sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

NO DIVÃ COM ALAN MOORE # 6

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Então eu comecei a estudar as possibilidades de escrever tiras de quadrinhos para outras pessoas desenharem. Isto me garantiu alguns dos meus primeiros trabalhos em lugares como 2000 AD e o Doctor Who britânico mensal e semanal que eram publicados naquela época.
Aprendi minha profissão fazendo histórias muito curtas de 3 ou 4 páginas cada, coisa que é uma excelente maneira de aprender a escrever qualquer coisa e progredi fazendo um par de séries nas quais pude me meter, por assim dizer, na natureza do material e pude ter mais chances de ser um pouco mais experimental. E isto começou a ganhar prêmios na Grã-Bretanha, o que acabou impressionando os americanos.
Os americanos tendem a pensar que todo prêmio é um Oscar e não se dão conta que os prêmios da indústria quadrinística são votados por 30 pessoas vestindo parcas e que levam formidáveis vidas sociais. Mas até onde eles sabiam, se eu era um ganhador de prêmios, portanto, era um gênio inglês. E então, eles importaram meu talento criativo para a América e me puseram a trabalhar na DC como título O Monstro do Pântano, o que causou certa agitação e ao menos fez a DC confiar em mim o suficiente para dar-me outros projetos novamente, permitindo-me escrever qualquer coisa que eu quisesse.
Isto me levou a Watchmen em meados dos anos 80, e este foi um dos livros responsáveis pela ridícula tempestade publicitária que as histórias em quadrinhos ou graphic novels tal como alguém no departamento de marketing decidiu que deveriam ser chamadas, se tornaram populares.
(continua)

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