quinta-feira, 16 de julho de 2009

BATFINK – BATFINO

batfink - GOOD

EUA (1967)

Criação: Hal Seeger

Com o grande sucesso do Batman de Adam West e Burt Ward em1966, uma espécie de batmania tomou conta do público americano. Músicas, camisetas e gibis começaram a vender como nunca e logo subprodutos derivados desta onda seriam criados e capitalizados sem demora.

Batfino surge neste cenário. Pegando o público do Batman e a enxurrada de novos desenhos lançados pela Hanna-Barbera, o desenho do morcego herói e seu ajudante grandalhão rendeu 100 episódios , todos feitos no biênio 1966-67, que foram a conta-gotas exibidos na TV brasileira nas últimas décadas e ajudou a alegrar as tardes da criançada.

Me recordo de voltar da escola, estudava de manhã, e mal mastigar alguma coisa para correr até a TV e assistir o Batfino sempre colado com Gato Felix e o Vira-Lata. Não me lembro o canal, mas não esqueço que o Karatê e o Batfino dirigiam uma espécie de “fuscão” (o Batilac) e que havia muitas onomatopéias. O “blip” de um walk talkie voava e chegava até a orelha do receptor... Umas loucuras assim.

Na história, o morcego Batfino foi exposto à radiação (desculpa usada por 99,99% dos super-heróis para explicarem seus poderes) quando era criança na caverna onde habitava. Essa exposição o fez indestrutível mas suas asas ficaram inutilizadas pela explosão da local. Batfino teve então novas asas construídas pelo Seul fiel amigo Karatê.

Nestes episódios ele lutava e derrotava os vilões Ernie Orelhudo, Ultra Sônico, Fatman e o seu principal oponente, o gênio do mal, Hugo A Go Go.

Recentemente foi lançado por aqui uma caixa com 3 DVDs coletando um monte de episódios do personagem com a dublagem original do estúdio paulistano AIC.

“Suas balas não podem me atingir, minhas asas são como uma couraça de aço !”

***Bom

LE COUPERET – O CORTE

lecouperet

França (2005)

Direção – Costa-Gravas

Elenco: José Garcia, Karin Viard, Geordy Monfils, Christa Theret, Ulrich Tukur, Olivier Gourmet,

Em tempos de crise econômica, fusão de empresas, ameaça de hecatombe nuclear vinda do oriente e populismo de diversas formas e tipos, o filme “O Corte” do velho comunista grego Constantin Costa-Gravas até que surpreende.

Ao focar sua história no drama do desemprego de altos executivos, o diretor mostra que até no excitante mundo do capitalismo selvagem alguns pescoçinhos acabam rolando. Tudo em prol de uma suposta globalização e uma reorganização do mercado.

Bruno é um competente engenheiro que trabalhou por 15 anos numa fábrica de papel e foi demitido num daqueles “facões” (chame de reengenharia ou adequação de organograma...) e não se conforma com o fato.

Como os anos estão passando depressa, Bruno, que vive a agrura de possuir uma profissão muito minuciosa, específica demais, traça um plano para voltar ao mercado de trabalho.

Primeiro ele publica um falso anúncio de emprego recrutando exatamente os profissionais que estão no seu mesmo perfil, os chamados “concorrentes”.

Separa alguns currículos e chega a conclusão que cinco deles realmente poderiam competir em pé de igualdade ou até supera-lo na busca de um novo lugar ao sol.

Como sua vida está indo de mal a pior, casamento abalado, dívidas e filho virando ladrão, Bruno decide reagir rapidamente. A solução é simples e direta: matar todos os seus concorrentes. Para ele não tem problema, como diz um ditado: um você pode matar ! Mas Bruno sonhava mais alto.

Segue cenas de tocaias e planos e eis algumas mortes. Como entreato de cada assassinato, umas partes impagáveis de candidato (ele) sendo entrevistado, a petulância costumeira das mocinhas de Recursos Humanos e a euforia e posterior frustração do emprego (quase) conseguido.

Uma crítica tão feroz ao capitalismo não assusta pelo histórico do diretor. Costa-Gravas é conhecido por filmes pesados e discursivos como “Missing – O Desaparecido” que eu, na época com 14 anos, tive a infelicidade de assistir no cinema da minha cidade sem entender 1% do que aquilo se tratava.

O ator José Garcia (Bruno, o protagonista da história) tem atuação avassaladora e as caras e bocas que ele empresta ao personagem está sem dúvida no rol das grandes interpretações do recente cinema europeu. Parece que outros dois filmes foram rodados nos últimos anos e de mesma temática “Agenda” de Laurent Cantet e “Rosetta” dos irmãos Dardenne . Provavelmente, já que todos tratam da questão do desemprego, formam uma espécie de “trilogia da demissão”. Mas eu ainda não pude vê-los e checar se é mesmo isso. Fica a dica.

Xerox do currículo e duas fotos 3x4 !!!

**Regular

WILD ZERO

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Japão (2000)

Direção; Tetsuro Kakeushi

Elenco: Guitar Wolf, Bass Wolf, Drum Wolf, Kae Minami, Yoshiyuki Morishita, Naruka Nakajo e Kwancharu Shitichai

Quando Seiji Hideaki e Toru se juntaram em 1987 e montaram o Guitar Wolf o objetivo foi claro. Fazer um som e compor um grupo musical baseado na sua banda favorita os Ramones. Levando a sério esta intenção, o Guitar Wolf também teria , a exemplo de sua banda espelho norte-americana, um filme rock. Se os nova-iorquinos usaram da genialidade de Roger Corman para estrelar “Rock’n’Roll High School” e conquistar corações e mentes continentes afora, seus pupilos nipônicos engendraram uma história com tudo que cerca e constitui o universo ramônico. Observe:

Ace, é um jovem roqueiro e fã do Guitar Wolf seu maior ídolo. Magrelão, cabelo moicano e jaqueta de couro surrada, Ace é a própria imagem do punk sujão com cara de nerd. Um perdedor nato. Mas Ace, salva Guitar Wolf da morte durante uma briga não explicada e recebe um apito mágico de seu ídolo. Sempre que usa-lo o Guitar Wolf virá para socorre-lo. Além do apito rola um pacto de sangue entre ídolo e fã.

Após o marcante encontro, Ace que caminhava distraído rememorando seu grande feito acaba indo comer algo na lanchonete e, ao abrir a porta, desarma um maluco que estava com uma arma apontada para a garota (Tobio).

Nesta altura do filme percebemos que Ace tem uma espécie de imã para atrair confusões e paradas violentas, das quais ele se safa por pouco.

Ace então pega a Tobio, e juntos partem num cadillac rumo a um lugar qualquer. Tudo beleza para ele; a Tobio é uma japonesa de quase 2 metros, meio top-model e de beleza andrógina. Para um “looser” está muito bom...

Após pararem num posto de gasolina para encher o tanque do veículo, eis que são cercados por zumbis e, sem escolha, começam a detonar os mortos-vivos com umas pistolas gigantes. A presença dos zumbis se deve ao fato da aparição de um UFO na cidade que está, com sua luz azulada, transformando as pessoas em cadávers andantes.

O dois fogem mais uma vez (eram muitos os zumbis) e se abrigam em um galpão abandonado. Segue a citação clichê da “Noite dos Mortos-Vivos” , quase uma obrigação neste tipo de história, e encontram um outro casal que também se escondia dos monstros famintos.wildzero2

Este novo casal só brigava, era um jacu com crise existencial e sua namorada pistoleira (de revólver, arma) que andava pelada pra lá e pra cá e adorava estourar a cabeça das criaturas com um trabuco prateado. Como as coisas estavam quase impossíveis de se resolverem, Ace lembra do apito e chama o Guitar Wolf.

O ídolo ao ouvir o chamado grita como um lobo: Lock em Loll !!! e com sua guitarra mágica ajuda a dizimar os coisa-ruins. O filme vai terminando Ace já apaixonadão pela Tobio, (que até então não abriu a boca o filme todo, só dando umas risadinhas) decide se declarar e diz que a quer como sua namorada. A Tobio em resposta fica nua e se revela. Era um travesti.Ace coça a cabeça e consulta seu ídolo Guitar Wolf que lhe diz para seguir seu coração.

Ace e Tobio dão as mãos, o UFO vai embora, o Guitar Wolf queima o chão da auto-estrada e logo o punk rock da banda japonesa domina todo o finzinho do filme.

O mais belo tributo aos Ramones e ao mundo dos trash-movies desde os videoclipes do The Cramps.

Uma viagem cinematográfica que mistura alienígenas, zumbis, mulheres peladas, carros velozes e punk rock japonês.

Está em perigo ? chame o Guitar Wolf !

*****Ótimo

quarta-feira, 15 de julho de 2009

HISTÓRIAS QUE NOSSAS BABÁS NÃO CONTAVAM

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Brasil (1979)

Direção: Oswaldo de Oliveira

Elenco: Adele Fátima (Clara das Neves), Costinha (caçador), Meiry Vieira (rainha), Dênis Derkian (príncipe) , Xandó Batista (rei), Sérgio Hingst (conde) e os anões: Satã, Quinzinho, Litho, Zezinho, Paulinho, Zequinha e João Grandão

Sátira do conto “Branca de Neve” dos Irmãos Grimm ,“Histórias que Nossas Babás Não Contavam” mostra até onde o inventivo e censurado cinema brasileiro conseguiu chegar ao apimentar seus filmes com um pouco sacanagem debilóide e humor pastelão.

A belíssima Adele Fátima (na época com 23 anos, principal mulata exportação do Sargentelli), é Clara das Neves filha do rei com uma rainha africana. De beleza incomum e sensualidade exuberante ela acaba provocando o ciúme e a ira da rainha que não suporta a (para ela) tão incômoda presença.

O rei está doente e o reino em breve estará nas mãos malignas da rainha. Esta vive furiosa porque o espelho mágico sempre respondia que Clara era a mais bonita (e gostosa) do reino. A rainha, que não aguenta tamanha verdade, quebra o espelho e coloca a princesa para correr.

Uma vez expulsa, Clara caminha a esmo pelo bosque e seduz o caçador (Costinha) contratado para mata-la. O fiasco se deve ao fato de Costinha só conseguir caçar veados e não saber o que fazer diante de tamanha formosura. Chocada ao saber da trama da rainha, Clara decide que nunca mais voltará para o seu lar e continua viagem floresta adentro. Acaba topando com a casinha dos sete anões.

A presença dela altera a rotina dos sacaninhas pois o único prazer na vida dos pirralhos era se esbaldar com um dos anões, que era gay. Logo a deusa Adele Fátima acaba ensinando, a cada um , as artimanhas do amor. Segue-se o lero-lero, muita zoeira, rápidas cenas de sexo não consumado e a Clara come a maçã envenenada. No fim, pinta um belo príncipe cavalgando um cavalo branco e é levado pelos anões para o beijo de quebra de encantamento.

Ocorre que o príncipe não era muito chegado nestas coisas e a contragosto salva a Clara com um brevíssimo selinho. O que o príncipe queria mesmo era o anão gay que após umas piscadelas seduz o bonitão. Risinho pra cá, charminho pra lá e o anão monta no cavalo e juntos (príncipe e anão gay) partem abraçadinhos, apaixonados e felizes enquanto sobem os letreiros de encerramento...

Pra chorar de tanto rir !

***Bom

O MONSTRO LEGUME DO ESPAÇO pts 1 e 2

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Brasil (1995 e 2006)
Direção: Petter Baiestorf
Elenco: Caquinha, O Monstro, Jorjão Timm, Marcelo Severo, César Coffin Souza
Nunca esqueci aquela manhã de 1995. Eu tinha acabado de voltar da padaria do bairro e decidi passar no jornaleiro para conferir se a nova edição da “Rock Brigade” já havia saído. Naqueles anos eu vivia uma espécie de namoro com a sessão de cartas da revista “Headbanger Voice” e anotava com avidez todo e qualquer endereço de bandas novas que promoviam suas (aguardadas) “demo-tapes”.
Entre as polêmicas de “true ou false metal”, quem é ou não “poser” e textos babando o ovo da mais nova e phoderosa banda saída dos confins da Noruega, uma espécie de anúncio despertava minha curiosidade no meio de tudo aquilo: Um maluco que se chamava Petter Baiestorf havia rodado um filme na distante Palmitos (SC) e usava o espaço da revista metaleira para promover seu invento.
Na época, eu pensava ser apenas mais uma cartinha, e quem sabe um VHS, na coleção. Mal sabia o que me aguardava. Junto ao VHS comprado (via carta camuflada no envelope pardo), vinha encartado o zine “Blerghhh”.Após o assombro da tal inusitada leitura um grande e desconhecido mundo do cinema extremo para mim se descortinou.monstrolegume2
O tal do Baiestorf, além de se meter a cineasta, entendia muito sobre um tipo de filme que não ganhava espaço algum nos chamados “canais oficiais”. No período pré-Internet aquele tipo de informação parecia ouro puro (essa sensação foi renovada quando outro amigo, quatro anos depois, me apresentou o também seminal “Cultura Pop” de José Salles, história que fica para uma outra ocasião).
Ao rodar o filme, surpresa ! Havia sido feito com câmara comum, daquelas que usávamos para filmar casamentos, aniversários, etc. Já meio incrédulo, continuava firme assistindo até ver onde ia dar aquilo. A história iniciava com uma sucessão de externas, mostrando a área rural da cidade, os personagens seguiam para o interior de uma casa e litros e litros de sangue falso preenchiam então toda a tela. Uma overdose gore à moda caipira. O “Monstro Legume do Espaço” possuia uma espécie de máscara de borracha verde e podia se dizer que a maquiagem não perdia em nada para os filmes da norte-americana Troma (sua irmã estilística e provável influência).
Diálogos que se aproximavam de manifestos, o personagem Caquinha e os grandes (em todos os sentidos) Jorjão Timm e Marcelo Severo, além é claro da atuação impagável do monstro, causaram no meu cérebro um estrago irreversível e na mente a “necessidade” de entender o quê e por quê daquilo. Para mim, o que se seguiu daquele dia até hoje, nada mais foi do que um mergulho nos arquivos dos chamados “filmes B” e o estudo meticuloso de todos os seus subgêneros (algo que ficaria muito facilitado com o advento da Internet, as redes P2P e a possibilidade de compra, venda e troca deste tipo de material).monstro legume4
Hoje fico embevecido e esperançoso ao perceber que o filme, pioneiro da então estreante Canibal Filmes, está completando quase 15 anos. “O Monstro Legume do Espaço” não deve ser visto apenas pela sua qualidade (a originalidade) ou defeito (vários). O que este filme representa é a bela história da luta da falta de recursos (da dificuldade logística e publicitária de “vender” uma obra) contra a imaginação, vontade, criatividade e valentia de quem tem algo a dizer. Uma bordoada na cara e lição para qualquer tipo de acomodamento.
Um filme de pessoas que nada tinham e tudo fizeram.
(Em 2006 o filme ganhou uma obrigatória continuação. Petter conta que até do exterior escreviam pedindo a sequência da história).
*****Ótimo

terça-feira, 14 de julho de 2009

AMERICAN PSYCHO – PSICOPATA AMERICANO

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EUA (2000)
Direção : Mary Harron

Elenco: Christian Bale, Justin Theroux, Bill Sage, Chloe Sevigny e Reese Witherspoon

Baseado no romance de Bret Easton Ellis, publicado no Brasil em 1991 pela Editora Rocco.

Christian Bale é Patrick Bateman, um yuppie bem sucedido que vive de jogadas financeiras e curte a improvável música do grupo Hue Lewis and The News.

Vaidoso, passa as manhãs cuidando da pele e fazendo musculação, sempre no interior de um apartamento decorado com requinte e de limpeza impecável. Durante as sessões de beleza a TV está sempre sintonizada no filme “O Massacre da Serra Elétrica” o que já demonstra gosto e intenções de sociopata.

Como consegue dinheiro, sucesso e mulheres muito facilmente, ele vai ficando enfastiado de tudo isso e a cada conquista vai ficando mais e mais vazio existencialmente.

Para se livrar da letargia começa a sair e a executar prostitutas. A cada assassinato sua vida se preenche e aos poucos vai se entregando para o instinto homicida.

Após as execuções se reúne num clube de yuppies deslumbrados. Numa determinada reunião fica furioso ao perceber que um rival tem um cartão de apresentação melhor e com mais belo design que o seu. É claro que o fato de ser “humilhado” (?) por não possuir um cartão tão bonito já vira motivo para ter que matar mais um.

Aparece um detetive pentelho disposto a prende-lo. Ele já em  escala insana (havia a esta altura se tornado um serial killer) fica meio xarope e não consegue mais separar realidade de delírio. Neste caldeirão todo, a sua noiva , a loirinha Reese Witherspoon, ainda tem tempo de pensar em festa de casamento.

Final original, cenas bem filmadas e a curiosidade do nome do personagem “Patrick Bateman”. Oito anos depois de estrelar esta fita Bale encarnaria o “Batman”. Uma espécie de premonição ?

Terno Armani sujo de sangue

***Bom

THEY CAME FROM BEYOND SPACE – ELES VIERAM DO ESPAÇO EXTERIOR

they came from beyond space

EUA (1967)

Freddie Francis

Elenco: Robert Hutton, Jennifer Jayne, Zia Mohyeddin , Bernard Kay e Michael Gough

Queda de objeto extraterrestre atrai grupo de cientistas até uma cidadezinha inglesa. Após isolar a área, estes decidem coletar amostras de solo, radiação, etc. Uma infeliz tenta quebrar um pedaço do objeto com uma espátula e acaba “acendendo” o bicho. Na verdade o objeto disforme era uma forma inteligente de vida que inicia uma possessão psíquica em série.

Toda a área começa a se militarizar e barricadas são erguidas pelos cientistas dominados pela “coisa”.

Durante tudo isso, o protagonista (um cientista que foi preterido da equipe inicial de resgate ao objeto),começa a achar estranho o comportamento de seus pares e fica surpreso quando sua namorada não lhe reconhece mais.

Parte então em investigação para descobrir o que está havendo e acha o local da queda. Mas a “coisa” não perdoa ninguém e quem acaba se aproximando acaba sugado mentalmente e começa a obedecer seus comandos. Segue uma cena de estrada e uma frentista de posto de gasolina decide ajudar o cientista curioso. Ela se dá mal e vira comida do bichão,outros também tem o  triste fim.  O único que sobrevive a tal ameaça é o nosso abnegado herói-detetive.

Ao chegar cara-a-cara com a “coisa” ele consegue tocar a massa alienígena que brilha mas não consegue invadir sua mente. E por quê isso ocorre ? Por quê ele é o único não infectado ?

Vai vendo a viagem do diretor... O cientista excluído não é possuído pelo bichão porque dias antes da queda da “coisa extraterrestre” ele se envolveu num grave acidente de trânsito e teve que colocar umas placas de metal na cabeça.Como essa placa ficava perto do cérebro quando a tentativa de possessão se iniciava a placa metálica rechaçava a invasão.

É mole ?

*Ruim

segunda-feira, 13 de julho de 2009

TIAN XIA DI YI QUAN a.k.a OS CINCO DEDOS DA MORTE

iron fist

Hong-Kong (1972)

Direção: Chang-Hwa Jeong

Elenco: Lieh Lo, Ping Wang, Hsuing Chao, Ching-Feng Wang e Mien Fang

Quando tiver que escolher entre as centenas (milhares ?) de títulos sobre kung-fu um segredinho se faz necessário: Observe se no elenco você consegue ler o nome Lieh-Lo.

Do mesmo quilate de Bruce Lee e Jackie Chan, mas com um décimo da fama destes, Lieh-Lo que já estrelou grandes clássicos do cinema oriental (“Bamboo House Dolls”, “O Terrorista Invisível” e “O Boxeador de Um Braço Só contra Os Nove Assassinos) nunca deixa o espectador frustrado. Seus filmes são garantia de porrada de qualidade e coreografias inventivas que estrapolam o gênero.

No Brasil o filme já saiu em DVD com dois títulos diferentes (“Os Cinco Dedos da Morte”o melhor e mais completo e o desleixado “Os Cinco Dedos de Violência” com imagem meia boca) e ambos não devem ser difíceis de serem encontrados.

Em 1974, no bojo do mais famoso filme de kung-fu da história “Operação Dragão” (de Bruce Lee), a Warner tentava esticar o lucro com filmes de artes marciais (então uma novidade para as grandes massas americanas) e lançou por lá “Os Cinco Dedos da Morte” em versão dublada. O efeito foi a enxurrada de filmes de ninjas e artes marciais em território americano. Uma subindústria se criou em território americano como bem percebemos quando o videocassete chegou no Brasil.

Com produção dos irmãos Shaw e dirigido pelo coreano Chang-Hwa Jeong (que abandonaria o cinema cinco anos depois) o filme, recheado de closes e cabeças decepadas, sangue aos borbotões e coreografias impressionantes, conta a história de ChaoChi-Hao (Lieh Lo) que é enviado por seu mestre (já muito velho e com dezenas de inimigos) para aprimorar sua incipiente técnica de combate. Logo ele se destaca e passa a representar esta escola num torneio de artes marciais. O prêmio: além do respeito de todos e a afirmação da técnica da escola ele ainda ganha a “mão” de Yin Yin (Ping Wang) com quem pretende se casar.

Claro que nada disso vai ser muito fácil e grupos rivais tentam sabotar de toda os forma os planos de Lieh-Lo e de sua escola. Os vilões então nervosinhos porque não conseguem pegar o herói decidem esmurrar até a morte o mestre e mentor dele.

Amigo... Cutucou onça com vara curta. O Lieh Lo que havia aprendido a técnica do “Iron Fist” (um golpe tão mortal que ele só usava em ocasião muito especial), decide mostrar quem manda no pedaço. E parte para o pau.

Detalhe e citação curiosa. Um pouco antes da execução da técnica do “Iron Fist” toca um gongo e um superclose nos olhos do herói é mostrado. Quentin Tarantino, fã do gênero, usou a mesma técnica quando “a Noiva” Uma Thurman executa suas vítimas em “Kill Bill”.

Pérola que poucos conseguiram descavar. Merece um remake já !

****Muito Bom

KILLER CONDOM – A CAMISINHA ASSASSINA

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Alemanha-Suíça (1996)

Direção: Martin Walz

Elenco: Udo Samel, Peter Lohmeyer, Marc Richter, Íris Berben e Monika Hansen

Primeiro as credenciais: exibido no Festival de Berlim e no Festival de Cannes em 1996. Efeitos e camisinhas criadas pelo célebre H.R.Giger de “Alien” e das capas do “Danzig” e baseado nos quadrinhos de Ralph Konig.

Agora a história: Detetive homossexual sai em investigação depois de perder metade do saco devorado por uma camisinha assassina. Estes preservativos foram criados por uma seita de moralistas fanáticos disposta aexterminar os tarados de Nova York.

As camisinhas são entidades vivas. Voam, se escondem debaixo da cama e emitem um ruído próximo de uma risadinha.

Com ritmo de comédia gore gay, as jontex do mal saem decepando os perus alheios. Muito ketchup e um festival de bilaus mutilados.  A cena mais recorrente da trama é a portaria de um  inferninho onde os personagens machucados travam diálogos absurdos e inimagináveis. Detalhe; os atos sexuais nunca são consumados.

O filme avança e a ameaça de látex vai causando seus estragos: Pipi cortado pra cá, bingolim decepado pra lá, tudo leva a crer que o detetive não conseguirá desvendar o caso. Segue uma reviravolta qualquer e agora temos uma espécie de filme policial nonsense.killercondomir7

De ruim, a cansativa   crise existencial de um travesti carente e que não tem medo desta nova forma de ameaça de borracha. Segue uma invasão ao laboratório dos malucos, a morte da mentora (gostosa) que arquitetou a invasão assassina e temos assim a derrota dos malfeitores. Tudo rápido e meio sem explicação.

Sobe os letreiros e o filme se encerra  com clima de “West Side Story”.

Original e divertido.

Saiu por aqui em VHS pela distribuidora Reserva Especial.

***Bom

LA NOCHE DEL TERROR CIEGO a.k.a. TOMBS OF THE BLIND DEAD

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Espanha-Portugal (1971)

Direção: Amando de Ossorio

Elenco; Lone Fleming, César Burner, Maria Elena Arpon, José Thelman e Rufino Inglés

Sinistro, climático e recomendadíssimo filme de horror europeu que gerou outras três seqüências. Considerado por alguns a versão hispânica de “A Noite dos Mortos-Vivos” de George Romero.

Duas amigas se encontram na piscina de um clube e logo um terceiro, amigo de uma delas, se junta à dupla. Os três combinam viagem de fim de semana para o interior do país e partem para uma bucólica e demorada viagem de trem. As duas amigas começam a disputar a atenção do rapaz que prefere a loira mais velha. A morena, mais gatinha, fica enciumada e pula do trem em movimento com a desculpa de que acabou seu estoque de remédios.

Ela anda um bocado e acha uma igreja em ruínas, umas catacumbas e um cemitério medieval. Neste cemitério foram mortos templários adoradores do diabo que foram posteriormente cegados (tiveram os globos oculares comidos) por corvos famintos.

O rapaz e a loira saem em busca da amiga fujona. Esta sem medo, decide passar uma noite na Igreja abandonada e acende uma espécie de lareira. O ruído da fogueira desperta uma legião de templários zumbis que estavam enterrados no cemitério próximo. Passa alguns minutos e os mortos-vivos invadem a Igreja e empreendem perseguição a fim de pegar a morena. Aí vem o bacana do filme. Zumbis são sempre lerdos e lentos certo ? Errado. Estes templários zumbis cavalgam cavalos mortos ou cavalos zumbis e, embora as patas não toquem no chão, conseguem empreender uma boa velocidade.

Pegam a mina, matam e bebem o sangue (zumbis ou vampiros ?). Com a demora habitual a dupla restante encontra o cadáver da amiga vacilona no IML local. A dupla restante pede ajuda para um professor de história. Este, tira o dele da reta mas indica seu filho, um marinheiro destemido, para ajuda-los. Os três vão até o local da execução da morena , acham uma sandália perdida, demoram muito por lá e acabam servindo de banquete para os famintos templários zumbis.

O rapaz tem o braço decepado, e a loira ainda consegue fugir conseguindo correr até a linha de trem a tempo de embarcar para algum lugar. O que ela não sabia é que os cavaleiros templários conseguiram também entrar nos vagões e matam todo mundo por lá.

Não perco os outros três por nada... Na linha das HQs da Calafrio.

****Muito Bom

LUIZ GÊ E OS IMPLACÁVEIS