terça-feira, 31 de janeiro de 2012

BOING BOOM TSCHAK # 14

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Stockhausen e sua música foram controversos e influentes. As obras Studier I e II (especialmente a segunda) tiveram uma grande influência no desenvolvimento da música eletrônica nas décadas de 1950 e 1960, particularmente nos trabalhos de Franco Evangelisti, Andrzej Dobrowolski e Wlodzimierz Kotonski (Skowron 1981, 39). A influência de Kontra-Punkte, Zeitmasse e Gruppen pode ser observada no trabalho de diversos compositores, incluindo obras de Igor Stravinsky como Threni (1957-1958) e Movements para piano e orquestra (1958-1959). Músicos de jazz como Miles Davis (Bergstein 1992), Cecil Taylor, Charles Mingus, Herbie Hancock, Yusef Lateef (Feather 1964) e Anthony Braxton (Radano 1993, 110) citaram Stockhausen como uma influência, assim como artistas do rock como Frank Zappa, que reconhecem o compositor em seu álbum de estréia com o Mothers of Invention, Freak Out! (1966). Os Beatles incluíram uma imagem do compositor na capa de seu álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, de 1967. O maestro brasileiro Rogério Duprat foi seu aluno e pioneiro da música eletrônica no Brasil. Richard Wright e Roger Waters do Pink Floyd também consideram Stockhausen como uma influência (Macon 1997, 141). Os fundadores da banda Kraftwerk estudaram com Stockhausen (Flur 2003, 228). Mesmo artistas mais atuais como a cantora Björk, Thom Yorke e Trent Reznor também citam o compositor.
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Em 1956, o músico compôs Gesang der Jünglinge, o primeiro trabalho de grande porte do estúdio de Colonia, baseado em um texto do Livro de Daniel. A obra é citada como inaugural da música eletroacústica. 
Paralelamente, um desenvolvimento tecnológico importante foi a invenção do sintetizador Clavivox por Raymond Scott e auxílio de Robert Moog.
Banda Elétrica – Penny Lane
Eric Peters – Keystone Capers part 2
Harry Breuer – Paris 2079
Holger Czukay – Boat Woman Song
Laurie Anderson – Time To Go (For Diego)
Louis and Bebe Barron – Main Title From Forbidden Planet
Robert Ashley – Automatic Writing
Pink Floyd – Brain Damage
Alvin Curran – Canti Illuminati
Fabio Gorodski – La Prosa dell’ Uomo
Oskar Sala – Concertando Robato From Elektronische Tanzsuite
Gyorgy Ligeti – Piece Eletronique
Jean-Claude Risset – Mutations
Alireza Mashayekhi – East Opus 45
no rádio:

baixe: MP3

HALTEROFILISMO

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RCD # 28

 

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(continua)

PARKER

 

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domingo, 29 de janeiro de 2012

NO DIVÃ COM ALAN MOORE # 8

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“Boa noite Londres, são 9 horas e esta é a Voz do Destino transmitindo em ondas médias de 275 e 285 metros. Hoje é 5 de novembro de 1997”
Watchmen também surgiu do sombrio cenário político dos anos 1980, quando a Guerra Fria alcançava seu ponto mais quente em 20 ou 30 anos, e quando a destruição nuclear parecia, repentinamente, uma possibilidade muito real. Watchmen usou os clichês do formato super-herói para provar e discutir as noções de poder e responsabilidade num mundo cada vez mais complexo. Nós tratamos a estas personagens super humanos verdadeiramente ridículos mais como humanos que como super.
Os usamos como símbolos de diferentes classes de seres humanos comuns, em lugar de diferentes superseres. Penso que existiam algumas coisas em Watchmen que sontonizavam bem estes tempos, ainda que para mim talvez o mais importante fosse a narrativa, onde o mundo que apresentávamos não tinha coerência, em termos lineares de causa e efeito.
Ao contrário, era visto como um evento simultâneo e massivamente complexo com conexões feitas a partir de coincidências, sincronia. E creio que foi esta visão de mundo, de qualquer maneira, que repercutiu junto ao público.

ARDENDO NA FOGUEIRA DAS VAIDADES (O Estado de S.Paulo, 14/02/1988)

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As chamas do novo livro de Tom Wolfe alcançavam agentes e contraventores em geral
PEPE ESCOBAR
Ele é radical chic (1970). Ele tem The Right Stuff (1979). ele veio From Bauhaus To Our House (1981). Ele passou por todos póssíveis Electric Kool-Aid Acid Tests (1968). ele é o pai do New Journalism. O homem incapaz  de escrever uma frase banal. Com The Bonfire Of The Vanities, seu primeiro romance, ele publica o que já pode ser considerado um dos definitivos estudos da América pós-everything.
Mr.Wolfe tem a implacabilidade característica dos observadores privilegiados do fim de uma era (no caso, os últimos 20 anos). Ele é capaz de escrever com elegância frívola de Gore Vidal, o frenesi de Hunter Thompson , o insight político de Alexander Cockburn  ou os flertes de sarjeta de Martin Amis. Mas sua elegância e o senso de estilo o colocam em uma classe por si só.
O new journalism consistia em introduzir técnicas de literatura na reportagem. Wolfe não inventou a escola – Tucídedes; no mínimo, foi um dos precursores, inventou a denominação – e começou a aplicá-la à ebulição dos anos 60. The Bonfire Of The Vanities de mr.Tom é um formidável romance escrito por uma cabeça de papel. Como jornalismo, é letal; como literatura, provoca o mais puro prazer do texto.
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A técnica de Tom é simples, em essência. E impecável. Constrói a narrativa cena por cena. Usa o máximo de diálogos autênticos. Explora cruciais detalhes de cada personagem para frisar sua condição social (por exemplo: um rico impõe seu queixo, um classe média retesa o pescoço, os pobres ondulan o corpo). E joga à vontade com as mudanças de ponto de vista. A fogueira das vaidades anos-80 configura-se como uma demencial comédia humana, onde o xis da questão é o eterno conflito entre o desejo e a lei. Nessa fogueira, queimam os agentes e contraventores da lei, da política e da mídia. O anti-herói de Wolfe é Sherman McCoy – signo ambulante de nossa era –, com seu “queixo aristocrático”, apartamento de três milhões de dólares em Park Avenue, renda anual de um milhão de dólares traficando papéis em um quinquagésimo andar de Wall Street… Ele é um master of the universe e Wolfe o distende até os limites.
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Um liberal é um conservador que já foi para a cadeia”. Esta é a idéia-chave de The Bonfire Of The Vanities. Wolfe confronta a lei do branco com a lei do Bronx. É preto no branco. Temos o strip-tease  da relatividade da lei e das regras imutáveis do business. Temos business em Wall Street e business no Bronx. O Primeiro Mundo e “os outros”. Quem controla, quem detém o poder, quem circula a riqueza, de onde vem o poder e a riqueza, como traficar influências, à coté, a feira das vaidades.
Tudo envolvido por duas flores envenenadas: o olhar absoluto da mídia (este é um livro de um jornalista apaixonado e horrorizado com sua profissão: entre outras coisas, um livro que termina com uma matéria publicada no New York Times), e a letal vulgaridade ianque que Tom disseca com um turbilhão de one liners e uma evidente admiração por um modo inglês de concepção de vida perdido na América desmemoriada.
The Bonfire Of The Vanities é uma fabulosa celebração da Nova York real onde tipos e lugares estão dissecados pela lente do jornalista-entomólogo. O grid de Nova York, atravessado de norte a sul por Mr.Tom, readquire uma nova dimensão mítica como a terra devastada de todos os desencontros. Os personagens – compêndios de abominações, ou simplesmente vítimas – desembestam em seus desejos e pesadelos como espermatozóides à deriva. Eles podem ser puro lixo humano – mas são inesquecíveis.
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The Bonfire Of The Vanities é a apaixonante comédia humana como a conhecemos, nesse extertor da purple décade. Moral da história ? Claro que não tem. A desilusão é inevitável para todos. Morremos de rir e ficamos com um gosto amargo. Sherman, no fundo, era um inocente. O choque com o mundo real o transforma em um animal. Mas ele já era, dentro de si, este animal. O aspecto mais esplêndido do furacão literário de Wolfe é nos demonstrar como não somos nós mesmos: somos o que os outros nos fazem. Quando – e se - esta raça se dispuser a olhar menos para o umbigo e mais para o espírito, estará aberto o caminho para o verdadeiro autoconhecimento. Até lá ardemos todos na fogueira das vaidades.
Há 25 anos Tom Wolfe lançava o livro “A Fogueira das Vaidades”.

ARTE DA CAPA – VIP 2

 

Maria Paula, Gabriela Duarte, Carolina Ferraz, Luana Piovani, Camila Pitanga, Ana Paula Arósio, Aline Moreira, Tiazinha, Ana Hickmann (?), Eliana, Ivete Sangalo e Sheila Mello.

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(continua)

sábado, 28 de janeiro de 2012

NO DIVÃ COM ALAN MOORE # 7

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Entrei no ritmo da minha carreira de escritor no começo dos anos 80, um período muito sobrecarregado politicamente. A maior parte do mundo livre assistia horrorizada a ascensão inexorável da fodida coalizão amistosa direitista Reagan-Thatcher. Era a ascensão da Frente Nacional e mais e mais coisas que se viam eram bastante tristes. Decidi que, se queria escrever sobre este triste presente, a melhor maneira de fazê-lo era na forma de uma história ambientada no futuro, coisa que não é um recurso novo.
A maioria da ficção científica distópica não trata realmente do futuro, e sim dos tempos nas quais elas foram escritas. E o rótulo que fiz para V de Vingança não foi exceção. Ela se ambientava no que aquela época parecia ser um inalcançável período no futuro, como era 1997… e na qual a Grã-Bretanha tinha sido dominada por uma coalizão de grupos fascistas e com um aventureiro anarquista muito romântico que se opõe contra eles. Para comunicar a idéia de fascismo eu necessitava de algum símbolo que pudesse convencer os leitores que estavam diante de um Estado fascista policial.
A coisa que eu descobri e inseri foi a idéia de câmeras de segurança instaladas sobre cada esquina e vigiando todos os movimentos. Eu imaginei que isso realmente se parecia com o fascismo em ação e os leitores estavam igualmente impressionados, e aparentemente também estavam as figuras do governo, que devem ter lido aquilo na época e que decidiram que aquelas câmeras de segurança e cada esquina da metrópole eram justamente o que precisávamos para o final dos anos 90.
(continua)

NO MORE HEROES # 44

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Burton gostou da abordagem agressiva, sem rodeios, do Metallica. Após alguns meses de flerte, Burton aceitou sair do Trauma no dia 28 de dezembro de 1982, desde que não tivesse que se desgarrar da família e dos amigos de San Francisco. Seis semanas depois a montanha foi toda feliz até Maomé. Ulrich, Hetfield e Mustaine seguiram em direção ao norte levando seus amplicadores Marshall e coleções de fitas para a nova casa em El Cerrito, Califórnia, que imediatamente seria decorada com pôsteres de Michael Schenker, UFO e Motörhead, ao lado de cartazes de publicidade de várias marcas de cerveja barata.
(Ian Christe)
The Rolling Stones – One Hit (To The Body)
Mercyful Fate – Melissa
Mercyful Fate – Black Funeral
Coroner – Nosferatu
Believer – Wisdom’s Call
Grand Funk Railroad – Can You Do It
Grand Funk Railroad – Just Couldn’t Wait
Led Zeppelin – In The Light
Led Zeppelin – In My Time Of Dying
Savatage – Legions
Savatage – Beyond The Doors Of The Dark
No Quarter – Power and The Key
Motörhead – Hellraiser
Megadeth – Tornado Of Souls
no rádio:

baixe: http://www.divshare.com/download/14953057-f1b

LUIZ A.BRONZEADO

 

O Sono

1.Luiz Braga, 2. O Sono - Luiz A. Bronzeado

DU LOREN

 

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PAÑELLA - EL MÁS RÁPIDO

 

Buigas (1958)

TBO Extra Oeste 1-39

ANKILOSTOMINA FONTOURA

 

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ESCOLAS ASSOCIADAS

 

Almanaque Disney 90, 1978 (Garimpohq Blogspot) Hq-094

RCD # 25

 

By HANS POKORA

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(continua)

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NO DIVÃ COM ALAN MOORE # 6

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Então eu comecei a estudar as possibilidades de escrever tiras de quadrinhos para outras pessoas desenharem. Isto me garantiu alguns dos meus primeiros trabalhos em lugares como 2000 AD e o Doctor Who britânico mensal e semanal que eram publicados naquela época.
Aprendi minha profissão fazendo histórias muito curtas de 3 ou 4 páginas cada, coisa que é uma excelente maneira de aprender a escrever qualquer coisa e progredi fazendo um par de séries nas quais pude me meter, por assim dizer, na natureza do material e pude ter mais chances de ser um pouco mais experimental. E isto começou a ganhar prêmios na Grã-Bretanha, o que acabou impressionando os americanos.
Os americanos tendem a pensar que todo prêmio é um Oscar e não se dão conta que os prêmios da indústria quadrinística são votados por 30 pessoas vestindo parcas e que levam formidáveis vidas sociais. Mas até onde eles sabiam, se eu era um ganhador de prêmios, portanto, era um gênio inglês. E então, eles importaram meu talento criativo para a América e me puseram a trabalhar na DC como título O Monstro do Pântano, o que causou certa agitação e ao menos fez a DC confiar em mim o suficiente para dar-me outros projetos novamente, permitindo-me escrever qualquer coisa que eu quisesse.
Isto me levou a Watchmen em meados dos anos 80, e este foi um dos livros responsáveis pela ridícula tempestade publicitária que as histórias em quadrinhos ou graphic novels tal como alguém no departamento de marketing decidiu que deveriam ser chamadas, se tornaram populares.
(continua)

ARTE DA CAPA-VICTORIA PRINCIPAL

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