domingo, 31 de agosto de 2014

O MAIS BELO FUTEBOL DA TERRA (O Globo, 20/06/1970)


Pelé driblando Mazurkiewicz na Copa de 70
                   NELSON RODRIGUES
     Em 58, na véspera de Brasil x Rússia, entrei na redação. Tiro o
paletó, arregaço as mangas e pergunto a um companheiro: — “Quem
ganha amanhã?”. Vira-se para mim, mascando um pau de fósforo.
     Responde: — “Ganha a Rússia, porque o brasileiro não tem caráter”.
     Eis a opinião dos brasileiros sobre os outros brasileiros: — não
temos caráter. Se ele fosse mais compassivo, diria: — “O brasileiro é
um mau-caráter”. Vocês entenderam? O mau-caráter tem caráter,
mau embora, mas tem. Ao passo que, segundo meu colega, o
brasileiro não tem nenhum. Pois bem. No dia seguinte há o jogo e, no
seu primeiro lance, Garrincha sai driblando russos e quase entra
com bola e tudo.
     Vejam: — diante do Brasil, a Rússia perdeu antes da luta.
Bastou um momento de Mané para liquidá-la. Mas o que ainda me
espanta é a frase do companheiro: — “O brasileiro não tem caráter”.
     Essa falta de auto-estima tem sido a vergonha, sim, tem sido a
desventura de todo um povo. Ganhamos em 58, ganhamos em 62.
     Depois da Suécia e do Chile, seria normal que retocássemos um
pouco a nossa imagem. Mas há os recalcitrantes. Outro dia, um
colega puxou-me para um canto. Olha para os lados e cochicha: —
“Não somos os melhores”. E repetiu, de olho rútilo e lábio trêmulo: —
“Não somos os melhores”. E por todas as esquinas e por todos os
botecos há patrícios vendendo impotência e frustração.
     Quando o escrete partiu para o México levando vaias jamais
cicatrizadas, vários jornais fizeram uma sinistra impostura. A seleção
ia para a guerra. Uma Copa é uma guerra de foice no escuro. Mas
parte da nossa imprensa pôs a boca no mundo: — “Humildade,
humildade!”. Eu pergunto: — o que é o brasileiro? O que tem sido o
brasileiro desde Pero Vaz de Caminha? Vamos confessar a límpida,
exata, singela verdade histórica: — o brasileiro é um pau-de-arara.
Vamos imaginar esse pau-de-arara na beira da estrada. Que faz ele?
     Lambe uma rapadura. E além de lamber a rapadura? Raspa, com
infinito deleite, a sua sarna bíblica.
     E súbito encosta uma Mercedes branca, diáfana, nupcial. O
cronista esportivo, que a dirige, incita o pau-de-arara: — “Seja
humilde, rapaz, seja humilde!”. Vocês percebem a monstruosidade?
     Não basta ao miserável a sarna, nem a rapadura. Ainda lhe
acrescentam a humildade. Certos rapazes da imprensa não
perceberam que a humildade é defeito de reis, príncipes, duques,
rainhas. Há pouco tempo, o papa assim se despediu de uma senhora
brasileira: — “Reze por mim”, implorou sua santidade. Podia fazê-lo
porque era a maior figura da Igreja.
     Outro exemplo: — a mulher bonita. Conheci uma que era
linda, linda. Quase uma Ava Gardner ou mais do que a Ava Gardner.
     Quando o marido entrava, ela se lançava não nos seus braços, mas
aos seus pés. E fazia apenas isto: — beijava um sapato do marido e,
depois, o outro sapato. Também podia fazer isso porque era
maravilhosa. Por onde passava ia ateando paixões e suicídios. A
humildade era a sua vaidade de mulher bonita.
     Passo da mulher fatal ao escrete. Um escrete é feito pelo povo.
E como o povo o fez? Com vaias. Nunca houve na Terra uma seleção
tão humilhada e tão ofendida. E, além disso, os autores das vaias
ainda pediam humildade. O justo, o correto, o eficaz é que assim
incentivássemos a seleção de paus-de-arara: — “Tudo, menos
humildade! Seja arrogante! Erga a cabeça! Suba pelas paredes!
     Ponha lantejoulas na camisa!”.
     Chamo os nossos jogadores de paus-de-arara sem nenhuma
intenção restritiva. O pau-de-arara é um tipo social, humano,
econômico, psicológico tão válido como outro qualquer. Tem
potencialidades inéditas, valores ainda não realizados.

     Estou dizendo tudo isso na véspera, exatamente na véspera, de
Brasil x Itália. É a finalíssima. Vejam vocês: — o escrete negado não
três vezes, mas mil vezes — foi vencendo os seus adversários, um por
um, não deixando pedra sobre pedra. Diziam que os europeus não
deixam jogar. Pois bem: — quando se trata do Brasil, todo mundo o
deixa jogar.
     Foi assim com a Tcheco-Eslováquia, com a Inglaterra, a
Romênia, o Peru e o Uruguai*. O espectro de 50 está mais enterrado
do que sapo de macumba. Bem que a pobre Inglaterra tentou o diabo
para que o Brasil não jogasse. Mas vocês se lembram do nosso gol?
Vejam quantos jogaram. Primeiro, Paulo César passou a Tostão. E
Tostão resolveu jogar em cima dos ingleses. Em vez de passar de
primeira, deu-se ao luxo voluptuoso de driblar um inimigo; mas era
pouco para a sua fome, e driblou outro inimigo. Podia passar. Mas
Tostão preferiu enfiar a bola por entre as pernas do terceiro inimigo.
     Adiante estava Pelé. E o estilista estende a Pelé. Cercado de ingleses por todos os lados, o semidivino crioulo toca para Jairzinho.   Este podia ter atirado de primeira. Não: — achou que devia driblar mais
outro inglês. E só então sua bomba foi explodir no fundo das redes.
     Por que os ingleses não nos impediram do jogar? E, realmente,
foi um gol feito com tão amorosa paciência, com tão fino lavor e
inexcedível virtuosismo. O leitor há de perguntar: — “Mas como, se
os ‘entendidos’ diziam que o futebol brasileiro estava mais obsoleto
do que o guarda-chuva do senador Paulo de Frontin?”. Realmente, os
“entendidos” tudo fizeram para acabar com o nosso craque. Queriam
que nós imitássemos os defeitos europeus. Queriam tirar do nosso
futebol toda a magia, toda a beleza, toda a plasticidade, toda a
imaginação. Faziam a apologia do futebol feio. Era como se
estivessem apresentando o corcunda de Notre Dame como um
padrão de graça e eugenia.
     Mas a famosa velocidade está a merecer um capítulo especial.
Com a maior solenidade, os “entendidos” acusavam o nosso futebol
de lento. E o que se vê na Copa é esta coisa infinitamente patusca: a
morosidade inteligentíssima dos brasileiros derrubou a velocidade
burríssima dos europeus. Finalmente, diante dos resultados
concretos, o povo não lê mais os “entendidos”. Desde a Tcheco-
Eslováquia, aconteceu o cínico e deslavado milagre: nunca houve um
escrete tão amado. Por outro lado, cada vitória faz a cidade explodir.
     E um dos nossos jornais tem a coragem de chamar a festa gigantesca de relativo carnaval.
     Observem agora o que o escrete fez por nós. Há pouco tempo o
brasileiro tinha uma certa vergonha de ser brasileiro. Conheço um
patrício que andou ensaiando um sotaque para não trair a sua
nacionalidade. Agora não. Agora acontece esta coisa espantosa: —
todo mundo quer ser brasileiro. O país foi invadido por brasileiros,
ocupado por brasileiros. Dizia-me o Francisco Pedro do Coutto: —
“Nunca vi tantos brasileiros”. E outra coisa: — as mulheres estão
mais lindas, e os homens mais fortes, e há uma bondade difusa,
volatilizada, atmosférica. Jamais se cumprimentou tanto. E como
sorrimos uns para os outros.
     Apenas 24 horas nos separam da finalíssima. Quem jogará por
nós é o melhor escrete da Copa. Enquanto os outros dão botinadas, o
brasileiro faz a arte que os “entendidos” negam e renegam. Vocês
devem ter visto, ontem, o tape de Inglaterra x Alemanha. O campo
era varrido de correrias irracionais. Vale tudo, do gogó para cima.
     Vinte e dois homens, e mais o juiz e mais os bandeirinhas, e aquela
fauna triste de patadas.
     Que falso futebol, que antifutebol. Amanhã, sim, amanhã o
mais belo futebol do mundo jogará contra a Itália. E quando acabar o
jogo vocês verão subir o nome do Brasil como um formidável berro
em flor.

* Brasil 3 x 1 Uruguai, 17/6/1970, em Guadalajara, pelas semifinais. Alemanha 3 x 2
Inglaterra, 14/6/1970, pelas quartas-de-final.

BLACK LOVE

 

Black Love 01

sábado, 30 de agosto de 2014

GUERRAS SECRETAS

Abril

29

FLUIDOS (Universo em Desencanto vol.1)

 

Manoel Jacintho Coelho

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PALL MALL

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MILENA MASCARENHAS

(2002)

24

BLACK LOLITA

 

Black Lolita 01

ARTE DA CAPA – JULIETA DIAZ

 

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ELVIS PRESLEY - THE SUN SESSIONS (1954-55) (Bizz nº3, outubro de 1985)

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Como quase tudo no rock´n´roll, é uma história cercada de lenda. Sam Phillips, dono de uma gravadora em Memphis, queria "encontrar um branco com o som e o sentimento de um negro, para ganhar um milhão de dólares". Elvis Presley, um jovem aspirante a cantor, queria ter o melhor carro da cidade. O encontro dos dois assumiria uma dimensão mitológica. Mas não aconteceu facilmente. Tudo começou numa tarde do verão de 1953. Elvis, 18 anos, chofer de uma firma de artigos elétricos, estacionou a camionete da companhia na sua hora de almoço em frente da Memphis ecording Service, uma subsidiária da gravadora Sun, de Sam Phillips. Ali, pagando quatro dólares, qualquer um podia gravar qualquer coisa num disco de cetato de dez polegadas. Quem cuidava do serviço para Sam era Marian Keisker, ex-Miss Rádio de Memphis, que ficou impressionada com a voz de Elvis. Mariana pegou o endereço e o telefone do rapaz. E o recomendou vivamente ao patrão, que acabou ouvindo Elvis. Os sentimentos de Phillips em relação a Elvis eram ambivalentes. Acreditava no seu potencial, mas não conseguia acertar com ele. Apresentou-o ao guitarrista Scotty Moore e ao baixista Bill Black e fez que iniciassem um verdadeiro laboratório Presley. Finalmente, foi marcada uma sessão para 5 de julho de 1954. Corria tudo mormo, como de costume, até que, num dos intervalos, Elvis começou a brincar com uma versão envenenada de um blues de Arthur ´Big Boy´ Crudup, "That´s All Right (Mama)". Sam sentiu aquele estalo e gritou da cabine: "Que é que vocês estão fazendo?" Um dos músicos respondeu: "Sei lá..." Sam ordenou: "Então descubram. Vamos rodar de novo!" O resultado foi o que um rockrítico definiu como "a Pedra da Roseta do rock´n´roll".
    A associação de Elvis com Sam Philips durou 16 meses, até novembro de 1955, quando a Sun Records vendeu o cantor para a RCA por 40 mil dólares. Sam não conseguiu o seu milhão de dólares, mas teve a glória de figurar no centro de uma verdadeira revolução cultural.

Elvis Presley - The Sun Sessions - LP RECORD-370928
    Já Elvis, com as luvas do contrato, comprou o primeiro de uma frota de Cadillacs. Desta breve e insólita colaboração nasceu este punhado de canções que a RCA, muito tempo depois, reuniria num LP com o título de The Sun Sessions. Está tudo ali. A fusão ideal das duas grandes correntes sonoras - a branca e a negra, o country & western e o rhythm & blues - num estilo único, o rock´n´roll. Estão ali o Elvis roqueiro, o Elvis caipira e o Elvis pop, o cantor romântico, às vezes até meloso, que arrebatava os corações carentes de todas as latitudes, de todas as idades. E curioso ouvir, numa canção como "I´m Left, You´re Right, She´s Gone", os Beatles dos primeiros tempos; é intrigante captar, em "I´ll Never Let You Go", a sensibilidade vocal lancinante do Lennon da fase pós-Beatles.
 
    Como escreveu Albert Goldman, "20 anos antes, os músicos de jazz estavam fazendo o mesmo truque, tocando canções da maneira convencional e depois improvisando sobre elas. Vinte ou trinta anos antes do swing, o truque era o ragtime. O que Elvis fez nas sessões da Sun foi repetir instintivamente aquele processo de inovar a música recarregando o seu ritmo de um modo que tem caracterizado cada revolução estilística na história da música popular do século vinte. É isso que dá às sessões da Sun sua qualidade arquetípica".
    Uma faixa resume particularmente a vitalidade deste som que marcaria a nossa época. É "Good Rockin´ Tonight", com o baixo na marcação do boogie e a guitarra já saindo de suas funções meramente rítmicas para se alçar aos solos que alucinariam toda uma geração, enquanto Elvis faz o anúncio: "Well, I heard the news, there´s good rockin´ tonight!"

(Roberto Muggiati)

E nas sessões de Verão a lua continua azul.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

CHATEAUX – CHAINED AND DESPERATE

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Acorrentado, desesperado e louco para escapar.

FAÇA ISTO !

1969

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NOSSAS FERRAMENTAS INTELIGENTES (Visões de Robô, Editora Record)

 

Isaac_Asimov

      ISAAC ASIMOV

Os robôs não precisam ser muito inteligentes para ser úteis. Se um robô é
capaz de cumprir ordens simples e fazer os serviços domésticos, ou operar
máquinas simples de forma repetitiva, talvez isso seja mais do que suficiente.
Construir um robô é difícil porque, para que ele tenha forma humana, um
complexo computador deve caber no interior do seu crânio. Não é fácil projetar
um computador complexo que seja tão compacto quanto o cérebro humano.
Deixando de lado os robôs, porém, por que se dar ao trabalho de fazer um
computador compacto? É verdade que as unidades de que é feito um computador vêm ficando cada vez menores: das válvulas eletrônicas, passamos para os transistores e depois para os circuitos integrados, com milhões de componentes microscópicos. Suponhamos que, além de diminuir as unidades, passamos a
fabricar máquinas cada vez maiores.
Um cérebro que se torne grande demais começa a perder em eficiência,
porque os impulsos nervosos são relativamente lentos. Os impulsos nervosos mais
rápidos viajam com uma velocidade de apenas seis quilômetros por minuto. Um
impulso nervoso é capaz de atravessar o cérebro de um extremo a outro em um
quatrocentos avós de segundo, mas em um cérebro de quinze quilômetros de
diâmetro, se formos capazes de imaginar um, esse tempo aumentaria para 2,5
minutos. A complexidade adicional que seria possível graças ao seu imenso
tamanho não compensaria o tempo gasto para transmitir e processar as
informações.
Os computadores, porém, trabalham com impulsos elétricos, que viajam
com uma velocidade de mais de dezoito milhões de quilômetros por minuto. Os
impulsos elétricos seriam capazes de atravessar um computador com 750
quilômetros de diâmetro em um quatrocentos avós de segundo. Sob esse aspecto,
pelo menos, um computador de tamanho colossal ainda poderia processar as
informações tão rapidamente quanto um cérebro humano.
Assim, se imaginarmos computadores com componentes cada vez menores
e interligados de forma cada vez mais complexa e ao mesmo tempo imaginarmos
também computadores cada vez maiores, não chegará o dia em que os
computadores se tornarão capazes de fazer tudo que o cérebro humano pode
fazer?
Existe um limite teórico para a inteligência dos computadores?
Nunca ouvi falar em nenhum. Parece que cada vez que aprendemos a
comprimir um número maior de componentes em um dado volume, os
computadores se tornam mais potentes. Cada vez que aumentamos o tamanho dos
computadores, mantendo constante a densidade de componentes, os computadores
também se tornam mais potentes.
O que nos impede, portanto, de construir um computador suficientemente
compacto e suficientemente grande para que sua inteligência seja comparável à
humana?
Algumas pessoas certamente dirão, em tom incrédulo: “Certamente você
não imagina que um computador seja capaz de produzir uma grande sinfonia, uma
grande obra literária, uma grande teoria científica.”
Sempre que alguém faz um comentário desse tipo, sinto-me tentando a
retorquir: “E você, é capaz?” Mas, naturalmente, mesmo que o meu interlocutor
seja uma pessoa comum, existem aqueles que são gênios de verdade. Acontece que
o fato de serem gênios se deve simplesmente a um arranjo especial de átomos e
moléculas. Não existe nada no cérebro dos gênios, como no cérebro de qualquer
pessoa, a não ser átomos e moléculas. Se conseguirmos colocar os átomos e
moléculas em uma certa ordem no interior de um computador, teremos um gênio;
e se não conseguirmos fabricar elementos tão pequenos e delicados como os que
existem no cérebro, poderemos, para compensar, fazer computadores maiores.
Alguns podem argumentar: “Os computadores fazem apenas o que são
programados para fazer.”
Minha resposta a essa objeção é a seguinte: “Sim, isso é verdade. Acontece
que o cérebro humano também faz apenas o que foi programado para fazer... pelos
genes. A capacidade de aprender faz parte da programação do cérebro e também
fará parte da programação dos computadores do futuro.”
Se um computador pode ser tão inteligente como um ser humano, será que
não poderia ser mais inteligente?
Por que não? Talvez seja assim que a evolução funciona. Depois de três
bilhões de anos, um processo de reagrupamento de átomos e moléculas finalmente
produziu, através de melhoramentos torturantemente vagarosos, uma espécie
inteligente o bastante para dar o próximo passo em questão de séculos ou mesmo
de décadas. Daí por diante, as coisas realmente vão ficar animadas.
Se os computadores ficarem mais inteligentes que os seres humanos, não há
o perigo de que queiram tomar o nosso lugar? Ora, por que desejariam fazê-lo?
Talvez sejam suficientemente bondosos para deixar que nossa espécie vá à extinção
naturalmente. Pode ser até que conservem alguns de nós como animais de
estimação, ou nos mantenham em reservas.
Pense no que estamos fazendo no momento, com todos os seres vivos e
com o próprio planeta que habitamos. Talvez seja hora de cedermos o nosso lugar.
Talvez o verdadeiro perigo seja o de que os computadores não sejam desenvolvidos
a tempo de nos substituir.
Pense nisso!*

VANESSA MENGA

(2001)

12

THE MURDER GANG

 

Black Heat 01

ARTE DA CAPA – JUANA VIALE

 

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AIRTO DE VOLTA (POR POUCO TEMPO) AO PAÍS DA BUROCRACIA (Jornal de Música, agosto de 1977)

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