quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ADORÁVEL VAGABUNDO (Meet John Doe, 1941)

meet-john-doe-movie-poster-1941-1020528869
Filme estranho, de preocupação social, dirigido por Frank Capra, com Gary Cooper e Barbara Stanwyck, sobre um sujeito que tenta suicidar-se a fim de chamar a atenção para uma conspiração de direita. Para dar um happy end que mantivesse Gary Cooper vivo, as intenções foram tão distorcidas que os autores originais entraram com um processo.
O filme começa da maneira confiante de Capra, mas com um tom mais sombrio; no fim, nos sentimos confusos e tapeados. O roteiro é creditado a Robert Riskin; com Edward Arnold, Walter Brenan, James Gleason, Regis Toomey, Spring Byington, Gene Lockhart, Ann Doran, Warren Hymer, Rod La Rocque e Andrew Tombes.
PAULINE KAEL
Warner, preto e branco.

4 ASES E 1 CURINGA – STAND BY ME


p306157_488_336-1
O maior,
precisar, não precisa
sentir isso.
Real sonho de crianças
para brilhar na avenida.
MUHAMMAD ALI BEN E.KING
JOHN LENNON OTIS REDDING YELLOWMAN


MP3

ESTRANHOS SENTIDOS NO MUNDO ANIMAL (Almanaque do Globo Juvenil, 1955)


clip_image002
Como os peixes evitam se chocar contra os rochedos do fundo do mar, quando está escuro? Evidentemente os peixes não podem ver os rochedos. No entanto não esbarram.
A explicação é a seguinte: Os peixes possuem um sentido especial que nenhum outro animal tem. Esse sentido é como que uma combinação do tato e da vista. Possuem uma série de nervos diminutos, em cada lado do corpo. Quando um peixe nada em direção a um rochedo, se modifica a pressão que a água exerce sobre o seu corpo, e os nervos registram essa mudança de pressão. Assim o peixe pode localizar as pedras e as evitar.
Também as cobras têm sentidos especiais que não possuímos. Esses dois sentidos ajudam a cobra a caçar.
Um é uma sensação especial de calor. A cobra pode perceber a presença dum animal perto com de tal sentido, localizado em pequenas cavidades que possui na mandíbula. Suponhamos que um rato esteja, no escuro, a uma distância de um ou dois palmos da serpente. Ao mesmo tempo que o rato não pode ver a cobra, ela pode sentir o calor do corpo do rato. Depois de o localizar o ataca com rapidez fulminante que impossibilita a vítima de fugir.
clip_image002[5]
Rastro pelo paladar
As cobras podem, também, acompanhar o rastro das vítimas. Mas não o fazem como os cães, pelo faro, nem como os índios costumam fazer, pela vista, mas sim pelo paladar.
Suponhamos que uma cobra esteja acompanhando o rastro dum rato. Com a língua bifurcada o réptil apanha pequenos, diminutos pedaços de capim onde o rato passou e os prova. Todo o capim tocado pelo rato adquire um gosto especial. E, dessa maneira, a serpente pode acompanhar o roedor.
Do mesmo modo que as cobras, nosso sentido de paladar está concentrado na boca. Alguns peixes, contudo, têm o sentido do gosto espalhado no corpo inteiro. E, segundo dizem os cientistas, as borboletas sentem o gosto das coisas com os pés. Por que afirmam os cientistas tal coisa? Porque observaram as borboletas provar um líquido doce com os pés, depois o sugar com a tromba.
Podes não apreciar as baratas, mas o fato é que as elas fazem uma coisa que não podemos fazer: São capazes de ouvir com os pêlos do corpo. As baratas não têm ouvido mas as ondas sonoras penetram no corpo através dos pêlos que existem nos membros, atingindo, assim, o cérebro do inseto., Pra se tornar surda uma barata, basta atirar farinha nos pêlos, assim impedindo que as ondas sonoras as atinjam.
Alguns insetos são dotados de sentidos a respeito dos quais nada sabemos. Há, por exemplo, um inseto da família das vespas, que, durante muito tempo, desafiou a argúcia dos cientistas. O icnêumon deposita os ovos nas larvas doutra espécie de vespa, que servem de alimento pra suas larvas.
A vespa cuja larva serve de hospedeiro aos ovos do icnêumon fura um buraco nas árvores e ali deposita os ovos. O icnêumon, porém, consegue, por meio dum sentido desconhecido, localizar os ninhos da outra vespa, e logo faz um orifício através da madeira, usando dois diminutos ferrões. Em cerca de 20 minutos, abre o orifício, que vai atingir o ninho do outro inseto, e nele deposita os ovos. Os cientistas até hoje não conseguiram saber como o icnêumon descobre a presença da larva da outra vespa dentro da árvore.

SHOWGIRLS # 60

 

Caricatura e Calgary Eye Opener

phhhmm01-249

phhhmm01-249

phhhmm01-253

ARTE DA CAPA – MÄRTA TOREN

 

1337_mediummarta toren2 marta toren3 marta torenMarta Toren4 Marta Toren5

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ADÚLTERA (Le Diable au Corps, 1947)

devil-in-flesh-8
Raymond Radiguet, um prodígio e hoje uma lenda, escreveu o romance quando tinha dezessete anos; aos vinte estava morto. Mas sua história sobre o caso de amor clandestino entre um colegial adolescente e a esposa insatisfeita de um soldado perseguiu a mulher que lhe serviu de modelo por toda a sua trágica vida (ela insistia em que o precoce Radiguet inventara os aspectos sexuais do relacionamento entre os dois).
Claude Autant-Lara recriou esta história da Primeira Guerra Mundial com nostálgica ternura. Sua dramatização trata do caso com tal delicadeza que muitos críticos consideram as cenas de amor entre as mais belas já filmadas. Adúltera talvez seja o tipo de história de amor em tempo de guerra que as pessoas esperavam quando foram ver Adeus às Armas: tem a beleza e o desespero dos amantes que tentam salvar alguma coisa para si mesmos num período de confusão sem esperança. Na verdade, não é um filme tão bom quanto as pessoas querem acreditar, mas o jovem Gérard Philipe era um objeto tão extraordinário para a câmera que, apesar das dezenas de papéis seguintes, ele é mais conhecido por sua encarnação do colegial apaixonado e egocêntrico. Micheline Presle faz  a mulher. Com Denise Grey e Jean Debucourt.
PAULINE KAEL

O roteiro é de Jean Aurenche e Pierre Bost. Em francês.

CONFORTO ESTÉTICO # 3

all_the_pretty_horses.large  
11.Cormac McCarthy
after_america.large
12.Paul Starobin
aguerrradofimdomundo3
13.Mario Vargas Llosa
a_chance_meeting.large
14.Rachel Cohen
a_thousand_cuts.large
15.Simon Lelic

MIERDA PURA (Comix Underground USA nº1, abril de 1972)

 

Editorial Fundamentos

040

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

DISCOS DO DIA: VELVET UNDERGROUND e LLOYD COLE & THE COMMOTIONS


vu-velvet-undergroun lloyd cole commotions rattlesnakes
VU - The Velvet Underground (Polygram)
    Ouça este disco bem alto e tente adivinhar quando as músicas foram gravadas. 77? 80? 86? Resposta: entre fevereiro de 68 e setembro de 69. Para quem não sabe, o Velvet de Lou Reed e John Cale é - ao lado dos Doors - o grupo mais influente da década de 60. Uma ilha de sombrias crônicas do submundo e de cinismo cercada de todos os lados pelo florido espírito da era hippie. As influências posteriores estão nítidas, de Bowie e Byrne (década de 70), até Sisters of Mercy, Smiths e Joy Division (década de 80). Este último deixou registrada uma acachapante versão ao vivo de "Sister Ray”.
    A história desse disco é a seguinte: quando preparava-se, no começo do ano passado, para relançar os primeiros três LPs do Velvet, o selo Verve encontrou arquivadas fitas para um "quarto" LP que nunca existiu por essa gravadora (haveria ainda mais dois, ambos ao vivo). Remixadas com a tecnologia atual, resultaram no melhor LP lançado aqui este ano.
    Músicas como "I Can´t Stand It" e "Andy´s Chest" seriam regravadas mais tarde por Lou Reed em sua carreira solo. Outras como "Lisa Says" e "Ocean" apareceriam nos discos "seguintes" do Velvet. lnútil tentar qualquer blá-blá-blá em cima: isto é História, crianças. E os Reedófilos inveterados vão se deliciar ao reconhecer em "Stephanie Says" o embrião de "Caroline Says", uma das mais afiadas giletes de seu principal LP, Berlin (74). Triste mesmo é a Polygram não ter traduzido o excelente texto/histórico de Kurt Loder, encartado em VU.

RATTLESNAKES - Lloyd Cole & The Commotions (Polygram)
    Um escocês obcecado pelos míticos United States da América do Norte, Lloyd Cole escreve versos como "arrume um novo alfaiate, comece a ler Norman Mailer". Seu vocal tem a mesma familiaridade com o de Lou Reed que, digamos, o vocal de Mark Knopfler  com o de Dylan. E, no som, guitarras e violões tecem a tapeçaria junto a violinos e órgâo - ou seja, mais referência ao psicodelismo americano pré-66. Aqui em São Paulo, a faixa-título já é, há um bom tempo, hit de certas pistas de dança. Lá fora, os hits foram "Perfect Skin" e "Forest Fire" (linda). Ao todo, uma trilha sonora perfeita para relaxar, meditar e/ou namorar no sofá.

Bizz nº2, setembro de 1985
Velvet Underground – I Can’t Stand It
Velvet Underground – Lisa Says
Lloyd Cole & The Commotions – Perfect Skin
Lloyd Cole & The Commotions – Forest Fire


PARA SER UN BUEN COW-BOY SE PRECISA…

 

Bugia (1958)

TBO Extra Oeste 1-24

TBO Extraordinario del Oeste

O HOMEM ABSURDO (O Mito de Sísifo)

 

ALBERT CAMUS

image

image

image

SHOWGIRLS # 59

 

Canadian Tattler, Caricatura e Cartoon Humor

phhhmm01-252 

phhhmm01-248

phhhmm01-250

domingo, 27 de janeiro de 2013

PRINCE (Bizz nº39, Outubro de 1988)


prince-live-1988-09-09-livesexy-88-wesfalenhalle-602dd
PEPE ESCOBAR
Palatrussardi (Milão) 19/01/88

Cat - a principesca dançarina e erotômana - diz ao mundo em um programa de show de dez dólares que "a vida só pode ser entendida para trás, mas deve ser vivida para frente" "4 Wards", em inglês, com o numeral, individuando em linguagem principesca o "forwards" do avanço. Por dez dólares, não deixa de ser um pensamento sólido.
    Na revista high-tech de Prince 88, a Europa ganhou não só mais pensamentos, como mais sexo do que o resto da concorrência. Ingleses, italianos, franceses chegaram até a conceder que "Prince é melhor do que sexo ". Não é - mas pelo menos o sexo de pantomima de Prince ao vivo é tão bom quanto todo o resto do show de Prince.
    Comparei com Paris e Londres e não deu outra: Prince para milaneses não foi a exceção. Foi a regra. Em 87, seu show era o que câmeras em Rotterdam preservavam em celulóide como Sign O’the Times - uma hora e meia de impecável montagem e dolby stereo que vai faturar um equivalente da dívida do Terceiro Mundo quando sair em vídeo pelo planeta. O filme é melhor do que o show -porque "gruda" no palco com tremenda qualidade técnica. Ao vivo, não segurava. Inevitáveis as comparações com Sly Stone em sua época áurea - e com drive superior de, por exemplo, Trouble Funk ou até mesmo o Godfather véio em uma noite de vodu.
    Prince no tour Lovesexy é outra purpuríssima história. His Purple Highness - depois de individuar o(s) signo(s) da época com a concisão de rigor, extravasou o intelecto e chegou a uma visão completa; uma cosmogonia, do mundo. Lovesexy, o show, é a venda, o ataque de mísseis do Strategic Air Comand em Omaha, Nebraska, se Ronnie Reagan o ordenasse, em cima deste infiel pop-planeta. Salve-se quem puder. Ninguém pode, porque a visão religiosa pessoal do Príncipe é de uma absoluta sedução: nada menos do que o orgasmo como via à Santidade.
    Grandes cérebros como Bataille já disseram a mesma coisa - mas Bataille não sabia cair no funk. Outra coisa é dispor de um palco gigantesco, irregular, no centro de uma arena, entulhado de mecanismos (uma verdadeira nave espacial) onde a mobília é tão notável quanto a ascensão - hidráulica - dos músicos e patamares mais altos: ou seu desaparecimento para o equivalente principesco do buraco negro (pior do que o inferno). A banda foi reduzida para oito - os cruciais, incluindo a crucialmente sexy Sheila E. - ou a "Última Tentação de Cristo" em versão percussiva. Prince também aprendeu uma coisa ou duas sobre entradas dramáticas. Em 87 a banda entrava nas trevas, em fila indiana, tocando bumbo para o sample de  "Sign O’the Times". Em 88, o palco está nas trevas e, de repente, em suspensão, materializa-se uma maravilha cilíndrica do auge de Detroit; dá um voltinha completa, pára, e, de dentro, quem sai, com seus estampados superpostos preto-e-branco, cabelos longos - agora lisinhos - e botinha de camurça com salto-lápis?

39 Com cinco minutos de ação já tivemos farto sexo simulado. farto sexo oral simulado e o anão libidinal de Minneapolis arrastando-se pelo palco, abanando a cauda atrás de Cat e a cheirando de um jeito que provocaria desmaios em qualquer Irish setter de bom pedigree. A lascívia detumesce em erotismo - e é possível se tentar acompanhar a performance com um mínimo de objetividade crítica. Tremenda performance. Trinta músicas -divididas em duas seções. A primeira é puro greatest hits. Em "Head", o cavalheiro coloca o microfone entre as pernas e Cat vem por trás para... cantar, claro - o que mais poderia ser? A banda arrasa, Sheila E. arrasa, Boni D. arrasa nas arrancadas gospel. Prince arrasa nos solos (superado o egocentrisrno flashy, sola com a paixão e a convicção dos mestres.
    A movimentação de palco é infernal. O mini Mefisto é ubíquo. Trabalha à base da fração de segundo, brincando com teclados em uma plataforma suspensa em forma de coração, simulando coito em uma cama que aparece do nada, projetando uma arena em introspecção em "Purple Rain", projetando uma arena frente à febre em "Kiss", tocando sua guitarra purple rose com uma garra e um ataque de transformar em estátuas de sal toda a parada de supostos pop stars no exercício da profissão. Nenhuma performance entre os Top 20 do pop planetário - pelo menos em 88 -foi, é ou será capaz de unir tanta vitalidade com uma extrema, impecável organização técnica.
    Temos dois diamantes do Álbum Preto. De acordo com Sua Majestade Sátira, este foi um produto "do lado noir e infeliz de sua musa". Na hipnose em espiral de "Superfunkycallifragisexy" ele conta a história de um assassino psicopata com tons de voz progressivamente diabólicos até o clímax em um telefone maníaco-demencial. Ele grita: "Esta noite eu estou com uma tremenda má atitude". Sai atrás da insultante lubricidade de Cat e, alguns minutos depois, está urgindo toda a arena a cantar "Deus está vivo". O orgasmo como via à Santidade. Dessa vez acreditamos - afinal, antes nunca nos tinham oferecido o Céu com uma adequada trilha sonora.
    A primeira parte acaba com uma apoteose de gelo seco, música clássica e vozes possessas, voduescas, intimando a arena a "cruzar a linha". Na segunda parte, linha cruzada, carne e espírito dissolvem-se em um êxtase pagão, sob endiabradas coreografias dançantes; os metais frenéticos em "Kiss"; solos de Sheila E.; e "1999", a 128 h.p.m., quando o Libidinal Supremo, entre suas Supremas Gatas - Cat e Sheila - nos deixa de pernas cruzadas no topo de seu carro. Retorna, claro, para uma longa "Lovesexy", para mais uma batalha com o spooky eletric (é como denomina o Senhor das Trevas), para nos intimar ao cuidado e à salvação de nossas almas.
    Ele viu a Luz? Viu. Nós também. A salvação é um show. There is no bussines like the salvation bussines. Então vamos dançar à nossa eternidade, como príncipes da lascívia e sacerdotisas da luxúria.
    Oh, my God...

Uma orgia sonora com a marca funk do Amadeus negro.

 

1Qoig0myyEylxlc4aSap7A2

CURIOSIDADES DO OESTE (Texas Kid nº60,1965)

 

RGE

TEXAS KID 60 034

ARTE DA CAPA – JEAN SEBERG

 

6911 Jean Seberg !B8GKnugBGk~$(KGrHqJ,!hwEzL)lKd7hBM2ErCk-4g~~0_12 !BdEELf!CGk~$(KGrHqYOKkQEq5INNCGBBK3NRBppsw~~_12 $(KGrHqMOKogE3EnFIVPQBN4ZH6FH9g~~_12 6310 Jean Seberg3 Jean Seberg4 Jean Seberg5 Jean Seberg6  Jean Seberg2

AIRTO DE VOLTA (POR POUCO TEMPO) AO PAÍS DA BUROCRACIA (Jornal de Música, agosto de 1977)

                                        ------------------------------