quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

OS 100 MELHORES DISCOS DE 1982

 

81- 90

the number of the beast 

81.Iron Maiden – The Number Of The Beast

The Rods - Wild Dogs - Front

82.The Rods – Wild Dogs

The Concert in Central Park Simon  Garfunkel  The Concert 

83.Simon and Garfunkel – The Concert In Central Park

The-Exploited-Troops-Of-Tomorro-299454

84.The Exploited – Troops Of Tomorrow

the-jam-the-gift-sleeve-70s-1022x1024 

85.The Jam – The Gift

the-other-woman

86.Ray Parker Jr. – The Other Woman

talking-heads-the-name-of-this-band-is-talking-heads1 

87.Talking Heads – The Name Of This Band is Talking Heads

the clash

88.The Clash – Combat Rock

the cure 

89.The Cure - Pornography

the misfits, walk among us

90.Misfits – Walk Among Us

4 ASES E 1 CURINGA – DANCING IN THE STREETS


dancing-street
Luzes, câmera,
vídeo nos principais pontos,
nega o declínio, afirma professor, calendário.
Alvorada.
THE WHO BLACK OAK ARKANSAS
DAVID BOWIE & MICK JAGGER
JOE K  MARTHA REEVES AND THE VANDELLAS

MP3

O LIVRO DAS MENTIRAS DE ALEISTER CROWLEY # 3

 

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(1912)

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BO BO BOLINSKI (Comix Underground USA nº1,abril de 1972)

 

Editorial Fundamentos

033

ARTE DA CAPA – VIRNA LISI

 

Virna Lisi3 !BmCRnugBmk~$(KGrHqIH-CwEtqyCo7BoBLeGN-cN-g~~_12 !BmkKRWw!Wk~$(KGrHqUH-CcEtst!Dgh2BLgDlH(Gfg~~_12 !BmkKWVg!Wk~$(KGrHqIH-CwEtqyCo7BoBLgDlV0pq!~~_12 !BqMt-YwBmk~$(KGrHqYOKjoEuZqIE765BLuvMqI2Kw~~_12 virna lisi virna lisi2 Virna Lissy

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OS 100 MELHORES DISCOS DE 1982


71- 80
Supertramp - ...Famous Last Words... (1982) 
71.Supertramp – …Famous Last Words…
plasmatics-coup-detat
72.Plasmatics – Coup D’État
prevtgwi 
73.Lou Reed – The Blue Mask
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74.Defunkt – Thermonuclear Sweat
richard e linda 
75.Richard & Linda Thompson – Shoot Of The Nights
roxy_Music_AvalonA--[Front]-[www_FreeCovers_net]
76.Roxy Music - Avalon
Rush-Signals-1982 
77.Rush - Signals
scorpions
78.Scorpions - Blackout
singin82 
79.Arnaldo Baptista – Singin’ Alone
siouxsieandthebansheesakissinthedreamhouse
80.Siouxsie and The Banshees - A Kiss In The Dreamhouse

ARTILHEIRO EM ESTADO DE ANJO (Manchete Esportiva, 28/12/1957)


22-12-1957
                            NELSON RODRIGUES
     Depois da fabulosa goleada botafoguense*, a escolha do meu
personagem da semana deixa de ser problema. É Paulinho, só pode
ser Paulinho. E aqui eu pergunto: — quem é Paulinho? Antes do jogo
era um e agora outro. Seu nome passou a exigir uma pronúncia mais
enfática. E, no entanto, vejam vocês: — até há bem pouco tempo era
um sujeito irritante. Quantos gols perdia por jogo, quantos! Parecia,
mal comparando, um Valdo talvez piorado. Sabe-se que, nos
primeiros tempos, a especialidade de Valdo era perder gols que uma
cambaxirra faria. Pois bem: — Paulinho não lhe ficava atrás. Sempre
que, por circunstâncias jornalísticas, eu vi jogos do Botafogo,
     Paulinho atirava pela janela oportunidades deslumbrantes. Debaixo
dos três paus, ele mandava por cima, pelos lados, mas para dentro,
nunca. Num espanto profundo, eu perguntava a um e outro: —
“Como pode? Como pode?”. E Paulinho não estava longe de me
parecer um caso perdido.
Justiça se lhe faça, porém: — perdendo quinze gols por um que
fazia, Paulinho jamais deixou de ser um jogador raçudo. Lutava de
fio a pavio, até a última gota de suor. Corria em campo como um
coelhinho de desenho animado e, além disso, nunca fugiu do pau.
     Ora, o público venera os craques sem medo e que molham,
encharcam a camisa, numa honesta e máscula transpiração. E como
     Paulinho suava mais que os outros, como tinha brancas hemorragias
de suor, todo mundo o respeitava, inclusive eu. Sim, Paulinho nunca
brincou em serviço. Em cada partida, faz um honrado esforço de
noventa minutos.
     Domingo, finalmente, chegou o grande dia de Paulinho. Senão
vejamos: — um jogador que enfia cinco gols na última batalha, na
batalha que vai decidir a guerra, esse jogador é um monstro. Depois
da peleja, vejo um alvinegro gemendo. A princípio, pareceu-me que
seria uma cólica. Engano. Não era cólica: — era espanto. E, com
efeito, ele ainda pasmava para a exorbitância numérica de tantos
gols conseguidos por um único cidadão. O botafoguense bufava: —
“Cinco! Cinco!”.
     Outro alvinegro veio cochichar-me, ao ouvido: — “Viste aquele
gol de letra que Paulinho fez?”. Tomo um susto: — “De letra?”. E, de
fato, na minha dolorosa e ignara perplexidade, eu não me lembrava
de nenhum gol de letra. Mas, como Paulinho meteu tantos, comecei
a admitir que tivesse enfiado um de letra também. Só depois é que
dei pelo equívoco. O chamado gol de letra fora o de bicicleta. Conto o
episódio para que vocês observem o fenômeno. Já há quem esteja
idealizando os tentos de Paulinho. Os cinco gols já nasceram
históricos. Retocados por uns e outros, eles invadem o folclore. A
lenda e a anedota estão funcionando, desde domingo. Daqui a pouco,
quando se contar a história dos cinco gols, não se saberá discernir
entre a ficção e a realidade.
     O meu personagem da semana é, desde domingo, uma dessas
glórias súbitas que, de vez em quando, rompem num domingo de
futebol. Antes do jogo, quem era a vedete, a prima-dona, a estrela
máxima do ataque alvinegro? Didi. Com o seu magnífico tipo racial
de príncipe etíope de rancho, ele se destacava furiosamente. Logo
depois, vinha Garrincha, que o treinador húngaro Giula Mandi
considera, e eu também, o maior ponta-direita do mundo. Paulinho
valia, sobretudo, pela desesperada abnegação do seu esforço. Estava,
porém, bem abaixo de Didi e de Garrincha. Mas, a partir do
momento em que Malcher pôs um ponto final na partida de domingo,

     Paulinho já não está mais abaixo de ninguém. Pode erguer a cabeça
e bater no peito: — “Eu sou eu!”.
     Imagino que, domingo, ao entrar em campo, ele não era um
jogador como qualquer um, como qualquer outro. Era alguém em
estado de graça ou, ainda, em estado de anjo. Sua tremenda euforia
não foi de jogador, nem mesmo de gente. Só mesmo um anjo faria
tantos gols num jogo decisivo. Vejam bem: — minuto a minuto, foi de
um fôlego bestial. Não parava. Ele, sozinho, nas suas penetrações
alucinantes, bastava para dinamizar a peleja, para dramatizá-la. Foi
com ele que começou a desintegrar-se a defesa tricolor. Ah, o duelo
de Paulinho com Pinheiro! Foi algo de trágico. Eu vos digo: —
Pinheiro, atrás de meu personagem, parecia uma maciça, uma
compacta catedral perseguindo um coelhinho. E como Paulinho
cortou, envolveu, ceifou, dizimou e devastou Pinheiro!
     Alguém me dizia, depois da batalha: — “Não fosse Paulinho,
teríamos empatado de 1 x 1 e seríamos campeões!”. Mas houve
Paulinho e, diante dos 6 x 2, do histerismo numérico do escore, a
vontade que dá a qualquer um é sentar no meio-fio e chorar. Não há
raciocínio possível contra a goleada cósmica. E convenhamos: — os
cinco gols de meu personagem da semana deviam estar, desde
domingo, numa vitrine de museu.

* Botafogo 6 x 2 Fluminense, 20/12/1957, no Maracanã. A goleada deu o título carioca de 1957 ao alvinegro.

UMA PEDRA NO CAMINHO (Wuzzles nº1, 20/02/1987)

 

Editora Abril

016  

017

018

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

OS 100 MELHORES DISCOS DE 1982

 

61 –70

Michael-Jackson-Thriller-cover1 

61.Michael Jackson - Thriller

musiquarium

62.Stevie Wonder – Original Musiquarium 1, Volume 1

paul 

63.Paul McCartney – Tug Of War

pc3a1ssaros_na_garganta-front-lp

64.Tetê Espíndola – Pássaros na Garganta

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65.Philip Glass - Glassworks

MI0001930239

66.Tom Petty and The Heartbreakers – Long After Dark

MI0001981638 

67.Sly & Robbie – Crucial Reggae

MI0002002878

68.Baron Rojo – Volumen Brutal

MI0002392212 

69.Frank Zappa – Ship Arriving Too Late To Save a Drowning Witch

MI0002795825

70.Falco - Einzelhaft

DRÁCULA

Há 40 anos...