terça-feira, 4 de agosto de 2009

BONITA GRAVATA, FERNANDINHO !

 

debateglobo

Os Bons Companheiros

Direção: Martin Scorsese

PARABÉNS, CORINGA !

obama-coringa

Barack Hussein faz aniversário hoje. Huuummm. Há notícias a respeito no mundo inteiro. Não é demais? Ele fez 48 anos! Isso nunca tinha acontecido antes, gente!!!

Mais informações aqui:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/

ELVIRA MISTRESS OF THE DARK – ELVIRA A RAINHA DAS TREVAS

elvira3

EUA (1988)

Direção: James Signorelli

Elenco: Cassandra Peterson (Elvira), William Morgan Sheppard, Daniel Greene, Susan Kellermann e Jeff Conaway

Clássico do terrir, “Elvira, a Rainha das Trevas”, é um dos mais felizes acidentes da subcultura norte-americana. Sabe aquele tipo de filme que tinha tudo para se tornar mais um nas estatísticas e que acaba ganhando uma inexplicável e estrondosa aceitação popular ? Pois então: taí o caso Elvira.

James Signorelli, um diretor de TV que antes havia trabalhado com John Belushi, acerta na mosca ao misturar em seu caldeirão de referências: roteiro de quadrinhos, mulher gostosa com peitões, humor pateta e elenco juvenil. A escolha de Cassandra Peterson também foi na mosca. Ela que em 1964 já havia sido uma dançarina figurante (naqueles filmes do Elvis Presley), peregrinou em dezenas de canais de TV e aceitou papeis menores.Um ano antes da guinada ela fazia quadros no “Saturday Night Live”.

“Elvira”,que foi reprisado dezenas de vezes na Sessão da Tarde, é a anfitriã de um programa de TV bem tosco e está desempenhando seu personagem quando recebe um telegrama informando da morte de uma tia rica e a subseqüente abertura do testamento. Ela vai até Massachussets e lá recebe a mansão como sua parte na herança. Dona do imóvel, não vê a hora de passar a casa nos cobres e se mandar para Las Vegas. Um tio malvado aparece e impede a venda. O parente vilão sabe que em algum lugar da casa existe um “livro de receitas” capaz de ensinar diversos tipos de bruxaria.elvira2

A Elvira decide procurar o tal livro e localiza a preciosidade; cansada, vai dar uma volta na lanchonete e dois nerds,que estavam lendo gibi do “Homem-Aranha”,engasgam com o milk-shake quando avistam seus peitões saltitantes e sua figura expotica de negro.Eles falam alguma gracinha e a Elvira coloca os manés para correr.

Segue armações tipo comédia, fanáticos religiosos (que acham que ela é uma bruxa),

acendem uma fogueira e como uma Joana D’Arc gótica lá vai a Elvira... prestes a virar churrasquinho. Quando parece que a morte é inevitável ela se recorda de um feitiço,que havia decorado do livro de receitas, e conjura relâmpagos e trovões que espantam os inquisidores e apaga a fogueira.

O sucesso do filme gerou convites para que ela gravasse um CD pela Rhino Records e estrelasse o próprio programa de TV. Uma extensa memorabilia usando sua imagem também surgiu sempre a reboque do filme arrasa-quarteirão. Até o fato da fita ter recebido o troféu “Framboesa de Ouro” como pior filme daquele verão acabou servindo como marketing.

Curiosidades: Ela possui uma réplica de seu personagem num museu de cera e as prefeituras de Atlanta e Los Angeles criaram o “Dia da Elvira” (próximo ao Halloween).

"Saia desta cidade enquanto você ainda tem tempo. Um dia seus peitos vão murchar e este lugar vai dar um chute no seu traseiro".

Vale a pena ver de novo !

****Ótimo

BANANA SPLIT

Bananasplit

Brasil (1988)

Direção: Paulo Sérgio de Almeida

Elenco: Otávio Augusto, Roberto Bomtempo, Tassia Camargo, Myrian Rios , Marcos Frota e André Felipe di Mauro

Se tem um assunto que parece inesgotável para os cineastas brasileiros é a Revolução de 1964 (a turma de vermelho prefere a palavra “golpe”)

Assim, livros, teses,artigos, quadrinhos, músicas, peças teatrais e é claro filmes foram produzidos numa velocidade e quantidade impressionante a fim de manter uma espécie de memória viva , uma resistência que nunca deixa a ferida da história cicatrizar.

Após a chegada dos militares ao poder e a conseqüente anistia geral ,tivemos eleição direta para presidente. O povo escolheu Fernando Collor e o Lula teve que se conformar com uma espécie de vice-campeonato. Me recordo do jogo sujo e das patifarias que marcaram aquela campanha presidencial. De um lado tínhamos o “publicitário” Fernando Collor caçador de marajás, todo dia no Jornal Nacional carregando umas pastinhas com “dossiês fajutos” Do outro lado o velho Lula promovendo greves artificiais e sem necessidade.Valia tudo para uns minutinhos a mais no noticiário desde que isso revertesse em alguns votos.

Bem, todos conhecem a história,o Collor venceu e depois foi (corretamente) deposto.O

que poucos esquecem ou maldosamente preferem não se recordar é que 90% dos atores da Globo ,do teatro e do cinema apoiaram em peso a campanha do senhor Luis Inácio. Quando o político alagoano chegou ao poder a primeira coisa que fez foi extinguir a Embrafilme. Quem em sã consciência deixaria um aparato daqueles, autêntica máquina de propaganda ideológica, financiada com verbas federais trabalhar contra seu próprio governo ?

Neste cenário, em 1988, meses antes da eleição, foi finalizado “Banana Split”. O longa de Paulo Sérgio de Almeida (que havia anteriormente filmado “Beijo na Boca” sobre armações da classe média) apareceu como um corpo estranho na filmografia nacional do período.

Ambientado em Petrópolis,em novembro de 1963, o filme começa ( pagando o obrigatório tributo aos patrulheiros) com três jovens sentados num jardim ouvindo pelo rádio a notícia do assassinato de John Kennedy. Neste momento um Karmann Ghia

conversível e um Simca Chamboard correm em alta velocidade por uma estrada. Começa a música “Banana Split” dos divinos João Penca e os Miquinhos Amestrados (a melhor coisa do rock nacional dos anos 1980 ao lado de Leo Jaime e Eduardo Dusek. Mas fica para outra hora...).banana split2

Dos carros desembarcam o Marcos Frota, o Bomtempo, a Myrian Rios e a Danielle Daumerie. Todos vinham de Copacabana para passar o Natal e o Carnaval em Petrópolis . O Marcos Frota é o líder da turma sempre com óculos escuros e uma jaquetinha cafajeste o Bomtempo faz a linha drogado quietão. Não demora eles encontram os três caipiras da praçinha e descobrem que vai rolar um baile de formatura que marca o encerramento do segundo grau. Comemoração dupla fim de ano e fim de curso.

Fica um clima meio triste e nostálgico pois a turma irá se desfazer.Mas o Marcos Frota (filho de um milionário homem de negócios – Walmor Chagas) não está preocupado com nada disso e só pensa em comer todas as meninas da festa.

Mira sua atenção na mais gatinha que era irmã de um dos caipiras (André Felipe). Este, sentindo-se desafiado com a “folga” do Frota, empurra o playboy e uma briga começa do lado de fora no salão de festas. Segue-se aqueles clichês na linha “Juventude Transviada” com canivete automático, meninas de saias rodadas e carros velozes. A Myrian Rios convence o Frota a deixar a briga para depois. Ao mesmo tempo ela se engraça com o André Felipe e marca um encontro com o valente. O Frota,como queria confusão recebe umas anfetaminas do Bomtempo e juntos roubam uma lambreta (uso da droga convertendo as pessoas em ladrões hehe...). Como eram os tais,invadem um cinema com as lambretas furtadas e provocam algazarra. Mostram que são mesmo do barulho. Na trilha mais João Penca...

O André Felipe diz para os amigos que não vai deixar barato e arma uma forma de roubar a namorada do Frota (a Myrian Rios). Consegue. Um baile pré-carnavalesco é realizado. Surge aqueles dilemas da juventude: a primeira transa, a escolha da profissão a saída da casa dos pais e o filme que se desenhava com comédia quase vira um dramalhão. No rádio o “Repórter Esso” anuncia o começo da reação militar com a ida do Jango para a China (foi lá fazer o quê ?) e o início de algumas prisões. O pai do André Felipe (que era comunista) foge para não ser preso,a Myrian Rios avisa que tem que voltar para Copacabana ,o Bomtempo se casa, o André decide prestar vestibular para cinema e seus amigos vão até a lanchonete comer uma banana-split.mirian rios

Um filme despretensioso e por isso mesmo necessário, que não levanta bandeiras para retratar o caos político e o cotidiano dos jovens da época.

Atenção: diversas cenas com a Myrian Rios,de biquíni na piscina. Isso compensa cada minuto gasto com a fita!!

***Bom

FANTAR

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Brasil (1969)

Texto: Milton Mattos

Desenhos: Edmundo Rodrigues

Editora: GEP (Gráfica Editora Penteado)

Fantar, um anti-herói tipo Namor que queria destruir não só os habitantes da superfície como também os moradores das profundezas marítimas. Fantar é um lagarto antropomórfico de 20 metros de altura que usa shortinho preto (hehe…).

RATT

rattCARINHA

Mais sobre a banda aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ratt

ratt (1)out of the cellar

Out Of The Cellar (1984)

http://rapidshare.com/files/.../ratt-Out_Of_The_Cellar.rar

ratt(2) invasion of your privacy

Invasion Of Your Privacy (1985)

http://rapidshare.com/files/.../ratt-Invasion_Of_Your_Privacy.rar

ratt(3)dancing undercover

Dancing Undercover (1986)

http://rapidshare.com/files/.../ratt-Dancing_Undercover.rar

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

BABA YAGA

BABA YAGA VERY GOOD

Itália-França (1973)

Direção: Corrado Farina

Elenco: Carroll Baker, George Eastman, Isabelle De Funés (Valentina), Ely Galleani e Daniela Balzaretti

Baseado nos quadrinhos de Guido Crepax (Valentina) o obscuro e genial “Baba Yaga” retrata com fidelidade o clima onírico, erótico e misterioso da fotógrafa de papel do mestre italiano das HQs.

Com uma breve e curtíssima carreira (apenas quatro filmes entre 1971-1973) Corrado Farina foi construindo lentamente sua história até que inexplicavelmente decidiu parar de filmar. “Baba Yaga”, seu canto de cisne, envolve o espectador e revela aos poucos uma trama de possessão psíquica, velhas bruxas, tortura psicológica e um farto jogo de sombras. Um filme “escuro” à semelhança de “Shivers” do gênio canadense David Cronenberg.

Valentina está fotografando num estúdio até que surge uma velha loira misteriosa que invade a sessão de fotos. Ela encara a deusa de cabelinho chanel e pronuncia a palavra “Baba-Yaga”. Agora a Valentina é perseguida por pesadelos e flashbacks (sonha que está com modelito de couro preto e lidera tropas da SS nazista) sempre com alguém gritando a tal palavra que ela não sabe o significado(*).baba yaga3

Decidida a deixar isso pra lá, ela tem o azar de cruzar com a velha na saída de mais uma sessão de fotos e sem entender nada a idosa com uma máquina fotográfica começa a disparar flashes em sua direção. Logo a Valentina está com os nervos em frangalhos e pede ajuda ao amigo do estúdio. Eles armam uma tocaia e descobrem o paradeiro da velha louca. A dupla invade o casarão, onde mora a bruxa e alguns assassinatos começam a ocorrer por lá !

(*)Baba Yaga é uma figura do folclore do leste europeu (mitologia eslava). É uma mulher velha e ossuda, que viaja pelos céus montada em um tronco de árvore. Mora em uma casa móvel, com patas de galinha galinha, cuja fechadura é uma boca cheia de dentes. Isaac Bashevis Singer descreveu Baba Yaga com um nariz vermelho, olhos em chamas como carvão em brasa e meio careca.

A banda Emerson, Lake & Palmer faz menção a lenda de Baba Yaga em algumas de suas músicas (“The Hut of Baba Yaga”). Mas o rock progressivo dos ingleses não aparece na trilha deste filme, em seu lugar temos Piero Umiliani, Armando Trovaioli e Piero Piccioni todos mandando brasa em quebradeiras soul-funk-instrumental no estilo que imortalizou nosso querido Erlon Chaves.

Um giallo bizarro !

***Bom

GWENDOLINE – AS AVENTURAS DE GWENDOLINE NA CIDADE PERDIDA

Gwendoline

França (1984)

Direção Just Jaeckin

Elenco: Tawny Kitaen (Gwendoline), Brent Huff, Zabou Breitman, Bernardette Lafont e Jean Rougerie

As heroínas de papel sempre acabam (mesmo que demore) ganhando seus próprios filmes. Foi assim com Modesty Blaise, Valentina, Barbarella, Darna, Elektra,Mulher Gato e centenas de outras. Gwendoline , baseado na personagem de John Willie (gibi provavelmente inédito no Brasil) é mais uma feliz transposição deste universo,sado-masô ,para as telas do cinema.

Dirigido pelo holandês Just Jaeckin ( do obrigatório “Emmanuelle” , o primeiro, que elevou Sylvia Kristel ao patamar de sex-symbol de uma geração) o levíssimo, bonito e divertido

“Gwendoline” é o filme que todo fã de quadrinhos aprecia: sequência de cenários paradisíacos, mulheres deslumbrantes, galãs estilosos, duelos com espadas e ficção científica improvável.gwendoline2

Na trama temos a loira Twany Kitaen , como Gwendoline; ela está perambulando por Taiwan e não percebe que está chamando atenção e deixando a chinesada maluca com sua beleza e aquele decote generoso. Se envolve numa confusão e tem que fugir para não ser violentada. Tenta se esconder, acaba descoberta, foge e vai parar no próprio covil dos pilantras; quando ia cair nas mãos dos vilões, (um revólver está apontado em sua direção), assiste incrédula uma espécie de “Zorro” voar numa corda, agarra-la pela cintura e coloca-la sã e salva numa espécie de mezanino. Com o mesmo impulso do resgate o herói agora está distribuindo socos e pontapés contra os capangas.

Claro que ele derrota todos e foge com a gata loira. Agora a dupla está vestida com aqueles uniformes cáquis que usam para safáris. A loira tem uma rede de caçar borboletas. Logo é explicado que a Twany está na China em busca de uma espécime rara. O galã vai junto para ver se sobra uns beijinhos para ele. Detalhe: como ele salvou a loira, ele banca o gostosão o tempo todo (percebeu que ela já estava apaixonada). Caminham tanto que, quando percebem, estão perdidos num deserto. Surge uma tempestade de areia e a dupla tem que parar com as briguinhas e trabalhar em equipe. gwendoline4

A tempestade termina e eles encontram a borboleta rara que acaba escapando e voa até até uma caverna que a tempestade desnudou. A gostosa e imprudente se perde na caverna e o galã vai ao seu auxílio. No meio dos túneis descobrem uma sociedade subterrânea que cultuava a deusa da fertilidade. Neste reino todas eram gladiadoras guerreiras vestidas com biquínis de couro preto e uns elmos estranhos. Os, poucos, homens são escravos e tem a missão “apenas” de fertilizar a guerreira da semana. O galã dá bandeira se perde da loira e é escravizado. A caçadora de borboletas, mais esperta, dá uma porrada numa guerreira qualquer , rouba suas roupas e ocupa um lugar na sociedade feminista. Aí rola um desafio de gladiadoras e a loira tem que guerrear até a morte com uma oponente (enquanto isso o galã está sendo preparado para o ritual de acasalamento). A loira vence a rival e a deusa-rainha diz que ela terá como prêmio servir (como uma espécie de sacerdotiza) e “assistir” o ato supremo de fertilização. Surge o galã só de tanguinha e então ele reencontra a loira. Ela ao vê-lo pelado nem pensa duas vezes se atraca com a rainha, arma uma confusão e consegue fugir com o amado. O exército de gladiadoras vai atrás para cortar os pescoços da dupla. Neste momento surge um terremoto e o valente casal escapa por questões de segundos de um soterramento mortal. Quando tudo se encaminhava para um final infeliz, eis que o galã retira um paninho que encobria uma gaiola e mostra para a gostosa a tal borboleta rara lá dentro. Beijo apaixonado e o The End. Sobe a ficha técnica do filme, rola um roquinho francês que eu não decifrei .

É inacreditável constatar que os cinemas brasileiros exibiram “As Aventuras de Gwendoline na Cidade Perdida” no verão de 1986.Qualquer arquivo ou biblioteca pode mostrar as chamadas naqueles roteiros de filmes. Então como é que as Ilustradas da vida não falaram disso na época ?

Gwendoline = Barbarella encontra Indiana Jones !

***Bom

HOMEM JUSTO

homemjusto2

Brasil (1969)

Desenhos: Ailton Elias e Emir Ribeiro

Texto: Oscar Christiano Kern

Reeditado em 1981 revista fanzine Historieta da Ed. Oliveira
- Porto Alegre RS.

Esse personagem luta com todo o tipo de bandido e até seres de outro planeta.  Quando invoca seu poder fica semi transparente. homen justo

“É, como diz Alan Moore, a vida à nossa volta – e a nossa própria – é muito mais fantástica do que possa imaginar qualquer vã ficção... Remeti roteiros do Homem Justo a diversos desenhistas, que, por razões diversas, não chegaram a ser desenhados.

Um desenhista pedia um roteiro toda semana, até que escrevi e enviei um - e ele nunca mais voltou.

Eu tencionava, com o Homem Justo, seguir um estilo "Spirit", no qual contar histórias diversas, muitas vêzes com pouca participação de herói.

Mas não dá para se fazer HQ sem desenhista e sem editora, e o Homem Justo foi desaparecendo...”

Oscar Christiano Kern

SEMANA HEAVY METAL - CINDERELLA

 

cinderella-CARINHA

Mais sobre a banda aqui:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cinderella_(banda)

 

cinderella (1)

Night Songs (1986)

http://rapidshare.com/files/.../Cinderella_-_Night_Songs__1986_.rar

 

cinderella (2)

Long Cold Winter (1988)

http://rapidshare.com/files/.../Cinderella_-_Long_Cold_Winter__1988_.rar

cinderella (3)

Heartbreak Station (1990)

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LUIZ GÊ E OS IMPLACÁVEIS