarnado sanguessuga da Arte como Mercadoria, começou a influenciar a mente do Príncipe das Trevas, as coisas mudaram.

Lou aprendeu como se tornar uma personalidade pública de sucesso vendendo suas idiossincrasias privadas para uma platéia cada vez mais ávida por viagens de todos os tipos. Encarnou em sua própria trip, adotou a figura do clown, alimentando-se do niilismo da geração dos anos 70 que não tinha coragem suficiente para se suicidar. Magnífico lance de dados: todo o conceito de decadência era uma piada. Qualquer idiota, no começo dos anos 70, podia ser um degenerado. Mas poucos, como Lou e Jim Morrison, perceberam o absurdo implícito na postura de bête noire do rock and roll. O único caminho possível era a parodia e a desglamurização.

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Caminho de torturas tântalas. Clássicos instantâneos, como “Vicious”, “Walk on The Wild Side” e o álbum “Berlin”, o primeiro na história do rock proibido para menores, o “Sgt. Peppers” em reverso da década de 70.

Bobagens, como “Sally Can’t Dance”, dois LPs ao vivo antológicos: Lou é sem dúvida o animal feroz do rock and roll, mas seu instinto às vezes o engana. Até que o meio da década cospe ao mundo uma obra-prima: “Coney Island Baby”, um hino sobre a coragem, a derrota e o alto preço pago por um outsider pela sua maneira de viver. Lou estava exprimindo – agora sem paródia – o sonho mais profundo dos malditos, e a perda era ainda mais intensa porque ele e nós sabíamos que esses desejos eram impossíveis desde o início. Ele nos lembrava de tudo. E isso doía fundo, mais uma vez, doía no fundo da alma.

Depois sobrou apenas autocomplacência e cinismo barato. Lou perdeu o controle sobre sua voz e sua música. Repetição. Reclusão. Introspecção. Até surgir um auto-retrato do artista na maturidade possível.

Lou resolve se casar, e começa a promover as virtudes da paz doméstica – antes costumava andar com uma “coisa” de sexo sempre indefinido. Assume o controle de sua produção montando uma afiadíssima banda de rock: um guitarrista de estilo muito pessoal, exímio conhecedor de sua fase Velvet Underground; um baterista preciso, com um feeling admirável para o rock and roll sem adornos; e um baixista com passagens pelo jazz rock, melódico, sem nunca tocar duas notas quando só uma basta. O punch de uma banda punk mas com um nível musical extraordinariamente alto.

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“Legendary Hearts” expande tudo que já se encontrava em “The Blue Mask”, o álbum de 1982. A banda faz o strip-tease de um soul (“Can’t Seem to Make Up My Mind”), um sofisticado travesti de funk (“Martial Law”, onde Lou parece um Bo Diddley pós-moderno), o baixo segura toda a linha melódica em “Don’t Talk To Me About Work” enquanto as guitarras ficam se arranhando no background. Lou Reed , o marido apaixonado, confronta-se com Lou Reed, o monstro autodestrutivo. Ele nos lembra, depois de preparar um clima zen no início do disco, que “nenhum amor lendário/ vai surgir das alturas/ está aqui, agora, nesta sala”.

Depois de tudo, de todas as loucuras, só resta a certeza, para os sobreviventes, de lutar para manter o amor que finalmente encontraram . Os que ficaram no meio do caminho são lembrados em “Home of The Brave” – concluída com uma antológica citação do clássico pop “Everyday I Have To Cry” (“todo dia tenho que chorar um pouco/ todo dia tenho que morrer um pouco”). O resultado é dilacerante.

Nada mais conseqüente. Afinal, a vida é o que se decompõe a todo momento: uma perda monótona de luz, uma dissolução insípida na noite, sem cetros ou auréolas. E a verdadeira loucura não se deve a azares ou desastres do cérebro, mas à concepção falsa do espaço que forja o coração. Lou , como alguns outros, viu que uma alma só se engrandece pela quantidade insuportável que assume. Por isso, é muito difícil compartilhar a pele, a imaginação e o som destes corações lendários sem deixar sangrar algumas lágrimas de amor, furor e esperança.

O Lou sempre assumiu este lado personagem de pulp fiction. Os críticos enxergam no trabalho dele um apuro literário que o meu inglês claudicante ainda não conseguiu apurar.

MÔNICA & CEBOLINHA ESPECIAL

 

Editora Abril (1974)

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

CARLOS IX E O ESPECTRO DE FOGO

 

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História fantástica e macabra que teve por palco a grande e magnífica floresta de Lyons, no atual departamento do Eire.

Num dia em que o rei Carlos IX aí caçava viu erguer-se à sua frente um espectro flamejante. Os seus companheiros, cheios de medo, deixaram o soberano sozinho. Este, corajosamente, puxou da espada, avançou com ousadia contra o fantasma , que recuou. Então, perseguiu-o.

O espectro de fogo desapareceu finalmente!

Longe de se assustar com este encontro macabro , Carlos IX decidiu, pelo contrário, mandar construir um solar, no vale, no confluente das ribeiras locais. Mas a morte prematura do rei , com 24 anos, deixou o castelo por acabar. A aldeia ficou com o nome do rei: Charles-Val, que passou a Charleval, atualmente povoado de 1700 ou 1800 habitantes.

FLASH GORDON Nº 5

 

Editorial Dolar (1962)

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

BONINHO DIZ QUE AGRESSÃO FÍSICA SERÁ LIBERADA NO "BBB 11"

 

BBB11

Pancadaria e muita bebida. É isso que Boninho está prometendo para a próxima edição do "Big Brother Brasil", que começa em janeiro.

O diretor escreveu no Twitter que, a partir de agora, a agressão física não será mais proibida no programa (nas edições anteriores, qualquer agressão resultava em eliminação imediata).

"Nada é proibido no BBB, pode fazer o que quiser", escreveu Boninho no microblog nesta quarta-feira. E completou: "esse ano... liberado! vai valer tudo, até porrada".

Ele também declarou que agora o programa não servirá aos participantes apenas bebidas "ice". "Vai ser power... chega de bebida de criança", decretou.

(Da Folha Online)

Como dizia os Titãs: "Porrada ! Nos caras que não fazem nada !"

ROCK É ROCK MESMO !

Dead Embryonic Cells (Front)

SEPULTURA – DEAD EMBRYONIC CELLS

Land Of Anger
I Didn't Ask To Be Born
Sadness, Sorrow
Everything So Alone
Laboratory Sickness
Infects Humanity
No Hope For Cure
Die By Technology
A World Full Of Shit Coming Down
Tribal Violence Everywhere
Life In The Age Of Terrorism
We Spit In Your Other Face
War Of Races
World Without Intelligence
A Place Consumed By Time
End Of It All
We're Born With Pain
No More We're Dead
Embryonic Cells
Corrosion Inside -- We Feel
Condemned Future -- We See
Emptiness Calls -- We Hear
Final Premonition -- The Truth
Land Of Anger
I Didn't Ask To Be Born
Sadness, Sorrow
Everything So Alone
Laboratory Sickness
Infects Humanity
No Hope For Cure
Die By Technology
We're Born With Pain
Suffer Remains
We're Born With Pain
Suffer Remains
We're Dead


Aê maluco… Células embrionárias mortas… Saca ?




RECLAME - UNIÃO FABRIL PORTUENSE

 

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ARTE DA CAPA – SUZANA ALVES (TIAZINHA)

imgk YJO8CAZVAREWQXRCAC6YSJMCAVC5IYCCA0BEJLWCAEL0BPHCAS0018G MHPLCAQXLECA99AKT1CA6W7137CARAHEW5CAH8DK47CAW1GD5QCA98Z4U8CAQYFCS2 X43ACCACKUH3KCARHY16BCA1V2KPUCA6AO8K7CAHRNCUNCA245A21CAJKHGLA h0091_tiazinha_capa1_capa Tiazinha_net_March2000-PlayboyBR_FS GO2MCCAWISIC6CAZW189FCABQT75LCAEVXNWQCAP5FQR8CAKULS3LCATRHRZCCANLJYRO foto098 0SF1ATK1JLFCAL90CXOCACWJEXRCA3HL0EHCAXB1XZUCAX5L71ZCARV50WM Tiazinha

AIRTO DE VOLTA (POR POUCO TEMPO) AO PAÍS DA BUROCRACIA (Jornal de Música, agosto de 1977)

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