quarta-feira, 4 de abril de 2012

AVENTURAS DO PEIXINHO VERMELHO E DA GOTA D’ÁGUA

 

Odette de Barros Mott

Editora do Brasil

Digitalizar0004

“… Estava pousada num canto da margem quando Maria Lucia apareceu com um vidro nas mãos. Encheu-o de água e decidi também, entrar para ver o que ia acontecer.

Levou-nos à sala e colocou o vidro em cima da mesa.

Depois, notei que ela despejava lá dentro uma coisa que saiu pulando. Era um lindo peixinho, todo vermelho e ouro. Tão lindo, parecia um beija-flor daqueles que lá de cima via voar nas flores.

Digitalizar0005

- Bons-dias, gotinha fresca e mimosa !

Fiquei envergonhada. Que peixinho levado !…”.

WERNER BISCHOP # 5

 

"Dopo La Guerra"

Italia, Milano -1 

 Italia, Castel di Sangro   

Italia, dopo i bombardamenti di Montecassino

Italia, Genova

Italia, Merano. Ospedale svizzero

Italia -3

mais sobre ele: http://fr.wikipedia.org/wiki/Werner_Bischof

WATUSI, DO SOL DOURADO AO GELO SECO: CONTAGIANTE. (Jornal da Tarde 16/10/1982)

 

Digitalizar0012

MIGUEL ANGELO FILIAGE

Watusi – pouca gente sabe quem é essa mulata de nome exótico. É justificável: estava fora do Brasil há 12 anos. Contudo, a falta de maiores informações sobre ela não tem influído no show que vem fazendo desde maio no O Beco. A receptividade tem sido surpreendente. Watusi, nesses quase cinco meses de apresentação, está lotando, sistematicamente, aquela casa todos os dias – batendo, em sucesso, muitos artistas conhecidos que passaram anteriormente por ali.

O segredo dessa inusitada performance está exposto no luminoso em cima da entrada do O Beco: Watusi vem de uma temporada de três anos e meio no Moulin Rouge, o principal espaço de music hall de Paris. Mas o segredo também está no próprio espetáculo – algo especialmente raro no Brasil. Watusi é uma vedete, mas o show não é uma revista. É uma mulata que fez muito sucesso em Paris, mas sem usar os componentes clássicos das mulatas exportadas – rebolar e cantar samba em ritmo de rumba – que irremediavelmente, tem agradado aos europeus.

watu

Watusi, na verdade, saiu do Brasil há 12 anos para trilhar esse tradicional caminho das mulatas. Foi para Hamburgo, participar do balé Brasilianas, um espetáculo brasileiro para europeu ver. Era uma entre 40 integrantes. Ela cantava. Depois de algum tempo, conseguiu ser a primeira figura daquele balé. Sua meta, entretanto, era o Moulin Rouge. E desde 79 foi a principal figura do Frenesi, um espetáculo com 70 bailarinos e uma parafernália técnica que contagiou franceses. Mas Abelardo Figueiredo resolveu convidar Watusi para um novo show no Brasil, Ela veio. E não pretende voltar.

Simplesmente Watusi, o espetáculo que está levando no O Beco até dezembro, não tem os mesmos 70 bailarinos do Moulin Rouge e muito menos a sofisticação técnica de um musical norte-americano ou europeu. Mas é um show requintado, onde o que impera é o profissionalismo. O espetáculo não tem o descuido comum de outras montagens em boates. Em uma hora e dez minutos de apresentação não se notam os costumeiros “buracos” de cena (intervalos, fruto de montagem falha). O que se vê é um espetáculo com unidade. Onde a iluminação, por exemplo, é precisa e bem planejada. Onde a coreografia de Jorge Danel para 15 bailarinos, é eficiente: consegue realmente relembrar trechos de coreografias de musicais da Broadway.

watuio

Esse é, afinal, o objetivo do espetáculo. E os musicais são revividos logo na abertura do show. Uma pequena coreografia abre a apresentação. Logo outra cortina sobe e Watusi aparece cantando “Goldfinger” – atrás um meio sol dourado e luminoso ajuda a contagiar a platéia. Vem depois mais 17 números. E, num ritmo alucinante, Watusi muda 12 vezes de roupa. Com sua voz segura e afinada, canta em cinco idiomas para tentar mostrar a história do music hall. Os bailarinos a ajudam nessa tarefa, demonstrando que é até possível fazer no Brasil um espetáculo que lembre as montagens da Broadway.

Watusi, depois de cantar com competência “My Way”, com o gelo seco percorrendo todo o palco, volta como uma típica espanhola, para participar da coreografia com os bailarinos e interpretar “Porompompero” de Manolo Escobar – talvez o ponto alto do show. No final do espetáculo, Watusi homenageia alguns compositores da Escola de Samba União da Ilha do Governador, João Sérgio. Nesse momento ela é a mulata brasileira típica: com uma minúscula tanga e um grande chapéu estilizado dos Bandeirantes portugueses. Talvez dando a entender que pretende descobrir novamente o Brasil. E isso será feito depois dessa temporada em São Paulo: fará o mesmo show no Rio de Janeiro e, em seguida, excursionará pelas demais capitais.

Mais sobre ela

TIO PATINHAS

 

Super Powers #06 002

RCD # 92

 

UNITED KINGDOM

4001 Record Collector Dreams_0013  

4001 Record Collector Dreams_0014

4001 Record Collector Dreams_0015

(continua)

terça-feira, 3 de abril de 2012

COMO SE CONJUGA UM EMPRESÁRIO

MINO
“Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou. Depositou. Associou-se. Vendeu-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Convocou. Elogiou. Bolinou. Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu, Fungou. Babou. Antecipou. Frustou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. Presenteou. Vestiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou. Acordou. Preocupou-se. Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Temeu. Levantou. Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se…

DRÁCULA

Há 40 anos...