segunda-feira, 25 de outubro de 2010

O HOMEM QUE ROUBOU PORTUGAL

 

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ARTURO ALVES REIS (1896-1955)

Chamado por um biógrafo de O Homem que Roubou Portugal, o suave e visionário Alves Reis foi incontestavelmente o maior falsificador de dinheiro, conhecido da história. Com a ajuda de diversos cúmplices, inclusive uma atriz holandesa famosa na ocasião, ele falsificou documentos e cartas que convenceram a firma londrina Waterlow & Sons, que imprimia dinheiro para o Banco de Portugal, de que estava autorizado a receber pessoalmente notas portuguesas de 500 escudos, num total equivalente a 10 milhões de dólares, destinadas supostamente à colônia portuguesa de Angola.

 

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O dinheiro fluía tão facilmente para as mãos de Alves Reis que ele não apenas fundou seu próprio banco particular, em Lisboa, como também, com o dinheiro falsificado, comprou tantas ações no Banco de Portugal que quase se tornou o acionista majoritário.

Uma duplicação dos números de série levou à sua prisão, em 1925. Alves Reis finalmente confessou tudo em 1930 e passou os 15 anos seguintes na cadeia. Morreu na miséria.

(Irving Wallace)

Esta história foi lançada por aqui num livro de mesmo título pela editora José Olympio (1967) e recentemente relançado pela editora Zahar (2008).

ARTE DA CAPA – BRIGITTE NIELSEN

 

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MULHER MARAVILHA Nº 28

 

Ebal (1980)

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Mulher Maravilha N 28 14

Mulher Maravilha N 28 19

domingo, 24 de outubro de 2010

UM VIRTUOSE AFOGADO EM DOÇURAS ELETRÔNICAS (Folha de S.Paulo, 17/07/1983)

 

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    PEPE ESCOBAR

IN YOUR EYES – George Benson. Com George Benson (vocal, guitarra), Robbie Buchanan, Kashif, David Paich (teclados, sintetizadores), Will Lee, Marcus Miller, Anthony Jackson (baixo), Steve Ferrone, Jeff Porcaro, Carlos Vega (bateria). Participações de Chaka Khan, David Sanborn e Brecker Brothers. Produzido por Arif Mardin. WEA

Na moderna música negra, a questão principal é a integração de um passado tradicional – gospel, soul, blues, rhythm’n’blues – com o presente eletrônico. Nos anos 70, ela sofreu uma febre que se transformou em moléstia contagiosa: a disco music. Recuperada, trafega pelos anos 80 buscando novas sínteses.

Michael Jackson, com o inacreditável “Thriller”, produzido por Quincy Jones, atingiu uma sofisticação inédita no black pop. Grandmaster Flash , com “The Message”, abriu a viela do rap nova-iorquino em direção a uma auto-estrada de criatividade.

Nos superequipados estúdios americanos de Nova York e Los Angeles há um frenesi de integração de truques high-tech, com aplicação de sintetizadores e todos os tipos de efeitos eletrônicos – experiências derivadas dos avanços tecnológicos das bandas inglesas tecnopop e das alquimias orgiásticas de Prince, o mestre do funk nos anos 80. Tudo isso, nos melhores produtos, mescla-se com uma energia que só se encontra nas ruas das grandes metrópoles.

pepe benson George Benson, guitarrista virtuoso, só poderia se contaminar com este novo caldeirão musical. Começou ouvindo Charlie Parker e Wes Montgomery, tocou com Freddie Hubbard, Herbie Hancock e Miles Davis e logo virou superstar de um milhão de cópias por LP. Ficou, também, muito mais mellow. Esta é uma característica que lhe grudou como graxa.

“In Your Eyes” é um LP absurdamente bem produzido por Arif Mardin, um zumbi de estúdio tão competente quanto Quincy Jones ou Luther Vandross. Benson é acompanhado por um verdadeiro who’s who do pop-soul-funk estrelar, como o tecladista e especialista em computadorizações sonoras Robbie Buchanan, o baterista Steve Gadd, o saxofonista David Sanborn , o percussionista Sammy Figueroa, os Brecker Brothers nos metais, o baixista Marcus Miller, e intervenções de David Paich (o guru do Toto), Chaka Khan fazendo backing vocals e o whizz kid do teclado Kashif. Este é uma das presenças mais interessantes do disco: suas canções como “Inside Love”, são excepcionalmente assobiáveis, e tem um feeling de otimismo que nos lembraos clássicos da Motown na década de 60. O segredo, que termina se espalhando para outros arranjos desta mini-saga pop amorosa de Benson, são animados fraseados no baixo sintetizado, que conferem ao andamento uma incrível fluidez.

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A “outra” música do disco é uma versão ideal para a pista de dança de “Feel Like Making Love”, mérito principal do baixo Moog de Robbie Buchanan. O resto é um luxuoso desfile de craftmanship eletropop, envolvendo ocas digressões sobre o amor, o amor, o amor, adocicadas pela voz de Benson. Tudo parece uma repetição do que já foi ouvido, por exemplo, no álbum-solo de Marcus Miller ou em “Toto IV”, premiado com o Grammy. Até Chaka Khan e sua furiosa energia submergem no aluvião sintetizado. Não se arrisca nada. O que se conclui ? Que nem mesmo muitos virtuosos conseguiram escapar das armadilhas da era pós-disco.

 

Essa é bem Antena 1…

ARTE DA CAPA - ELIZABETH TAYLOR

 

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CAPITÃO AMÉRICA EM CORES Nº 5

 

Ebal (1971)

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LUIZ GÊ E OS IMPLACÁVEIS