domingo, 30 de novembro de 2014

PALMEIRAS 1 x 0 CORINTHIANS

Final do Campeonato Paulista de 1974.

12-A - Palmeiras 1x0 Corinthians 

12-B - Palmeiras 1x0 Corinthians

Leivinha ajeita para Ronaldo e o Corinthians continuava na fila. Depois deste jogo a Fiel culpou o Riva que foi vender seu peixe no Fluminense.

Detalhe para a narração espetacular de Fiori Giglioti.

PROJETO 80 - III

A New wave foi um estilo de música popular que abrangeu o final dos anos 1970 e início dos anos 1980 e que emprestou o nome da nouvelle vague, o cinema francês dos anos 1950. Essa classificação foi definida para fazer oposição ao punk (que era geralmente mais cru, barulhento e politizado) e para a incorporar idéias novas, uma vez que era consenso a estagnação da indústria fonográfica naquele tempo. O princípio básico da new wave era igual ao do punk rock: qualquer um poderia começar uma banda e gravar seu próprio disco. Há quem observe também uma influência da música comercial norte-americana dos anos 1950 no germe que gerou o novo estilo.

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01 - Bully Boy - Waiting
02 - Comunication - Comunication
03 - Courage Of Lassie - All That I Know
04 - Graphic - The Hour Has Come
05 - Hang The Dance - On The Waterfront
06 - Iko - Elevator
07 - Industrials - Clones Of Radioland
08 - Instructions - The Factory
09 - Insulin Reaction - Lonely Lady
10 - Siam - Private Jokes
11 - Smart Opera - When She Lets Go
12 - Soul Merchants - Phases Of The Moon

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O PICA-PAU

Abril

075

THE BONESETTER

 

Bonesetter 01

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

PROJETO 80 - II

Nos EUA, a Sire Records precisava de um termo novo para conseguir comercializar as bandas que haviam acabado de assinar contrato com a gravadora e que frequentemente tocavam no clube CBGB. Como os críticos e as rádios americanas chamavam o punk de moda passageira, a gravadora resolveu usar o termo "New Wave”. Os primeiros críticos musicais norte- americanos usaram o nome New Wave para caracterizar a nova onda punk da Inglaterra. Em dezembro de 1976, o The New York Rocker, se tornou o primeiro jornal Americano a associar as mudanças do punk inglês com a cena corrente no CBGB.
200_s (2)
01 - Jonny Sevin - You Want To
02 - Microdisney - Idea
03-  Mrs. Higginbottom - Gnawing Conscience
04 - New Age - Acception
05 - Out Of The Blue - Other Side Of Midnight
06 - P.I.C. - Dancing With You
07 - Pink Turns Blue - I Coldly Stare Out
08 - Promise - Back In My Heart
09 - Quickflight - Water Of Life
10 - Secret Steps - Confidential
11 - Smart Opera - Beauty On The Intersate
12 - Soul Merchants - Within This Place

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CURRUPACO PAPACO (Recreio nº 82, 03 de fevereiro de 1971)

História de Ana Machado
Desenho de Izomar

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A NOVA PROFISSÃO (Visões de Robô, Editora Record)

 

4 leis da robotica

        ISAAC ASIMOV

Em 1940 escrevi uma história cujo personagem principal se chamava Susan Calvin. (Minha nossa, faz quase meio século!*) Ela era uma “robopsicóloga” e sabia
tudo a respeito de robôs. Tratava-se, naturalmente, de uma história de ficção científica. Escrevi outras histórias sobre Susan Calvin nos anos seguintes, onde
informei, entre outras coisas, que ela nasceu em 1982, freqüentou a Universidade de Columbia, onde se diplomou em robótica no ano de 2003, fez o doutorado e em 2010 estava trabalhando em uma firma chamada U.S. Robôs e Homens Mecânicos.
Não levei nada disso a sério na época em que escrevi as histórias. O que eu estava
escrevendo era “apenas ficção científica”.
Por incrível que pareça, as coisas estão se passando do jeito que eu descrevi.
Os robôs são usados rotineiramente em linhas de montagem e sua importância
aumenta a cada ano que passa. As companhias de automóveis estão instalando
dezenas de milhares de robôs em suas fábricas. Eles vão começar a aparecer
também em outros lugares, à medida que robôs mais complexos e mais inteligentes
deixarem as pranchetas. Naturalmente, esses robôs vão acabar com muitos
empregos, mas, em compensação, novos empregos serão criados. Em primeiro
lugar, esses robôs terão que ser projetados. Eles também terão que ser construídos
e instalados. Além disso, já que nada neste mundo é perfeito, de vez em quando
eles vão enguiçar e terão que ser consertados. Para reduzir ao mínimo a freqüência
de defeitos, será preciso desenvolver e implantar um sistema de manutenção
preventiva. Também é provável que tenham que ser modificados uma vez ou outra,
para desempenhar tarefas diferentes.
Para fazer tudo isso, vamos precisar de um grupo de pessoas que podemos
chamar, em termos gerais, de técnicos em robótica. Existem algumas estimativas de
que no ano em que minha fictícia Susan Calvin sair da universidade, haverá mais de
dois milhões de técnicos em robótica nos Estados Unidos e talvez seis milhões no
mundo inteiro. Susan, portanto, não estará sozinha. A esses técnicos, acho que
devemos acrescentar todas as pessoas que serão empregadas pelas indústrias direta
ou indiretamente ligadas à robótica, que se encontram em franca expansão. Pode
ser até que os robôs acabem criando um número maior de empregos do que os que
eliminaram, embora, naturalmente, sejam um tipo diferente de emprego, o que
significa que haverá um período difícil de transição, no qual aqueles cujos empregos
desapareceram terão que ser treinados para poderem desempenhar novas funções.
Isso pode não ser possível em todos os casos, e haverá necessidade de
programas sociais criativos para cuidar daqueles que, por idade ou temperamento,
não se adaptarem aos novos tempos.
No passado, o progresso tecnológico sempre exigiu avanços no setor da
educação. Os trabalhadores agrícolas não precisavam ser alfabetizados, mas os
operários das fábricas, sim, de modo que, depois da Revolução Industrial, as nações
industrializadas tiveram que criar escolas públicas para educar em massa suas
populações. A nova economia de alta tecnologia deve ser acompanhada por um
progresso semelhante na educação. O ensino de ciência e tecnologia deve ser
levado mais a sério e continuado por toda a vida, pois o progresso será rápido
demais para que as pessoas se limitem a usar o que aprenderam na juventude.
Esperem! Falei em técnicos em robótica, mas esse é um termo geral. Susan
Calvin não era uma simples técnica em robótica; era, especificamente, uma
robopsicóloga. Interessava-se pela “inteligência” dos robôs, pela forma de “pensar”
dos robôs. Ainda não ouvi ninguém usar esse termo na vida real, mas acho que vai
chegar o dia em que ele será usado, da mesma forma como o termo “robótica”
passou a ser usado depois que eu o inventei. Afinal de contas, os especialistas estão
tentando desenvolver robôs que sejam capazes de ver, de compreender instruções
verbais, de fornecer respostas orais. À medida que os robôs se tornarem mais
capazes, mais eficientes e mais versáteis, começarão a parecer mais “inteligentes”.
Na verdade, neste exato momento, existem cientistas no MIT e em outras
instituições de pesquisa que estão trabalhando muito seriamente na questão da
“inteligência artificial”.
Mesmo, porém, que seja possível projetar e construir robôs capazes de
executar muitas tarefas de tal forma que pareçam inteligentes, não é provável que
venham a ser inteligentes da mesma forma que os seres humanos. Para começar,
seus “cérebros” serão feitos de substâncias diferentes. Além disso, terão outro tipo
de organização e abordarão os problemas (com grande probabilidade) de forma
totalmente diversa.
A inteligência dos robôs pode ser tão diferente da inteligência humana que
seja preciso uma nova disciplina (a “robopsicologia”) para estudá-la. É aí que Susan
Calvin entra em cena. Susan Calvin e outros como ela serão para os robôs o que
são os psicólogos comuns para os seres humanos. E este pode vir a ser um dos
aspectos mais importantes da robótica, porque se estudarmos a fundo dois tipos
totalmente diferentes de inteligência, poderemos compreender muito melhor o que
é a inteligência. Em particular, poderemos compreender melhor o que é a
inteligência humana do que estudando apenas a inteligência humana.


Este artigo foi escrito em 1979.

BOIN-N-G!

 

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terça-feira, 25 de novembro de 2014

THE BODYGUARD

 

Bodyguard 1976 01

PROJETO 80 – OU TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER SOBRE A NEW WAVE MAS TINHA VERGONHA DE PERGUNTAR

New Wave é um género musical surgido em meados da década de 1970 ao lado do punk rock. O termo new wave já era considerado sinônimo e parte do punk rock antes mesmo de se tornar um estilo musical independente, que incorporava elementos da música eletrônica, musica experimental, mod e disco, assim como o pop dos anos 60. Nos anos de 1990  e 2000 aconteceram alguns revivals, assim como o surgimento de outros estilos influenciados pelo movimento.
O termo "New Wave" é fonte por si só de muita controvérsia e confusão. Ele era usado em 1976 na Inglaterra por inúmeros fanzines punks, como o Sniffin' Glue, além da impressa oficial. Em novembro de 1976, em um artigo intitulado Melody Maker, Caroline Coon usou o termo "New Wave" para caracterizar o som de bandas que não eram exatamente punks, mas que estavam relacionadas com a mesma cena musical. Por certo tempo os dois termos eram permutáveis, ora punk ora new wave.

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01 - 3-D - Telephone Number
02 - Auckland Walk - I Wasn't Thinking
03 - Berlin - Nervous
04 - Bow Wow Wow - Aphrodisiac
05 - Disappointed A Few People - Soft Blue Veins
06 - Food and Shelter - Surveillance
07 - Hang The Dance - Enfold
08 - Instructions - OK
09 - Insulin Reaction - Reconstruction
10- Jimmy and The Boys - Products Of The Mind
11 - Life Without Principle - I Hear You Singing
12 - LMNOP - Tapes

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O PERSONAGEM D.JOÃO V NO LIVRO “MEMORIAL DO CONVENTO” DE JOSÉ SARAMAGO

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    Encerrada a leitura de “Memorial do Convento” adormeci com o livro nos braços. Foi então que  me  vi em pleno campo de batalha, ou do que havia restado dela, em companhia do soldado Baltasar, também conhecido como Sete-Sóis”.

    Procurávamos a mão decepada dele, mas percebemos a dificuldade que seria encontrá-la em meio àquela carnificina toda onde se avolumavam cadáveres mutilados, outros queimados e muitos esmagados. A tarefa não era nada fácil. Foi no momento, em que julgava que meu guia ficaria maneta para sempre naquele mundo de Morfeu, que vimos a passarola.

    A engenhoca era um delírio materializado pelo padre Bartolomeu de Gusmão que invejoso de Ícaro também queria se aproximar do sol. Se o personagem mitológico havia optado por asas de cera, o padre português se valeu de seus conhecimentos científicos e consumiu uma vida para que seu invento, um pássaro mecânico, conhecido como passarola, estivesse pronto e em condições de vôo.

    Subimos, eu e Baltasar, na máquina e empreendemos um vôo curto o suficiente para localizarmos a árvore, ou o que havia sobrado dela. Meu guia havia confessado a existência de uma no cenário de sua desgraça.

    Pensei que a humanidade deveria mesmo estar perdida e só uma misericórdia celeste restauraria a ordem, harmonia e esperança entre os homens. Que cena dantesca… aquela quantidade de homens mortos.

    Por falar em homens, isso era tudo o que desejava o rei D.João V. Homens. Mas homens gerados por uma rainha que abrigasse o sêmen real e transformasse o líquido do monarca num herdeiro do trono lusitano.

    Tentativas não faltaram, o rei parecia estéril e filhos só conseguia fora do casamento. Bastardos não poderiam reivindicar a coroa e isso o atormentava.

    Rei de Portugal desde 1707, D.João V, filho de Pedro II e Maria Sofia, adquiriu o epíteto de Magnânimo devido à promoção de obras espetaculares como o Convento de Mafra.

    Após casamento e meses de insucesso em fazer a rainha D.Maria Ana da Áustria em parir um sucessor, o rei promete que se a barriga da soberana crescer ele construiria o convento e que o mesmo seria tão grandioso como a generosidade divina.

    O rei, em que pese ser amante dos prazeres humanos, é devoto fanático e atribui sucessos e fracassos à intercessão divina que parece jogar xadrez com o destino. Mas o necessário, ou quase, havia sido feito: submete toda a nação ao cumprimento da promessa pessoal, a construção do convento. Preço nenhum deveria ser alto o suficiente e, para o sucesso de tal empreitada que teria sua realização garantida à base de punhos decepados e bugigangas voadoras, nada poderia deter tamanho desejo. Para o absolutista a palavra real era a manifestação da vontade de Deus.

    D.João quer um herdeiro, mas não nutre sentimento amoroso algum pela rainha. A maneira desinteressada e ritualística com que trata o ato sexual com a esposa beira o animalesco. Ao rei todos os pecados se perdoam e a megalomania do líder é desvendada quando a corte é revestida de luxo enquanto um exército de portugueses famintos lutam por um pedaço de pão.

    Outras características da personalidade real é a curiosidade e o senso estético. No primeiro caso ela se revela quando debruça demoradamente em tentar entender as invenções do padre Bartolomeu. Já a apreciação por coisas belas se manifesta quando convida o compositor Domenico Scarlatti a permanecer em Portugal.

Passarola de Bartolomeu de Gusmão 1

    Se essa vida de formalidades demoradamente encenadas se faz necessária para a manutenção da monarquia, mesmo que em forma de caricatural, ela tem seu preço: mais que erigir um convento o que D.João quer é alforria de seus pecados mundanos e a garantia de um mausoléu onde após sua morte o passaporte celestial estaria garantido. Esse desejo de imortalidade é saciado através da sagração do convento no dia do seu quadragésimo aniversário.

    Mas a megalomania real não se resume apenas ao Convento de Mafra. Tem o rei um passatempo que é a construção de uma réplica da Basílica de São Pedro de Roma. Essas obsessões arquitetônicas revelam um homem egocêntrico, vaidoso e mitômano. Sonho e desejo, para D.João V, se misturam com realidade e se está não é a satisfatória troquemo-la por divagação onírica.

    Para ser um rei amado pelos súditos, não hesitou em determinado momento lançar moedas de ouro ao povo num de seus cortejos reais. Também é contraditório. De um lado faz pouco caso da Inquisição, do outro tem várias relações adúlteras e mundanas.

    Poderia ainda discorrer sobre a origem do dinheiro que levanta e destrói coisas belas como só possível devido ao ciclo de ouro e diamantes vindos do Brasil mas nesse instante fui surpreendido pelo sol das 9 da manhã já iluminando o quarto todo.

    Não recuperei a mão para Baltasar e nem empreendi novo voo com a passarola. Fiquei por outro lado imaginando os esforços de pesquisa e construção dos personagens que o escritor português José Saramago teve para tecer esse belo romance histórico.

UNIVERSAL CENTER FU-MANCHÚ

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THE BODY STEALERS

 

Body Stealers 01

DICIONÁRIO MARVEL (F)

 

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