O fotógrafo Terry O’Neill deu recentemente uma entrevista ao site guardian.co.uk relembrando uma de suas fotos mais famosas. O retrato é da atriz francesa e sex symbol Brigitte Bardot durante a filmagem do The Legend of Frenchie King (1971). O’Neill revelou que durante uma cena havia um vento que batia nos cabelos de Bardot e que daria um ótimo retrato. Ao descobrir que só havia mais uma foto em sua câmera, o fotógrafo não perdeu a esperança e bateu a foto que virou icônica.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
DEPOIS DO DÓLAR NA CUECA AGORA DINHEIRO NA MEIA…
Deputados distritais e aliados políticos do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), alvos da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, foram filmados recebendo dinheiro e guardando maços de notas em bolsas, bolsos e até dentro de meias.
Como é mesmo a letra daquele pancadão ? “Tá dominado, tá tudo dominado”.
FAN FILMS
Comprei este DVD-R que compila estes fan films num sebo em São Caetano e fiquei impressionado com o tipo de resultado que as pessoas acabam obtendo com um mínimo de recurso e grande dose de paixão pelos comics.
Mais uma vez o conceito “do it yourself” que balizou e revolucionou a música (punk rock) serve como estilo e método, agora agitando a sétima arte.
Se antigamente os fanzines de papel perpetravam uma cultura invisível e subterrânea através de papel, tesoura, correios, lojas alternativas e mídia independente, hoje a Internet é quem acaba expondo e disseminando o trabalho destes gladiadores virtuais que batalham diariamente contra a mediocridade dos grandes estúdios.
Batman: Dead End
EUA (2003)
Direção: Sandy Collora
Este filme há anos goza de uma espécie de culto entre os iniciados na batmania desde que foi exibido pela primeira vez em julho de 2003 na San Diego Comic Con. Eu já vinha ouvindo muitas histórias sobre este curta metragem (fan film) em diversas feiras e lojas de quadrinhos. O tom sempre entre o histérico e deslumbrado. A cada elogio eu prorrogava de propósito uma busca no you tube para ver a peça.
Agora que vi em DVD-R, com qualidade melhor que a tela do computador e áudio adequado, percebo como diretor do filme, Sandy Collora, foi influenciado pelos quadrinhos de Alex Ross ao se valer de iluminação mínima e closes em partes do corpo sempre se afastando em mostrar completamente e por muito tempo o rosto do protagonista.
Na história o Batman persegue o Coringa e acaba num beco encurralado pelo Predador. A desvantagem física e de poder entre o Cavaleiro das Trevas e o ser do outro planeta explica o Dead End do título.
Grayson
EUA (2004)
Direção: John Fiorella
Neste fan film de John Fiorella, temos uma rápida explicação da morte do Batman e seu pupilo Dick Grayson (a identidade civil do Robin) jurando e partindo em busca de vingança de seu mentor e amigo. Superman , Mulher Maravilha, Lanterna Verde e outros heróis aparecem (brevemente) a fim de demove-lo desta sangrenta missão. Mas o Robin agora está mais velho, mais experiente e mais determinado (é como se ele fosse o Asa Noturna dos Novos Titãs) e não está nem um pouco disposto a ouvir conselhos...
World’s Finest
EUA (2005)
Direção: Sandy Collora
Mais uma vez Sandy Collora mostra o caminho que os executivos da Warner Insistem em não seguir. Depois do impressionante “Batman: Dead End” ele apresenta agora este “World’s Finest” que leitores de quadrinhos reconhecerão como uma adaptação para as telas do gibi “As Novas Aventuras de Batman e Superman”. Desta vez temos Clark Kent iluminado por um spot de luz e o Lex Luthor se aliando com o Duas-Caras o que obriga o filho do planeta Krypton a pedir ajuda ao vigilante de Gotham.
A ação que se desenrola em Metropolis é muito sugestiva e tem como grande momento uma cena em que o Superman segura um carro caindo do céu que remete à capa clássica da “Action Comics nº 1”.
Sem mais enrolação:
- Collora é o cara. Se ele não for escalado pelo menos na cúpula dos próximos filmes do Batman ou do Superman vai ser um atestado de burrice dos managers lá de Hollywood...
The Lobo Paramilitary Christmas Special
EUA (2002)
Direção: Scott Leberecht
Baseado na série de quadrinhos homônima da DC Comics (lançada no Brasil como “Lobo x Papai Noel” publicada pela editora Metal Pesado) este fan film de Scott Leberecht foi produzido como parte de seus estudos no American Film Institute e, apesar de bastante comentado na Internet e blogs sobre quadrinhos, teve sua divulgação restrita ao instituto sendo disponibilizado no You Tube apenas no fim de 2005.
Apesar de originalmente ter sido feito por estudantes de cinema o curta teve supervisão de Keith Giffen o criador das principais histórias do Lobo nos quadrinhos.
Nesta adaptação o Papai Noel se mete a besta e enfurece o maníaco que está doidinho para usar seu 38 cano largo...
*****Batman: Dead End
*****Grayson
****World’s Finest
*****The Lobo Paramilitary Christmas Special
domingo, 29 de novembro de 2009
SEXDRIVE – RUMO AO SEXO
EUA (2008)
Direção: Sean Anders
Elenco: Josh Zuckerman, Amanda Crew, Clark Duke, Seth Green e James Marsden
Fazia tempo que eu não assistia algo tão ruim. “Sexdrive” , segundo filme do novato Sean Anders , mostra que as vezes as pessoas escolhem a profissão errada. Cinema definitivamente não é a praia deste diretor que tenta durante quase 120 minutos defender o indefensável , no caso uma comédia com toques escatológicos pra lá de desagradável e mal filmada.
A história, mais uma, é sobre adolescentes e a busca pela primeira transa. Josh Zuckerman é um jovem virgem que trabalha como balconista de lanchonete e tem de frequentemente se fantasiar como rosquinha para alavancar os negócios mal geridos pelo chefe pedófilo. Mas o Josh detesta o trabalho e detesta sua timidez com as mulheres. Vive numa insolúvel crise de identidade e passa as noites se masturbando, sonhando com a colega de trabalho (Amanda Crew) e aguentando as gozações do irmão mais velho que tem fama de garanhão.
O Josh rouba o GTO Judge 69 , uma supermáquina que pertence ao irmão brutamontes, e tenta se insinuar para a Amanda que retribui com gelo e indiferença suas poucas investidas. Enquanto isso, um festival de mulheres nuas, carros velozes e festinhas começam a aparecer na tela sempre com situações que buscam reafirmar a virgindade e o deslocamento social do rapaz. Tudo seria uma beleza se estas cenas, enfileiradas gratuitamente sem sentido algum, se encaixassem no roteiro. A ausência de lógica vai mostrando que o negócio é arrancar o riso (no caso amarelo) de qualquer maneira nem que para isso tenha que se valer de racismo, homofobia, escatologia e incorreções de todas as matizes.
Alguns diálogos da “obra” :
- “Meu amor que cheiro é esse ? Esperma ?”
- “Josh você tem 18 anos e nunca teve namorada você é gay !”
- “Você prefere pênis ou testículos ?”
Alguém precisa avisar o diretor que apenas o pessoal da Troma consegue surfar em cima de temas tão polêmicos e ainda assim fazer rir. Humorismo mais uma vez se revela um gênero para poucos (Monty Python, Mel Brooks, Jim Carrey e alguns outros)
Do pouco que eu ainda me recordo do filme está uma cena da madrasta do Josh escorregando numa calcinha, do irmão dele saindo do armário (assumindo a homossexualidade), um tiro que a rosquinha humana dá num vilão e as rápidas , mal filmadas e nunca consumadas cenas de sexo.
Para não perdermos mais tempo e até a fim de alertar os leitores deste blog quanto a (falta de) qualidade da película, basta dizer que perto deste filme os piores momentos do humorístico “Zorra Total” parecem uma espécie de “Cidadão Kane”.
*Péssimo
ARTE DA CAPA – FUTURISMO RETRÔ
sábado, 28 de novembro de 2009
ARTE DOS CROMOS 5 – CRUYFF Y LOS COLOSOS DE ESTA LIGA
Publicado em 1975, pela editora Cropan, este álbum de figurinhas visava capitalizar a ida do mago holandês Johann Cruyff (que um ano antes na Copa do Mundo da Alemanha fez de tudo a ponto de ganhar a alcunha de Pelé branco) para o futebol espanhol. Devido a beleza do futebol apresentado pelo carrossel holandês, o Barcelona comprou o atacante a peso de ouro do Ajax e moveu todos os olhos para o Campeonato Europeu de Clubes daquele ano.