sábado, 5 de setembro de 2009

O MONSTRO DO PÂNTANO nº 1

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Brasil (1990)

Editora Abril

Roteiro: Alan Moore

Desenhos: Rick Veitch

Arte-Final: John Totleben

O Monstro do Pântano (Swamp Thing) é um personagem criado por Len Wein e Berni Wrightson para a DC Comics. Alec Holland era um cara comum que estava no lugar errado e na hora errada quando o seu laboratório explodiu. A combustão dos produtos químicos em sua pele o transformou em meio homem-meio vegetal. Como descobre que a explosão foi fruto de uma sabotagem de um colega de trabalho ele parte para a vingança mas recua quando avista a esposa que jamais o reconheceria na figura de monstro disforme. Prefere então vagar pelos pântanos da Louisiana e surge de tempos em tempos para combater o mal. Agora na figura de um Elemental.

O gibi de estréia (Formatinho. Em péssima impressão e colorido empastelado. O tom escuro dos desenhos pedia o original, lá fora, formato americano) trouxe a história “Gótico Americano” com participação de John Constantine (publicada originalmente em 1985) numa história que remete a superstições primevas e crença em criaturas malignas (a cara do Alan Moore...). A outra história intitulada “Águas Silenciosas” é uma espécie de parte 2 e coloca o Constantine como amigo do monstro.

PARAÍSOS ARTIFICIAIS (11)

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Salgadinhos japoneses

Local: Rua Galvão Bueno, Bairro Liberdade

Paisagem: empório, cheio de prateleiras, comidas e vitrines

Atendente: desconfiado

Comentário: quer que embrulhe ?

Preço: R$ 5,00

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

FANTASMA nº 1

HQ-FANTASMA.jpg

Brasil (1980)

Editora RGE

Edição fac-símile da edição de 1953

Licenciado pela King Features Syndicate

Criado por Lee Falk

O “espírito que anda”, surgiu pela primeira vez em 1936, em tiras de jornais norte-americanos, onde foi explicada sua origem como membro de uma dinastia que combate o mal e a pirataria há cerca de 500 anos. Vestindo uniforme de malha roxa (no Brasil era vermelho) tinha sua “batcaverna” a Caverna da Caveira localizada na misteriosa e impenetrável Floresta Negra. A idéia é legal, cada Fantasma treinava seu filho para ocupar seu lugar e assim contnuar a missão de proteger floresta e nativos contra o mal que assolava aquela região. Como sempre ele aparecia inteiro, forte e ágil, os nativos acreditavam que ele era imortal, daí o apelido “o espírito”. O personagem carrega o trunfo de ser o primeiro herói uniformizado. Tem sempre a companhia do Capeto, um cachorro treinado, namorou e casou com Diana Palmer que trabalhava na ONU. Detalhe legal: O anel caveira, copiado depois pelo Keith Richards. Detalhe chato: ás vezes usa o revólver. Arma preferida dos fora-da-lei.

GIUFFRIA

GIUFFRIA_CARINHA

Mais sobre a banda aqui:

http://en.wikipedia.org/wiki/Giuffria

Giuffria - Giuffria - 1984

Giuffria (1984)

http://www.megaupload.com/?d=8BCWZV2N

Giuffria - Live Wisconsin USA 1985 - Front

Live in Wisconsin (1985)

http://rapidshare.com/files/106926522/Giuffria_-_Live_In_Wisconsin_1985_-_HARD_ROCK_NOIZE.rar

giuffria_-_silk_and_steel_- 1986

Silk and Steel (1986)

http://www.megaupload.com/?d=B615T5YD

ACCEPT – METAL BLAST FROM THE PAST

ACCEPT TOTAL DEVASTATION

Alemanha (2004)

Udo Dirkschneider,Wolf Hoffmann, Jan Koemnet e Frank Friedrich

Se alguém ainda não sabe o que é heavy metal eis uma forma de encontrar o que de melhor o estilo apresenta. Está tudo neste DVD: solos de bateria, guitar hero virtuose, cantor operístico, coreografias roqueiras, publico ensandecido, cenas de backstages e muito som pesado sempre naquela fronteira entre o trash e o speed metal.

Interessante a maneira como o filme foi bolado; temos o show “Staying A Life”, de 1985, Accept voando baixo em ótima forma, coletânea de todos os videoclipes do grupo alemão, extras inéditas e cenas da intimidade da banda. O pacotaço dá ao espectador a forma de assistir tudo isso em partes ou num recurso aleatório que acaba dando uma bela polaróide do que foi este grupo musical. O show “Staying Alive” já havia saído em 1985, mutilado no VHS. Recuperado para o novo formato, checamos  em cores vivas a apoteose metaleira no Japão para um público fanático e entendemos então o porque dos elogios da revista Kerrang.

Os momentos especiais são muitos. Assinalo: o solo de guitarra na canção “Living to Tonite” (Wolf Hoffmann esmerilhando), o baterista Frank Friedrich (sósia do tenista Boris Becker) quebrando tudo em “Restless and Wind”,  as paradinhas e falso final na sugestiva “Son a Bitch”,  a pose de fodão, tipo “me amem que eu sou o cara” , do guitarrista Hoffmann (o verdadeiro motor da banda), na música “Princess of The Dawn”,  além dos videoclipes “Balls to The Wall” (o Udo cavalgando aquelas bolas enormes de demolição) e “Midnight Mover” novamente o Udo (com roupa camuflada do exército) matando a pau no vocal que ainda conta com uns coraizinhos glam. Em suma: o céu !

Ulha meu...Dá hora !

Presepeiro, megalomaníaco, farofeiro, auto-indulgente...Mas sensacional.

Tudo o que o rock deveria ser.

*****Obrigatório

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

CORTO MALTESE - A BALADA DO MAR SALGADO

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Brasil

Editora L&PM (1983)

Desenho e roteiro: Hugo Pratt

Corto Maltese é um marinheiro que viaja pelo globo no início do século XX e sempre encontra aventura, paixões tórridas e alguma maldade que tem que encarar ou fugir.

A exemplo do Tintin, ele vai do Pacífico a Veneza, do Atlântico a Sibéria e quase sempre encontra ou tem o companheiro Rasputin como companhia nestas viagens.

O personagem surgiu pela primeira vez em 1967 publicado na revista Sgt. Kirk. No Brasil foi publicado nas décadas de 70, 80 e 90 respectivamente por Martins Fontes, L&PM e Pixel. 180 páginas em preto e branco. Um personagem clássico do tradicional e ótimo quadrinho europeu.

Mais sobre criador e criatura aqui:

http://www.cortomaltese.com/

PAGANDO BEM QUE MAL TEM ? – ZACK AND MIRI MAKE A PORNO

pagando-bem-que-mal-tem

EUA (2008)

Direção: Kevin Smith

Elenco: Seth Rogen, Elizabeth Banks, Traci Lords, Gerry Bednob e Jason Mewes

Filmado pelo mais superestimado diretor da história do cinema, Kevin Smith (do intragável “O Balconista”), esta curiosa e original comédia serve para reavaliarmos o histérico culto que se formou em torno do ator-diretor. Uma simples busca na bíblia do cinema o site imdb http://www.imdb.com/name/nm0003620/ mostra que a carreira deste diretor de Nova Jérsei está recheada de filmes comuns, sucessos medianos e muita obscuridade.

O incrível é que “Zack and Miri...” é uma comédia divertida que aborda um assunto delicado e que (milagre) em nenhum momento descamba para apelações e escatologias tão comum em filmes do tipo.

Zack é um gordinho nerd que divide um apartamento com a gatinha Miri (Elizabeth Banks – uma espécie de irmã mais nova da Meg Ryan) e tentam conviver com as enormes diferenças e principalmente falta de dinheiro.

Os dois se conhecem desde o colégio e mantém uma paixão escondida, esse desejo reprimido faz com que se tratem aos coices e pontapés. Como o individualismo deles estava batendo na lua, (o Zack deixou de pagar a conta da luz para comprar um par de patins), eles agora estão à beira da falência.

O emprego do Zack como balconista (de novo esta história ?) de uma cafeteria é insuficiente para saldar todas as contas a Miri está desempregada e não parece preocupada , mesmo com o corte da água no apê deles. Ela só tem a atenção no seu visual e a muito custo consegue arrastar seu parceiro para um shopping, a fim de escolher o vestido sexy ideal para a festa de reencontro da turma da faculdade.

Enquanto a princesinha está provando o vestido, dois moleques com telefones celulares filmam o momento em que ela se trocava. Colocam as imagens na internet.

Agora a Miri vira celebridade virtual, já que usava a calcinha da vovó (aquelas ceroulas enormes), e é campeã de downloads na rede.

Os amigos chegam na festa e a Miri já dá em cima do bonitão do pedaço (um cara com visual meio Keanu Reeves) e não percebe que ele é gay. O namorado do rapaz ao perceber que ela está acompanhada do Zack, chega no gordinho nerd e conta que ele e o Keanu Reeves cover são atores pornôs na Califórnia.

O Zack registra a informação mas não dá muito bola para o caso. Ao retornarem ao apartamento a triste notícia: cortaram a luz. Detalhe: está nevando e o casal amigo está sem água, luz, comida, gasolina e disposição. O fundo do poço.

Como a dupla não tem como resolver a situação, o Zack se recorda da história da festa e pensa que a pornografia pode resolver as coisas a curto prazo. O Zack pergunta se a Miri topa estrelar um pornô. Ela pula fora e o Zack a convence. Com o sim da bonitinha decidem então ir atrás de patrocínio e elenco.

Após alguma busca reúnem um grupo de losers, perdedores, párias e desajustados sociais. A escória da escória.

Quando a galera descobre que serão atores de um filme todos topam na hora e nem esquentam com o conteúdo erótico da fita. A Traci Lords é uma integrante do elenco e faz papel de dominatrix.

Seguem aquelas cenas de sacanagens simuladas e eis que, no script , o Zack tem uma cena de sexo com a Miri. Esta possibilidade deixa os dois em polvorosa já que é uma forma de realizar o desejo acalentado a tanto tempo. Na hora “H” eles, morrendo de medo, em vez de sexo fazem é uma sensual cena de amor apaixonado e o elenco elogia achando ser um toque de arte. Pensam que é um daqueles filmes-cabeça europeus...
Rolam aqueles arrependimentos, um mal entendido qualquer e o projeto é engavetado. Com a interrupção do longa, por causa de mais uma briguinha entre os protagonistas, o Zack se separa da Miri. Pela primeira vez estão sozinhos.

A comédia, que nesse momento virou drama, vai encaminhando para um fim melancólico até que o produtor do projeto, um amigão do peito do Zack, acaba agindo como cupido e vai buscar o gordo nerd. O Zack, durango e com o coração partido trampava num circo.

Após as explicações de praxe, o Zack retorna ao velho apê e é surpreendido com uma festa surpresa, organizada pelo elenco inteiro, que emocionados acabam testemunhando como o projeto do filme, não lançado, mudou a vida de cada um. Nesta hora o bando de perdedores tinha virado uma grande irmandade.

A Miri pisca para o Zack que declara que sempre foi apaixonado por ela (quem não seria ?) se beijam e sobem os caracteres do final do filme (que na verdade é a fita rodada pelo elenco). Simpático, objetivo e eficaz.

Kevin Smith. Sem verborragia. Uma grata surpresa.

***Bom

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SPACE GIRLS IN BEVERLY HILLS

Filme novo da Julie Strain

EUA (2009)

Direção: Tim Colceri

Elenco: Julie Strain e outras gostosas

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Uma coisa que aborrece e me deixa doido é a morosidade e falta de critério no licenciamento dos títulos que são lançados por aqui no formato DVD. Não me esqueço até hoje do VHS de “Tromeo e Julieta” , da Troma – edição nacional, que eu comprei usado numa calçada na região da Luz, jogado num estrado daqueles usados for feirantes. Até aí você deve estar se perguntando e daí ? Realmente não seria nada extraordinário não fosse o fato de na época eu ler, por motivos profissionais, cinco jornais diferentes , consumir revistas sobre cinema quase que diariamente e me certificar que ninguém resenhou o bendito vídeo. Por que alguém lança um produto e não divulga ? Estranho…

Esta introdução é para entender como companhias como a Seduction Cinema, Troma, Creative Productions e FM Concepts até hoje não possuem distribuidores no Brasil.space2

- Ah, baixa pela Internet ! Pois é... Seria fácil não fosse o fato de este sonho de consumo chamado “Space Girls In Beverly Hills” não existir, ainda , em P2P, torrent, streaming, etc. Resta estes pedaçinhos via You Tube. O mesmo acontece com “Babes in Kongland” e “Morgana” (este, eu vi por US$ 70 mais taxa de envio no e-bay e quando percebi alguém comprou antes). Nesse ritmo  eu vou ficando com minha coleção da Julie Strain incompleta... Pra que serve 200 canais na TV a cabo se não passa o que realmente importa ?

Mais sobre o filme aqui:

http://www.imdb.com/title/tt1376247/

THUNDERCATS nº 1

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Brasil (1986)

Editora Abril

Licenciado pela Marvel e Telepix-Lorimar

Formatinho bem magrinho, similar aos gibis do Zé Carioca e Pato Donald, com 36 páginas trouxe pela primeira vez para o papel os desenhos que víamos na TV. Não vou forçar a barra, eu sempre preferi o gibi ao desenho que eu considerava meio pausterizado. A animação passava no programa da Xuxa e depois na TV Colosso, os dois piores programas de desenhos na época, o melhor era sessão desenho do SBT.

Hoje este desenho deve ser considerado vintage hehe... O título durou 3 anos (1985-1988) e neste número temos roteiro de David Micheline e arte de Jim Mooney.

Uma maneira de checar os uniformes dos Thundercats, Lion, Panthro, Mumm-Ra, Escamoso, Chacal e outros.

A pouco tempo a Panini lançou uma segunda leva de quadrinhos dos Thundercats em formato americano e com temática mais adulta.

LUIZ GÊ E OS IMPLACÁVEIS