Morreu anteontem o crítico literário paulista Wilson Martins que se notabilizou com os doze volumes da “História da Inteligência Brasileira” que lhe rendeu dois prêmios Jabuti.
Formado em Direito e Letras, Martins adotava uma filosofia espartana ao se dedicar cotidianamente à resenhas e análises de livros considerados menores ou de pouca importância em relação ao cânone oficial. Seu empenho, não apenas o fez se destacar entre seus pares como também lhe valeu a pecha de ranzinza. Um paralelo entre ele e o José Ramos Tinhorão pode até ser imaginariamente traçado uma vez que eles nunca se debruçaram atrás de modismos (que o digam João Ubaldo Ribeiro e Daniel Piza, estraçalhados pela pena implacável do crítico). Fica o registro da passagem deste gigante das nossas letras.