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quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

domingo, 3 de dezembro de 2017

A CIGARRA E A FORMIGA (La Fontaine)

 
















A Cigarra, a cantar passara o estio;
Eis que assopra o Nordeste, e se acha balda;
Sem migalha de mosca, um de verme.
Vai, gritando lazeira,
A Formiga, pedir, sua vizinha,
Que lhe empreste algum grão para ir vivendo,
Té que a nova Estação, bem-vinda, aponte.
Diz-lhe: "A fé de Cigarra, antes de agosto.
Pagarei tudo, principal e juros."
Não ser fácil no empréstimo,
É na Formiga a mácula mais leve.
Com que diz a que vem pedir emprestado:
"Em que lidavas do calor na quadra?"
(Cigarra) Ai! faça-me favor. eu, noite e dia,
Cantava a quantos iam, quantos vinham.
(Formiga) Cantavas? Muito folgo. Dança agora.

DRÁCULA

Há 40 anos...