Ebal Um texto bacana apresentando a revista Shazam (o velho e bom Capitão Marvel). Reparem como o personagem atravessava a fronteira dos quadrinhos para dialogar com o leitor em forma de crônica-carta.
Dingwalls (Londres) - 23/02/87 PEPE ESCOBAR Lee "Scratch" Perry é na verdade o mítico Bush Doctor decantado pela cosmologia rasta. Em 68, no estouro do flower power, war power e student power, Perry descambou das montanhas jamaicanas para apresentar ao mundo o reggae, uma desaceleração libidinal do ska e do rock steady. Perry inventou o reggae em estúdio, onde é um mago. Não que ao vivo não se candidate a comer cérebros. O problema é que está sempre stoned out his mind. (N. da R. - muito louco).
O Dingwalls é uma biboca perfeita para Perry. Platéia hippesca terminal. Turistas italianos e japoneses com Instamatic. Clima de joint texana. Lá pelas tantas nove da noite, duas horas antes do show, uma figura negra vestida de branco cambaleia pelo bar soltando imprecações em um dialeto incompreensível (zulu?). Quem é?
Ao contrário de Lou Reed, a vida de Perry não foi salva pelo rock´n´roll. É como se fosse. É como se Perry ainda pertencesse aos heróicos tempos da primeira geração do rock´n´roll. All right, lá pelas tantas a tal figura negra de branco está no centro do palco comportando-se como se ainda estivesse no bar. É o próprio, com uma back-up band medíocre (um dos guitarristas é incapaz de manter um chanka chanka confíável).
O show de Lee Perry (sem os legendários Upsetters) é o de menos. Lee é o de mais. Não larga um, dois, três imensos charutões, soltando mais fumaça do que uma refinaria. Pregou um arbustinho no microfone. No alto da cabeça, um arbustão. A voz comprida grunhe como a de um preto velho - e Lee é mesmo, com barbinha e rosto sulcado. Não consegue dançar. Não consegue sair do lugar. Nos intervalos, muge uns "yassss", correspondentes a "yes". A fumaça em torno do palco vira uma neblina.
Trata-se de um mito em (in) ação. Os mitos sempre inebriam os sentidos. Perry cumpre o ritual ao pé da letra. Reggae music na veia é bacanal de preto véio. Yasssss?
Esse maluco enterrava, no quintal do estúdio, as masters tapes e dizia que, assim, o som ficava mais “roots”…
Mais que isso, Kill' Em All era mais rápido que qualquer outro, exceto o Motörhead, cuja influência poderia ser sentida nos ritmos galopantes e na trovoada da bateria. Kill' Em All pode ter sido o primeiro álbum rápido o suficiente para que, quando ouvido pelos fãs, um refrão inteiro pudesse ser perdido caso o vinil pulasse uma só volta do disco. "É legal tocar rápido, mas você precisa saber fazer um riff, e foi isso que o Metallica fez de maneira incrível", observa Katon DePena cuja banda Hirax era uma das mais rápidas dos anos 80. Cruzando as barreiras da velocidade, o Metallica era quase forçado a ser rápido para encontrar seu nicho. (Ian Christe) Ministry – Test Ministry - Faith Collapsing
Yngwie J.Malmsteen - Crystall Ball
Yngwie J.Malmsteen - Krakatau
Blind Guardian - Majesty
Blind Guardian - Don't Break The Circle
Cacophony - Burn The Ground
Darkthrone - The Grimnes OF Which Shepherds Mourn
Def Leppard - Bringin' On The Heartbreak
Exciter - Breakdown The Walls
Exciter - Die In The Night
Assassin - Don't Run
Blackwych - Metal Man
Kruger - Thunder On T. no rádio: