sexta-feira, 31 de agosto de 2012

EL MONSTRUO DE LONDRES # FINAL(Ultratumba nº 4)

 

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                FIM

LIDER

 

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RELACIONAMENTO

 

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POR AMOR DE SUA MAMÃE

Editora Vecchi
Coleção Fantasia nº 17
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Finalmente o menino pôde chegar ao Jardim Encantado, onde encontrou o doutor, um velhinho de nariz em bico e barba de bode, com a cabeça pelada e uma grande capa preta às costas.
O doutor, quando o viu perguntou-lhe admirado quem era e como havia chegado até ali, e então o menino respondeu que tinha ido buscar a planta da vida, como lhe havia indicado a Fada Benfazeja.
- Os amigos da Fada Benfazeja são também meu amigos ! – exclamou o doutor, que logo depois o guiou através de plantas desconhecidas, até que parou diante da planta procurada.
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Colhendo um ramo dela, o doutor ofereceu a Zezinho, recomendando-lhe que o usasse como a Fada lhe ensinasse.
O menino agradeceu , e depois, com medo de encontrar na volta novos perigos e novos obstáculos, montou no bastão que o lobo lhe dera, o qual sendo um bastão mágico, o transportou num minuto voando.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

APRENDENDO A ESCREVER (O Globo, 03/02/2011)



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OLAVO DE CARVALHO
É lendo que se aprende a escrever - eis o tipo mesmo da fórmula sintética que traz dentro muitas verdades, mas que de tão repetida acaba valendo por si mesma, como um fetiche, esvaziada daqueles conteúdos valiosos que, para ser apreendidos, requereriam que a fórmula fosse antes negada e relativizada dialeticamente do que aceita sem mais nem menos.
Ler, sim, mas ler o quê? E basta ler ou é preciso fazer algo mais com o que se lê? Quando a fórmula passa a substituir estas duas perguntas em vez de suscitá-las, ela já não vale mais nada.
A seleção das leituras supõe muitas leituras, e não haveria saída deste círculo vicioso sem a distinção de dois tipos: as leituras de mera inspeção conduzem à escolha de um certo número de títulos para leitura atenta e aprofundada. É esta que ensina a escrever, mas não se chega a esta sem aquela. Aquela, por sua vez, supõe a busca e a consulta. Não há, pois, leitura séria sem o domínio das cronologias, bibliografias, enciclopédias, resenhas históricas gerais. O sujeito que nunca tenha lido um livro até o fim, mas que de tanto vasculhar índices e arquivos tenha adquirido uma visão sistêmica do que deve ler nos anos seguintes, já é um homem mais culto do que aquele que, de cara, tenha mergulhado na "Divina Comédia" ou na "Crítica da Razão Pura" sem saber de onde saíram nem por que as está lendo.
Mas há também aquilo que, se não me engano, foi Borges quem disse: "Para compreender um único livro, é preciso ter lido muitos livros." A arte de ler é uma operação simultânea em dois planos, como num retrato onde o pintor tivesse de trabalhar ao mesmo tempo os detalhes da frente e as linhas do fundo. A diferença entre o leitor culto e o inculto é que este toma como plano de fundo a língua corrente da mídia e das conversas vulgares, um quadro de referência unidimensional no qual se perde tudo o que haja de mais sutil e profundo, de mais pessoal e significativo num escritor. O outro tem mais pontos de comparação, porque, conhecendo a tradição da arte da escrita, fala a língua dos escritores, que não é nunca "a língua de todo mundo", por mais que até mesmo alguns bons escritores, equivocados quanto a si próprios, pensem que é.
Não há propriamente uma "língua de todo mundo". Há as línguas das regiões, dos grupos, das famílias, e há as codificações gerais que as formalizam sinteticamente. Uma dessas codificações é a linguagem da mídia. Ela procede mediante redução estatística e estabelecimento de giros padronizados que, pela repetição, adquirem funcionalidade automática.
Outra, oposta, é a da arte literária. Esta vai pelo aproveitamento das expressões mais ricas e significativas, capazes de exprimir o que dificilmente se poderia exprimir sem elas.
A linguagem da mídia ou da praça pública repete, da maneira mais rápida e funcional, o que todo mundo já sabe. A língua dos escritores torna dizível algo que, sem eles, mal poderia ser percebido. Aquela delimita um horizonte coletivo de percepção dentro do qual todos, por perceberem simultaneamente as mesmas coisas do mesmo modo e sem o menor esforço de atenção, acreditam que percebem tudo. Esta abre, para os indivíduos atentos, o conhecimento de coisas que foram percebidas, antes deles, só por quem prestou muita atenção. Ela estabelece também uma comunidade de percepção, mas que não é a da praça pública: é a dos homens atentos de todas as épocas e lugares - a comunidade daqueles que Schiller denominava "filhos de Júpiter". Esta comunidade não se reúne fisicamente como as massas num estádio, nem estatisticamente como a comunidade dos consumidores e dos eleitores. Seus membros não se comunicam senão pelos reflexos enviados, de longe em longe, pelos olhos de almas solitárias que brilham na vastidão escura, como as luzes das fazendas e vilarejos, de noite, vistas da janela de um avião.
Uma enfim, é a língua das falsas obviedades, outra a das "percepções pessoais autênticas" de que falava Saul Bellow. Muitos cientistas loucos, entre os quais os nossos professores de literatura, asseguram que não há diferença. Mas o único método científico em que se apóiam para fazer essa afirmação é o argumentum ad ignorantiam, o mais tolo dos artifícios sofísticos, que consiste em deduzir, de seu próprio desconhecimento de alguma coisa, a inexistência objetiva da coisa. A língua literária existe, sim, pelo simples fato de que os grandes escritores se lêem uns aos outros, aprendem uns com os outros e têm, como qualquer outra comunidade de ofício, suas tradições de aprendizado, suas palavras-de-passe e seus códigos de iniciação. Tentar negar esse fato histórico pela impossibilidade de deduzi-lo das regras de Saussure é negar a existência das partículas atômicas pela impossibilidade de conhecer ao mesmo tempo sua velocidade e sua posição.
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A seleção das leituras deve nortear-se, antes de tudo, pelo anseio de apreender, na variedade do que se lê, as regras não escritas desse código universal que une Shakespeare a Homero, Dante a Faulkner, Camilo a Sófocles e Eurípides, Elliot a Confúcio e Jalal-Ed-Din Rûmi.
Compreendida assim, a leitura tem algo de uma aventura iniciática: é a conquista da palavra perdida que dá acesso às chaves de um reino oculto. Fora disso, é rotina profissional, pedantismo ou divertimento pueril.
Mas a aquisição do código supõe, além da leitura, a absorção ativa. É preciso que você, além de ouvir, pratique a língua do escritor que está lendo. Praticar, em português antigo, significa também conversar. Se você está lendo Dante, busque escrever como Dante. Traduza trechos dele, imite o tom, as alusões simbólicas, a maneira, a visão do mundo. A imitação é a única maneira de assimilar profundamente. Se é impossível você aprender inglês ou espanhol só de ouvir, sem nunca tentar falar, por que seria diferente com o estilo dos escritores?
O fetichismo atual da "originalidade" e da "criatividade" inibe a prática da imitação. Quer que os aprendizes criem a partir do nada, ou da pura linguagem da mídia. O máximo que eles conseguem é produzir criativamente banalidades padronizadas.
Ninguém chega à originalidade sem ter dominado a técnica da imitação. Imitar não vai tornar você um idiota servil, primeiro porque nenhum idiota servil se eleva à altura de poder imitar os grandes, segundo porque, imitando um, depois outro e outro e outro mais, você não ficará parecido com nenhum deles, mas, compondo com o que aprendeu deles o seu arsenal pessoal de modos de dizer, acabará no fim das contas sendo você mesmo, apenas potencializado e enobrecido pelas armas que adquiriu.
É nesse e só nesse sentido que, lendo, se aprende a escrever. É um ler que supõe a busca seletiva da unidade por trás da variedade, o aprendizado pela imitação ativa e a constituição do repertório pessoal em permanente acréscimo e desenvolvimento. Muitos que hoje posam de escritores não apenas jamais passaram por esse aprendizado como nem sequer imaginam que ele exista.
Mas, fora dele, tudo é barbárie e incultura industrializada.

EL MONSTRUO DE LONDRES # EPÍLOGO (Ultratumba nº4)

 

ED/RECORD

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Ultra 38

Ultra 39 

Ultra 40

Ultra 41

(conclui amanhã)

BIOTÔNICO FONTOURA

 

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MONARK PANAMERICANA E BMX SUPERSTAR

 

Monark

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ARTE DA CAPA – JANA KNAUPROVA

 

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INVESTIGAÇÃO

 

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DE QUE COR ? (Chico Bento nº 11, 1983)

 

Editora Abril

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terça-feira, 28 de agosto de 2012

BOING BOOM TSCHAK # 45

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A quinta geração de consoles também desenvolveu formatos especializados para streaming. A Sony desenvolveu o Yellow Book e ofereceu à outras companhias. Os jogos tirariam proveito dessa habilidade, algumas vezes com resultados altamente elogiados (Castlevania: Symphony of the Night). Jogos para fliperamas, que continuavam usando síntese de modulação de freqüência, geralmente tinham qualidades superiores de faixas de música em relação à suas versões para consoles caseiros (Street Fighter Alpha 2). Mesmo os consoles sendo capazes de reprodução com "qualidade de CD", essas faixas de áudio comprimidas não tinham realmente "qualidade de CD". Muitas tinham baixas freqüências, mas não tão significantes à ponto de um consumidor final perceber. Alguns jogos continuavam a trazer um CD de áudio em Red Book para suas trilhas sonoras (a série Wipeout) que podiam até ser tocados em um aparelho reprodutor de CDs convencional.
Essa liberdade oferecia aos compositores à capacidade de dar à música de videogames o mesmo tanto de qualidade de qualquer outro tipo de música popular. Um músico agora podia produzir música para essa finalidade sem saber nada sobre programação ou arquitetura de games. Essa flexibilidade permitiria que músicos populares também pudessem usar seus talentos para os vídeo-games. Um dos primeiros exemplos seria Way of the Warrior do 3DO, com música pela banda White Zombie. Um exemplo mais conhecido é a trilha sonora de Quake, por Trent Reznor. Uma alternativa seria usar música já existente, não composta para essa finalidade, como no já mencionado game de arcada das Tartarugas Ninja. O jogo Star Wars: X-Wing vs. TIE Fighter e jogos subseqüentes da série Star Wars usaram música composta por John Williams para os filmes da trilogia Star Wars.
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O uso de músicas pré-gravadas, feitas ou não especialmente para o jogo, é uma técnica usada até hoje. É comum que jogos baseados em esportes radicais usarem músicas recentes de artistas populares (SSX, Tony Hawk, Initial D), assim como qualquer outro jogo com um tema com um teor cultural ligado à algum gênero de música (Need For Speed: Underground, Grand Theft Auto). Algumas vezes um híbrido dos dois é usado, como em Dance Dance Revolution.
Hans Wurman – Toccata & Fuge in D minor
Jean-Jacques Perrey & Gershon Kingsley – Mas Que Nada
Jean Michel Jarre – Equinoxe part VII
John Keating – Solitaire
John Keating Incorporated – Dreaming
King Crimson – Book Of Saturday
Kraftwerk – Tanzmusik
Laurie Anderson – Gravity’s Angel
Bruno Maderna – Biogramma part 2
Mike Melvoin – Lay Lady Lay
Mike Vickers – Superman
Missing Persons – Noticeable Ones
Mort Garson – Rhapsody in Green
New Order – Love Vigilantes
no rádio:

baixe: MP3

EL MONSTRUO DE LONDRES # 5 (Ultratumba nº 4)

 

ED/RECORD

Ultra 24 

Ultra 25

Ultra 26

Ultra 27  

Ultra 28

Ultra 29

(continua)

SHOWGIRLS # 15


Studio e Vanity Fair’s Bifurcated Girl
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PICADA

 

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