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segunda-feira, 15 de julho de 2013

ANTONICOCAST – LIVROS DE JUNHO


Duas postagens do YouTube onde comento os livros que comprei nas “peregrinações” do mês passado. Tudo começou em 1987, quando acompanhado do meu colega de Banco de Dados, Julio César, comecei a esquadrinhar a cidade em busca de livros, discos, vhs e objetos de decoração (os tais “ratos, candelabros e ratoeiras”). O hábito permaneceu, o material se acumulou e percebi que passou da hora de contar um pouco destes momentos. Como diria o Chapolim:
- Sigam-me os bons !




sábado, 1 de junho de 2013

O PALHAÇO SACARROLHA

 

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PRIMAGGIO MANTOVI

Em 1964, Primaggio iniciou a sua carreira de desenhista de histórias em quadrinhos, na Rio Gráfica e Editora (RGE) e, no início dos anos 70, assumiu a chefia do Departamento de Arte.
No final da década de 60, ele começou a prestar serviços, também, para a Editora Saber S/A, de São Paulo, criando roteiros e desenhando capas e histórias em quadrinhos. Durante esse período, a Saber havia lhe pedido para criar um personagem para publicação em revista própria. Atendendo a solicitação, Primaggio estava desenvolvendo um palhaço de circo mas, ao assumir o cargo de chefia na RGE, ficou impossibilitado de dar seqüência ao projeto.
Por volta de 1971, diante da possível aprovação de uma lei obrigando as editoras a publicar revistas em quadrinhos de autores nacionais, a RGE resolveu promover um concurso interno para a criação de um novo personagem. Como premio, a Editora oferecia um contrato de três anos de publicação do personagem ganhador, em uma revista própria, com periodicidade mensal. A princípio Primaggio não pretendia entrar no concurso (devido a seu cargo de chefia), mas a diretoria da Empresa fez questão que ele participasse.

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Primaggio, então, inscreveu-se com o palhacinho (já batizado de Sacarrolha) que havia desenvolvido para a Editora Saber... e acabou ganhando o concurso.
A primeira edição da revista Sacarrolha foi para as bancas em janeiro de 1972 - com uma tiragem de 160.000 exemplares, campanha promocional de TV (em desenho animado), anúncios em revistas, móbiles e cartazes de banca - e alcançou uma venda de 130.000 exemplares (um resultado respeitável mesmo para aqueles tempos de grandes vendas). No carnaval daquele ano, o autor teria a satisfação de ver o seu personagem servindo de inspiração para o bloco Chave de Ouro, do Rio de Janeiro. Em maio, Sacarrolha apareceu, também, no Super Almanaque Especial.
Em agosto de 1972, Primaggio saiu da RGE, mas continuou vinculado à Editora por meio do seu personagem (a revista Sacarrolha estava no nº 8 e o contrato era para 36 edições).
Em abril de 1973, Primaggio aceitou o convite para trabalhar na Editora Abril e, na ocasião, a diretoria comprometeu-se a publicar o seu palhacinho, assim que estivesse liberado.
Em outubro de 1974, com o lançamento do Sacarrolha nº 36, o contrato Sacarrolha/RGE, estava encerrado.
Depois de um 'descanso' de quase um ano, em setembro de 1975, Sacarrolha voltou às bancas (já com o selo da Abril) como parte integrante da série Diversões Juvenis (edição 26), alternando-se, quadrimestralmente, com outros personagens.
O palhacinho apareceu em mais três edições da Abril: duas, ainda como componente da série Diversões Juvenis: nº 30 (janeiro/76) e nº 34 (maio/76), e a última, como título próprio: Sacarrolha nº 4 (setembro/76). Segundo a 'lógica' dos editores, a edição era a de n° 4, porque o personagem havia aparecido, anteriormente, em três edições.
De agosto de 76 a janeiro de 77, o personagem apareceu, também, na Folhinha, suplemento dominical do jornal Folha de São Paulo e, ainda em 1977, no Hojinho, suplemento dominical do Jornal de Hoje, do Rio de Janeiro. Em 1980, Primaggio fundou a Pejota Produções Artísticas, no intuito de lançar o personagem no campo do Merchandising. Com isso, o palhacinho pôde conquistar espaço em vários produtos, como: roupas infantis, toalhas e velas de aniversário, bolsas e cintos, bonecos de pano, lustres, abajures e arandelas, material escolar, sacolas, etc.
Nessa época, para atender a linha de produtos destinados à faixa etária mais infantil, o autor desenvolveu o Baby Sacarrolha... ou seja: o Sacarrolha Bebê. Paralelamente, desenvolveu, também, uma série de Tiras do personagem, para publicação em jornais.

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Em outubro de 1983, Sacarrolha voltou as bancas por meio da revista de atividades infantis Diversões do Sacarrolha, da Editora de Arte (do desenhista Rodolfo Zalla). Para o lançamento, Primaggio escolheu 12 de outubro - Dia da Criança -, organizando um show de circo, no Parque do Ibirapuera, com atividades, distribuição de brindes e a presença do palhaço Sacarrolha, ao vivo. A publicação 'freqüentou' as bancas até a edição de nº 13 (abril/85).
O persistente palhacinho voltaria às bancas, mais duas vezes: em 1986, na trilogia Gran Circo Kabum - Diversões Infantis (uma publicação que mesclava HQs e atividades), da Editora Noblet (NOB - 1 n) e, em 2000 (maio e junho), nas revistas Colorindo com o Sacarrolha e Brincando com o Sacarrolha (ambas de atividades), da Editora Brain Store.
Em meados de 2004, a revista Palavras de Amor nº 4, da Editora Minuano, publicou ilustrações do Sacarrolha e Dengosa (sua companheira de picadeiro), ambos na versão Baby... sem, no entanto, mencionar seus nomes.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

LAZARILLO DE TORMES

 

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Anônimo

Lazarillo de Tormes

Editora Zaragoza (1959)

(nº 24 da coleção Clásicos Ebro) em espanhol

Este livro, também conhecido como A Vida de Lazarillo de Tormes e Suas Fortunas e Adversidades é um romance espanhol (de pouco mais de 100 páginas) datado de 1554. É uma espécie de biografia de um misterioso sujeito que vai relatando com estilo impiedoso e mordaz as mazelas da sociedade, a hipocrisia dos poderosos de sua época e a falta de rumo e esperança entre os homens. O livro, que foi proibido pela Inquisição, teve trechos retirados e nunca mais foi publicado integralmente. De acordo com a Wikipédia existem quatro primeiras edições em quatro cidades da Europa, nenhuma igual a outra. No Brasil a Ediouro publicou uma versão em 1989 em forma de livro infanto-juvenil com tradução de Marques Rebelo e ilustrações de Teixeira Mendes. O meu exemplar (capa acima) possui a assinatura: Janete Eva Barthkevicius, 1960 (provavelmente a antiga dona do livro).

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

ANTOLOGIA DE ESCRITOS CURIOSOS

 

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Antologia de Escritos Curiosos

João Evangelista

Simões Editora (1957)

Pocket, 110 páginas.

Amarrado com um barbante junto às revistinhas de literatura de cordel, arrematei esta pequena pepita chamada “Antologia de Escritos Curiosos”. João Evangelista, o autor, desfila em estilo almanaque: bilhetes de suicidas (ilustres ou não), seleciona trechos relativos ao Brasil nos “Lusíadas”, faz um perfil sobre o personagem Carlitos de Chaplin, pinça curiosidades nos diários de Goethe e no dicionário de Voltaire, elenca frases de efeitos e desconhecidas de grandes figuras da história, etc. Imperdível e reveladora a sequência de cartas entre Rui Barbosa e o presidente Rodrigues Alves onde é desvelada a figura vaidosa e soberba do  jurista baiano.

B’MOVIES

 

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B’Movies

Don Miller

Curtis Book (1973)

Um garimpo virtual me levou ao site da livraria Traça do RS onde pude encontrar esta belezinha de pocket book em papel jornal. De autoria de Don Miller, o livrinho de 360 páginas traz um apanhado dos estúdios (vários extintos) da época, dos diretores, atrizes, coadjuvantes, estrelas desconhecidas, algumas esquecidas e um estudo sobre o que é (e o estigma do chamado) “Filme B”. No miolo, 10 páginas com fotos em papel fotográfico com Dorothea Kent em “Carnival Queen” além de instantâneos de produções menores da Columbia, MGM, PRC, Monogram, etc. Preço R$ 5,00 + frete.

DRÁCULA

Há 40 anos...