Aquela tática de ser envolvente nunca falhava…
(continua)
Há 35 anos a Seleção Brasileira derrotava a Itália por 4x1 e conquistava o Torneio do Bicentenário dos EUA.
Detalhe para o terceiro gol (Zico) que virou cena de abertura do Esporte Espetacular…
Eleita a Brigitte Bardot dos anos 80, a atriz Beatrice Dalle volta às telas, na França, num novo filme de Marco Bellochio. Mas há quem coloque seu talento em dúvida
Paris – Há lugar para uma Brigitte Bardot nos anos 80 ? A crítica francesa pensa que sim e aponta o nome da sucessora. Trata-se da jovem atriz Beatrice Dalle, que percorreu uma rápida escalada ao estrelato após sua tórrida interpretação no filme Betty Blue, de Jean Jacques Beniex. Seu novo filme, A Bruxa, de Marco Bellochio, acaba de estrear na França, confirmando os atributos físicos da exuberante morena de 23 anos.
O talento de Dalle, no entanto, continua sendo discutido. Pergunta-se se ela era seria capaz de interpretar um papel realmente diverso do seu tipo na vida real, ou seja, uma mulher sem preconceitos, não conformista, amante dos prazeres da vida, de linguagem direta, em tom popular e sem pretensões intelectuais. É assim a Betty do filme de Beniex. É certo que, para a uma nova BB, sex appeal interessa mais que talento dramático. Pelo menos parece ser essa a opinião dos franceses.
De origem social modesta, Dalle subiu rapidamente fazendo o gênero sensual e espontâneo , como a intempestiva companheira de um escritor marginal descrita por Philippe Djian no livro autobiográfico que deu origem ao filme. De lá para cá, choveram propostas para que atuasse em novos filmes, mas sempre com o requisito de que mostrasse sua opulenta anatomia. As entrevistas se multiplicaram e Dalle passou a ser um rosto frequente na televisão francesa.
Todos a disputam. Cinéfilos e intelectuais passam diante de sua naturalidade e franqueza. No fundo, eles adoram essa mistura de sexo ingênuo e massa cinzenta, representada pelo casal do filme Betty Blue – um pouco ao estilo da mitológica parceria americana formada por Marilyn Monroe e o teatrólogo Arthur Miller, nos anos 50. Já o francês médio se contenta em admirar o físico impressionante de Dalle, além de suas declarações espetaculares . Por exemplo, ela garante não ser uma adolescente atrasada e ingênua, como afirmam alguns e, ainda que os jovens de hoje – muitos dos quais se identificam com ela – são “sinistros porque só pensam em êxito social e econômico”.
Com tranquilidade, admite não ter cultura e aceita, com humor, a condição de símbolo sexual, apesar de temer tomar-se uma prisioneira desse rótulo. No que diz respeito ao cinema, Dalle só trabalha com um diretor “se há paixão”. Quanto ao seu próprio futuro, é definitiva: “Prefiro morrer com 35 anos, com o destino de uma Marilyn Monroe, em vez de com 60, com a maravilhosa carreira de Meryl Streep”.
Dalle atribui seu sucesso meteórico à sua “boa estrela” e, é claro, á simpatia que desperta nas pessoas por seu jeito espontâneo e entusiasmado, destoante do “impecável e frio ambiente cinematográfico”. Mas não teria receio em abandonar, sem remorsos, tudo “por um grande amor”. Nesse caso os que mais lamentariam seriam seus pais. “Venho de uma família proletária e muito fascinada por tudo que brilha”, comenta. Sobre as propostas que lhechegam de todos os lados – incluindo os Estados Unidos –, só lamenta não falar inglês como gostaria.
Mas, por enquanto, Dalle terá de esperar para conseguir o título definitivo de boa atriz. Sua atuação no novo filme de Marco Bellochio, A Bruxa não conseguiu a aprovação da crítica francesa, apesar do seu difícil papel. Dalle interpreta uma jovem que seria a reencarnação de uma bruxa do século XVII, Madalena. Em seus transes intuitivos, ela acaba solitária e perdida diante do nacionalismo dos nossos dias. O papel lhe cabe bem, mas ainda não foi a prova de fogo da carreira de Dalle.
Assim, a decepção da personagem de A Bruxa deve redobrar as expectativas com a carreira da atriz intuitiva, que já começa a rodar um novo filme, agora sob a direção de Claire Denvers, outra vez uma história de amor que – à semelhança de Betty Blue – termina tragicamente. É mais um teste para Dalle. Resta saber se o que se espera dela é uma prova de talento dramático, ou que seja a reencarnação de um mito – Brigitte Bardot – cuja fama jamais esteve especialmente relacionada com a força interpretativa.
Esse texto não foi assinado.
Que fim levou ? A Beatrice foi uma espécie de Angelina Jolie dos anos 80. Infelizmente de passagem meteórica.
Gravações Elétricas S/A.
DORSAL ATLÂNTICA, alguém que vai ao inferno e volta, num turismo infindável !
Esta edição Nº 16 da ROCK BRIGADE está em festa ! Aqui, matéria sobre a segunda banda brasileira a ser publicada em nosso informativo ! A primeira foi o KARISMA, que sumiu como fumaça ! A segunda vem do doble-one LP ULTIMATUM, o inacreditável estilhaço do Leblon DORSAL ATLÂNTICA . A primeira banda de Power Metal brasileira, que talvez poderá , até, ocupar um lugar no Top 30 LPs , Demos, and Live Shows da WVOX – Westchester 1,460 AM de New Rochele, N.Y. E isso é o mínimo que nós poderíamos fazer. Enviar para todos nossos amigos e correspondentes nossa mais poderosa morte ! A DORSAL ATLÂNTICA ! Como os metaleiros mais avançados do mundo exigem, explosão atômica ! ARMAGEDON é a faixa mais elogiada. E embora eu goste das cinco, ARMAGEDON coloca a DORSAL ATLÂNTICA ao lado das mais mortíferas bandas de Power Metal do mundo. Disto não tenham dúvidas!
E aqui estão seus aliados, DORSAL, que temos o prazer de coloca-los a sua frente para seu teste de fogo: VOI VOD (Canadá), ARMAGEDON tem muito desta banda. TORMENTOR (Alemanha Ocidental), DESTRUCTION (idem), MANTAS (USA), POSSESSED (USA) e um sem número de outras que é inútil enumera-las aqui, e que estão lado a lado com todas elas !!! E é uma alegria muito grande saber que CARLOS “VÂNDALO” (garganta massacrante e guitarras) saiu das vísceras metálicas junto com a ROCK BRIGADE e é sócio desde seu primeiro número (parabéns “VÂNDALO”). E o que é mais mortífero ainda é saber que você compôs estas três mortes maravilhosas, ARMAGEDON, o grande solo de PRINCESA DO PRAZER e a sentença do mal IMPÉRIO DE SATÃ: O LP ULTIMATUM saiu pela Gravações Elétricas S/A. e apresenta do outro lado a banda METALMORPHOSE, a quem agradecemos o LP e a dedicatória em nome de CELSO SUCKOW (guitarrista), banda que, aliás, se destaca por duas músicas DESEJO IMORTAL e COMPLEXO URBANO, com um vocalista (TAVINHO GODOY) que, em bons momentos lembra a voz de IAN GILLAN.
Por certo este é um LP que todos os leitores da ROCK BRIGADE devem comprar. Não só para dar ao Metal nacional apoio e condições de sobrevivência , como para apreciar e se identificar com uma nova realidade musical que se aproxima. De nossa parte, ROCK BRIGADE vive em METAL e morrerá em METAL. Tudo faremos para alardear essa “kultura” !
Obrigado DORSAL ATLÃNTICA pela biografia, foto e demo-tape. Vocês nasceram HARDCORE METAL. Não esqueceremos disso ! Obrigado METALMORPHOSE ! Até a morte !!!
8
Berrah de Alencar (Rock Brigade N] 16, 1985)
no rádio:
Metalmorphose – Cavaleiro Negro
Metalmorphose – Nosso Futuro
Dorsal Atlântica – Armagedon
Dorsal Atlântica – Princesa do Prazer
Ebony Records
Segundo e grandioso álbum do fenomenal power trio britânico. Com a entrada de KRYS MASON (baixo/vocal) e CRHIS DADSON (batera) nos lugares de ALEC HOUSTON e ANDRE BAYLIS, sob o comando de TIM BROUGHTON (guita) avançam vorazmente sobre o terreno metálico, ainda que mantendo aberta a passagem para o Rock’n’Roll energizado que tinha sido a tendência maior no também excelente 1º LP CHAINED AND DESPERATE.
Um claro e significativo exemplo de evolução musical. Oito excelentes faixas recheadas com o mais puro tempero metálico. De cara vão botando lenha na fogueira com trovão ROCK AND ROLL THUNDER. Com a batera metralhadora e o baixo britadeira, a guitarra aguda e cortante gorjeia como um pássaro metálico em ataque. Não estão para brincadeira e frescuras, a seguinte é ROLLER COASTER, um Metal Rock com um riffão poderoso correndo solto em meio ao vocal forte de MASON e à ininterrupta estratégia de peso da seção rítmica. A cadência de EYES OF STONE a torna um hino, na mais pura tradição britânica.
Tudo METAL lapidado e enriquecido, alta qualidade mesmo. Sem nenhuma sutileza, fecham o lado com HERO, a música vai como moto-metálico consumindo o ouvinte com espasmódica energia.
No lado 2, o Metalômetro (um aparelho desenvolvido pelo nosso “engenheiro” ADRIAN GOMES e que mede os impulsos cerebrais induzidos pelo efeito do êxtase metal-morfósico !!) continua com o ponteiro sempre no vermelho, indicando a receptividade. A primeira é RUN IN THE NIGHT, capaz de fazer o ouvinte se sentir no meio de um ritual voodoo. Segue-se WHITE STEEL, aço branco, grande título para um grande som, difícil acreditar como um trio consegue produzir tamanho som. Ao vivo deve ser uma loucura. E lá vem chumbo grosso, o “anjo de rua” do CHATEAUX não é tão purinho assim, STREET ANGEL deve ser um caçador de cuzões e falsos metaleiros que eles inventaram para vigiar as seculares e sombrias ruas londrinas. Outro belo trabalho de guitarra de TIM BROUGHTON coadjuvado pelos também excelentes SON e DADSON.
A arrancada final do turbinado V-8 (me lembra a grande banda argentina), autêntico Power Metal cheio de pique e energia.
FIRE POWER, um ótimo disco, repleto de riffs, solos, bateria e baixo também na linha de frente, vocal de homem e nenhum gritinho aviadado, tudo como manda o manual do mais exigente headbanger. CHATEAUX , mais uma grande banda inglesa injustamente e inexplicavelmente sofrendo o relativo “esquecimento” da imprensa/público de seu país, mas que mesmo assim se mantém fie às origens, procurando seu merecido espaço.
ALTAMENTE RECOMENDADO !!!
9
Antonio D.Pirani (Rock Brigade Nº 16, 1985)
Rock é rock mesmo !
Ouça no volume máximo !