terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

WILSON MARTINS (1921-2010)

 

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Morreu anteontem o crítico literário paulista Wilson Martins que se notabilizou com os doze volumes da “História da Inteligência Brasileira” que lhe rendeu dois prêmios Jabuti.

Formado em Direito e Letras, Martins adotava uma filosofia espartana ao se dedicar cotidianamente à resenhas e análises de livros considerados menores ou de pouca importância em relação ao cânone oficial. Seu empenho, não apenas o fez se destacar entre seus pares como também lhe valeu a pecha de ranzinza. Um paralelo entre ele e o José Ramos Tinhorão pode até ser imaginariamente traçado uma vez que eles nunca se debruçaram atrás de modismos (que o digam João Ubaldo Ribeiro e Daniel Piza, estraçalhados pela pena implacável do crítico). Fica o registro da passagem deste gigante das nossas letras.

ARTE DO POSTER – GRITO PUNK 7

 

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MORTADELO – REVISTA JUVENIL Nº 383

 

Editorial Bruguera (1970)

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ARTE DA CAPA – MONIQUE EVANS

 

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

KONSTANTINOS KAVÁFIS

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Poemas de K.Kaváfis

Editora Odysseus (2006)

Tradução: Isis Borges B.da Fonseca

À ESPERA DOS BÁRBAROS

O que esperamos na ágora reunidos?
      É que os bárbaros chegam hoje.


Por que tanta apatia no senado?
Os senadores não legislam mais?
      É que os bárbaros chegam hoje.


      Que leis hão de fazer os senadores?
      Os bárbaros que chegam as farão.
Por que o imperador se ergueu tão cedo
e de coroa solene se assentou
em seu trono, à porta magna da cidade?
      É que os bárbaros chegam hoje.


      O nosso imperador conta saudar
      o chefe deles. Tem pronto para dar-lhe
      um pergaminho no qual estão escritos
      muitos nomes e títulos.
Por que hoje os dois cônsules e os pretores
usam togas de púrpura, bordadas,
e pulseiras com grandes ametistas
e anéis com tais brilhantes e esmeraldas?
Por que hoje empunham bastões tão preciosos
de ouro e prata finamente cravejados?
      É que os bárbaros chegam hoje,
      tais coisas os deslumbram.


Por que não vêm os dignos oradores
derramar o seu verbo como sempre?
      É que os bárbaros chegam hoje
      e aborrecem arengas, eloqüências.


Por que subitamente esta inquietude?
(Que seriedade nas fisionomias!)
Por que tão rápido as ruas se esvaziam
e todos voltam para casa preocupados?
      Porque é já noite, os bárbaros não vêm
      e gente recém-chegada das fronteiras
      diz que não há mais bárbaros.


Sem bárbaros o que será de nós?
Ah! eles eram uma solução.


                    [Antes de 1911]

 

mais sobre o poeta:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Konstant%C3%ADnos_Kav%C3%A1fis

X-9 Nº 599

 

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O Mandarim Negro

Sax Rohmer

Rio Gráfica Editora (1972)

                                  Capitulo V

Uma brisa estava soprando na rua, quando o “Daimler” se afastou, seguindo a West Índia Dock Road. O relógio de uma igreja deu as duas horas. Há algumas pessoas, não duvido, que temem o aspecto noturno do bairro chinês, mas para mim ali não havia terrores. Era uma simples selva de tijolos e argamassa que ficava à esquerda e à direita.

A maior parte da colônia asiática de Londres era inofensiva. Nuvens ameaçadoras surgiram do céu. A artéria do cais não estava deserta, apesar da hora. Muitos barcos estavam prestes a partir. Um grupo de lascares rumava para o portão da doca.

Uma lua pálida brilhava entre as casas. Eu conhecia alguma coisa da vida noturna daquele quarteirão. Não era fácil considerar que a maioria dos moradores do bairro estava dormindo. Há um século atrás, muitos jogaram, fumaram ópio e realizaram estranhos rituais nas horas noturnas.

Agora, o bairro estava adormecido.

- Seja lá quem estiver observando o local está muito bem escondido – comentei, não sem apreensão, quando nos aproximamos de Ropemaker’s Fields.

- Eu gostaria de mudar de aparência, Knox. Estou imaginado por que os visitantes estão entrando nesta casa e não na de Chada.

- Quem é Chada ?

- O proprietário do estabelecimento atualmente ocupado por Madame de Médicis. Ele envolveu-se em dificuldades com a polícia há algum tempo, por causa da morte de um homem chamado Peters, um alcagüete. Chada é um rico eurasiano e está desaparecido. Eis a lâmpada, Knox. E mais adiante está a porta !

 

NICK HOLMES

 

Rio Gráfica Editora

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ARTE DA CAPA – NATASHA POLY

 

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LUIZ GÊ E OS IMPLACÁVEIS