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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
GERTRUD, HERMAN HESSE
“20/07/74
Edi; Neca
Estou no avião, a uma altitude de não sei quantos pés… saí de Curitiba às 14:30 horas. Sentei-me ao lado de um casal muito bacana, jovens daqueles que se esquecem da vida em altitudes atmosféricas. Fizemos um "pouso descanso” em Florianópolis e agora estamos beirando o oceano. É fabuloso!…
Sinceramente fazer uma escala de vôo pela Transbrasil é algo de bastante interessante… Imagina o que vejo dessa altura (de não sei quantos pés) - ôpa, o avião deu uma leve inclinada de asas - É bom para dormir!… Sinto vontade de deitar-me numa piscina ou nas nuvens da piscina do céu. O horizonte chega a ficar meio avermelhado como se fosse laranja doce prestes a amadurecer.

(Depois eu te conto o resto, Agora vou tomar meu suco e comer sanduíche tá?)“
site eutededico.com.br
Edi; Neca
Estou no avião, a uma altitude de não sei quantos pés… saí de Curitiba às 14:30 horas. Sentei-me ao lado de um casal muito bacana, jovens daqueles que se esquecem da vida em altitudes atmosféricas. Fizemos um "pouso descanso” em Florianópolis e agora estamos beirando o oceano. É fabuloso!…
Sinceramente fazer uma escala de vôo pela Transbrasil é algo de bastante interessante… Imagina o que vejo dessa altura (de não sei quantos pés) - ôpa, o avião deu uma leve inclinada de asas - É bom para dormir!… Sinto vontade de deitar-me numa piscina ou nas nuvens da piscina do céu. O horizonte chega a ficar meio avermelhado como se fosse laranja doce prestes a amadurecer.

(Depois eu te conto o resto, Agora vou tomar meu suco e comer sanduíche tá?)“
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segunda-feira, 20 de agosto de 2018
domingo, 19 de agosto de 2018
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sexta-feira, 17 de agosto de 2018
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sexta-feira, 20 de abril de 2018
quinta-feira, 19 de abril de 2018
quarta-feira, 13 de dezembro de 2017
A ESTÉTICA DO FRIO (Vitor Ramil)
A milonga, que estivera
sempre no fundo das minhas escolhas como uma voz íntima, à espreita, agora se
fazia ouvir mais claramente. Eu a percebia como uma forma musical simples e
concisa a serviço do pensamento e das palavras – o vocábulo milonga é de
origem africana, plural de mulonga, que significa "palavra".
Existe a milonga para dançar, alegre, em tom maior, apropriada ao som forte do
acordeom. Mas eu estava pensando na milonga pampeana ou campeira, ou ainda
milonga-canção, como for, quase sempre em tom menor; simples e monótona,
segundo a definição de um dicionário. lenta, repetitiva, emocional; afeita à
melancolia, à densidade, à reflexão; apropriada tanto aos vôos épicos como aos
líricos, tanto à tensão como à suavidade, e cuja espinha dorsal são o violão e
a voz. Uma forma que, quanto mais dela se extraísse, mais expressiva ficaria.
Que outra, se não essa, escolheria o gaúcho solitário da minha imagem para se
expressar diante daquela fria vastidão de campo e céu? Que outra forma seria
tão apropriada à nitidez, aos silêncios, aos vazios? Em sua inteireza e
essencialidade, a milonga, assim como a imagem, opunha-se ao excesso, à
redundância. Intensas e extensas, ambas tendiam ao monocromatismo, à
horizontalidade. O frio lhes correspondia aguçando os sentidos, estimulando a
concentração, o recolhimento, o intimismo; definindo-lhes os contornos de
maneira a ressaltar suas propriedades: rigor, profundidade, clareza, concisão,
pureza, leveza, melancolia.
Isso significava que uma
estética do frio resumir-se-ia à forma da milonga? Não. Eu não era o gaúcho
altamente definido da imagem. Significava que, por sua poderosa sugestão
formal, a milonga, na descrição mais generalizante a que se pudesse chegar de
uma estética do frio, não estaria nunca menos que na subjacência. E não só pela
sugestão formal, também por ser um elo entre Rio Grande do Sul, Uruguai e
Argentina e por sua popularidade e presença no imaginário dos rio-grandenses,
característica esta que fazia dela uma justa e comprovada expressão da nossa
sensibilidade, das nossas contrapartidas frias que, não obstante nos definirem
e distinguirem, apareciam sempre aguadas perante o colorido local
artificialmente avivado da nossa caricatura. Em muitas oportunidades,
deparei-me com exemplos claros do alcance da milonga entre nós: emoção,
lágrimas ou a confissão de um "estranho sentimento de patriotismo" de
rio-grandenses criados na capital ou até mesmo longe do estado, gente sem
nenhuma relação direta com o interior e a cultura campeira. Eu mesmo nasci e me
criei no litoral, vivi sempre em grandes cidades. O fato de compor milongas,
por si só, já evidenciaria sua presença em meu imaginário. Mas não foram poucas
as vezes em que, ao compor, me pus a chorar. É significativo que, em um país em
que as músicas representativas das regiões sejam am em sua maioria um convite à
rua, à alegria, à dança, à extroversão, a milonga, e seu chamado à
interioridade, seja a que fala de nós rio-grandenses com mais propriedade. Aqueles
roqueiros e nativistas que se odiavam não deixariam de encontrar nela um ponto
de contato.
Ao me reconhecer no frio
e reconhecê-lo em mim, eu percebera que nos simbolizávamos mutuamente; eu
encontrara nele uma sugestão de unidade, dele extraíra valores estéticos. Eu
vira uma paisagem fria, concebera uma milonga fria. Se o frio era a minha
formação, fria seria a minha leitura do mundo. Eu apreenderia a pluralidade e
diversidade desse mundo com a identidade fria do meu olhar. A expressão desse
olhar seria uma estética do frio.
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
ANTOLOGIA DO ÊXTASE (Pierre Weil)
Quando se busca a harmonia na vida, jamais se pode
esquecer que nós próprios somos, ao mesmo tempo, atores e espectadores.
Ao buscar distinguir as frases pronunciadas pelos
místicos e pelos físicos, o leitor terá, sem dúvida, uma idéia da dificuldade
desse teste, composto por sessenta e duas frases.
Os autores dos seis exemplos acima são:
1. Einstein
2. Vivekananda
3. Santo
Agostinho
4. Max Planc
5. Preceito da
doutrina suf
6. Niels Bohr
Não é de admirar, portanto, que assistamos cada vez mais
a encontros entre físicos e místicos. Poderíamos citar Einstein e Tagore, Paoli
e Jung, ou, ainda, David Bohmn e Krishnamurti.1 Poderíamos mencionar
também as numerosas conferências de encontro entre ciência e tradição, como as
de Cordoue e Sukkuba, que resultaram na Declaração de Veneza, da Unesco. Esta
última assinada por diversos prêmios Nobel, reconhece que a ciência atingiu os
limites onde se revela a necessidade de sua aproximação com as tradições
espirituais.
Além disso, trata-se de um grito de alerta com respeito
à aplicação unilateral da tecnologia científica divorciada da sabedoria
primordial.
A DESCOBERTA DA UNIDADE FUNDAMENTAL
DAS TRADIÇÕES ESPIRITUAIS
O despertar desta sabedoria primordial, inseparável do
amor, constitui o apanágio e o objetivo essencial de toda tradição espiritual –
seja ela hinduísta, budista, islâmica, cristã ou judaica. Até o século XX, a
comunicação entre estas tradições era verdadeiramente pobre. Salvo raras
exceções, a desconfiança ou mesmo a hostilidade eram a regra, ocasionando,
muitas vezes, conflitos, massacres e guerras religiosas. A partir do início
deste século, os diálogos e encontros entre representantes dessas diferentes
tradições se multiplicam. Pouco a pouco percebemos a unidade fundamental de sua
meta: o estado transpessoal. As vias que a ele conduzem constituem as
diferentes metodologias, que, na prática, não convém misturar.
A forma mais eloqüente de demonstrar essa unidade de
tradições é fazer o que estamos apresentando hoje ao leitor, ou seja, reunir
testemunhos oriundos de diferentes tradições a fim de compará-los entre si;
este é um dos objetivos essenciais da psicologia transpessoal, conforme veremos
adiante. Esta descoberta de pontos comuns em tal experiência confirma
plenamente o que já fora pressentido nos encontros inter-religiosos, podendo
ser considerada, do ponto de vista da pesquisa, uma hipótese fundamental, que
enunciamos da seguinte maneira:
O estado transpessoal é idêntico em todas as tradições
espirituais. Trata-se de um estado incondicionado e, portanto, independente de
toda influência cultural.
Uma vez demonstrado, e tudo indica que está em vias de
sê-lo, este fato contribuirá imensamente para aproximar as tradições e
desenvolver atitudes de respeito e mesmo de colaboração mútua. Dessa forma, uma
tradição ainda intacta pode revitalizar uma outra. Diversos monges e padres
cristãos afirmam terem se tornado mais cristãos após um estágio em monastérios
hinduístas ou budistas.
Cerca de quarenta anos atrás, durante um colóquio de
estudos carmelitas de psicologia religiosa e mística comparada, Olivier Lacombe1
já declarava:
Estou
persuadido, juntamente com R.P. Bruno, que será do mais alto interesse repensar
nossos métodos espirituais ocidentais à luz de uma reflexão aprofundada sobre
as técnicas somáticas e psíquicas, ou seja, do homem integral, pelas quais o
Oriente cristão e não-cristão promovem as vias de uma espiritualidade
sobrenatural explícita para o primeiro, e de uma espiritualidade natural ou
sobrenatural implícita para o segundo.
A presença de elementos técnicos em nossos métodos não é
duvidosa. Sua sistematização cada vez mais apurada somente nos trará
benefícios. Seria necessário, também, investigar mais de perto esses estados
complexos em que a atividade tipicamente humana e a oração transcendente se
reúnem.
Ao publicarmos esta coletânea de testemunhos, fazemos
esse convite para “investigar mais de perto esses estados complexos”.
domingo, 10 de dezembro de 2017
ARCANOS CELESTES (Emanuel Swedenborg)
LIVRO DE GÊNESIS
1.
Nenhum mortal compreende, pela letra, que a Palavra do Antigo Testamento contém
arcanos do céu e todas e cada uma das coisas se referem ao SENHOR, ao Seu Céu,
à Igreja, à fé e às coisas que são da fé. Pois, pela letra ou sentido literal,
ninguém vê outra coisa a não ser aquilo que em geral se refere aos externos da
Igreja Judaica, quando, todavia, há em toda parte coisas internas que nunca se
manifestam nos externos, além das pouquíssimas que o SENHOR revelou e explicou
aos apóstolos, como, por exemplo, que os sacrifícios significam o SENHOR e a
terra de Canaan e Jerusalém significam o céu, pelo que este é chamado “Canaan”,
“Jerusalém
Celeste”
e semelhantemente “Paraíso”.
2.
Mas o mundo cristão ainda ignora completamente que todas e cada uma das coisas,
mesmo as mais singulares, até o menor iota, significam e envolvem coisas
espirituais e celestes; por isso, também, pouco cuida do Antigo Testamento.
Mas, só pelo fato de que a Palavra é do SENHOR e vem do SENHOR, eles podem
saber que ela não poderia existir se não tivesse em seu interior coisas tais as
que são do céu, da Igreja e da fé. De outro modo não pode ser chamada Palavra
do SENHOR e nem se pode dizer que tem em si alguma vida. Pois de onde vem a
vida senão das coisas que são da vida, isto é, senão do fato de todas e cada
uma das coisas se referirem ao SENHOR, Que é a vida mesma? Por isso, tudo o que
interiormente não se referir ao SENHOR, não vive; até mesmo um vocábulo, na
Palavra: se não envolvê-Lo ou não se referir a seu modo a Ele, não é Divino.
3.
Sem uma tal vida, a Palavra é morta quanto à letra. Com efeito, a Palavra é
como o homem, que, como se conhece no mundo cristão, é externo e interno. O
homem externo separado do interno é o corpo e, assim, é morto; o interno é o
que vive e faz o externo viver. O homem interno é a sua alma. Assim a Palavra,
que, quanto à letra somente, é como um corpo sem alma.
4.
Pelo sentido da letra, só, quando a mente a ele se adere, não se pode ver em
parte alguma que esse sentido contém tais coisas; como esta primeira parte de
Gênesis: pelo sentido da letra não se pode em parte alguma conhecer outra coisa
senão que aí se trata da criação do mundo e do jardim do Éden, que é chamado
Paraíso, e, depois, de Adam como o primeiro homem criado. Quem pensa outra
coisa? Mas que estas coisas contêm arcanos que ainda não foram revelados em
parte alguma, pode-se ver muito bem pelo que se segue. Que, por exemplo, o
primeiro capítulo de Gênesis trata, no sentido interno, da nova criação do
homem ou de sua regeneração em geral, e da Igreja Antiqüíssima em particular.
E, na verdade, é assim: não há o menor vocábulo que não represente, signifique
e envolva algo espiritual.
5.
Mas nenhum mortal jamais pode saber que a coisa é assim, a não ser pelo SENHOR.
Por isso é permitido manifestar de antemão que, pela Divina misericórdia do
Senhor, foi-me concedido estar, agora desde alguns anos, continuamente e sem
interrupção, em associação com espíritos e anjos, ouvi-los falar e falar igualmente
com eles. Daí foi dado ouvir e ver coisas surpreendentes que há na outra vida,
que nunca vieram ao conhecimento ou à idéia de homem algum. Lá, fui instruído
sobre espíritos de diversos gêneros; sobre o estado das almas após a morte,
sobre o inferno ou o estado lamentável dos infiéis; sobre o céu ou o estado
felicíssimo dos fiéis; e, principalmente, sobre a doutrina da fé que é
reconhecida no céu universal. Pela Divina misericórdia do Senhor, muitas coisas
sobre estes assuntos serão ditas na seqüência.
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