quarta-feira, 31 de julho de 2013
terça-feira, 30 de julho de 2013
segunda-feira, 29 de julho de 2013
domingo, 28 de julho de 2013
FUROR ADOLESCENTE (Bizz nº25, Agosto de 1987)
Stadio San Siro (Milão) 05/06/87
PEPE ESCOBAR
Duran Duran, nos anos 80, recolocou o pop de rua em seu lugar de direito. Ou seja, na boca, nas capas das revistas com acne e nos desmaios de um público adolescente internacional do sexo feminino. Duran é a versão "matéria de que são feitos os sonhos" para aquela garotinha arquetípica meio suburbana, sonhando foto novelisticamente com o seu príncipe yuppie de Porsche e ações na Bolsa. Duran começou new romantic. No meio da década já estava um pouquinho mais hard. Em 87 - sign of the times - é uma banda de funk branco. No processo, a lagarta Duran - que carregava cinco - virou uma borboleta, onde só há lugar para três no spotlight. O bonito moreno - John Taylor, o bonito louro -Simon "Bomboniere" e o bonito com eterna cara de modelito, seja ruivo, loiro, ou "sombras" (será que Nick Rhodes articula uma palavra?).
Há anos que Duran só excursiona em estádios. Nada menor - em qualquer cidade - contém o furor uterino adolescente incorporado. Lá fui eu para San Siro - em mais um estágio da caravana Duran 87, sob a sigla Strange Behaviour Tour - sabendo o script decor. Não deu outra. Mas, na Itália, as coisas são sempre mais folclóricas. Só na enfermaria principal foram registrados 200 desmaios. Lá fora, os pais, impacientes, ficavam comendo panini e tomando birra. Lá dentro, as ragazzi agitavam faixas, cartazes, posters de revista, lencinhos, gritavam como medusinhas histéricas, em um espetáculo audiovisual muito mais excitante do que a própria banda. Sim, banda, porque finalmente - fase "Notorius" - Duran Duran arrumou para a sua fábrica de imprimir dinheiro um set de músicos capazes de desenvolver um som aceitável.
É o efeito funk-remix-hip-hop-12-polegadas, parido em estúdio por produtores brancos encharcados de todos os crossovers inventados por músicos, produtores e rapistas negros desde "Planet Rock", de Afrika Bambaataa. Duran tem tudo que os dólares podem comprar: um baterista de estúdio de LA, um guitarrista heavy-metalizante distorcido, uma sessão de metais funkizada - com destaque para o mini-Miles do trompete, aquele que dá o solinho em "Skin Trade" -, uma backing vocal negra (dublê da Sra. Turner), e eles três, Duran. Nada a acrescentar quanto à competência da banda. E os Duran?
Nick Rhodes passa quase todo o tempo invisível. Ouvimos os tchééénk da sua cavalgada sintetizada, mas é só - acordinhos de efeito. Já John Taylor é quem segura a estrutura, com seus padrões de baixo em eterno retorno. 90% do material de Duran segue a mesmíssima estrutura - e ela é de John Taylor, de "Union of the Snake" a "Skin Trade". Só muda o andamento. Quanto a Simon "Bomboniere", pula e baila com a graça de uma foca entendiada. Ele é igual ou mais comum - do que qualquer um do metrô londrino. Mas nasceu com o bumbum branquinho para a lua, e o resto é história. E desmaios. Suas roupinhas não se qualificam nem para museu de country music em Nashville.
Avôs do Justin Bieber…
sábado, 27 de julho de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)