terça-feira, 25 de novembro de 2014

THE BODYGUARD

 

Bodyguard 1976 01

PROJETO 80 – OU TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE SABER SOBRE A NEW WAVE MAS TINHA VERGONHA DE PERGUNTAR

New Wave é um género musical surgido em meados da década de 1970 ao lado do punk rock. O termo new wave já era considerado sinônimo e parte do punk rock antes mesmo de se tornar um estilo musical independente, que incorporava elementos da música eletrônica, musica experimental, mod e disco, assim como o pop dos anos 60. Nos anos de 1990  e 2000 aconteceram alguns revivals, assim como o surgimento de outros estilos influenciados pelo movimento.
O termo "New Wave" é fonte por si só de muita controvérsia e confusão. Ele era usado em 1976 na Inglaterra por inúmeros fanzines punks, como o Sniffin' Glue, além da impressa oficial. Em novembro de 1976, em um artigo intitulado Melody Maker, Caroline Coon usou o termo "New Wave" para caracterizar o som de bandas que não eram exatamente punks, mas que estavam relacionadas com a mesma cena musical. Por certo tempo os dois termos eram permutáveis, ora punk ora new wave.

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01 - 3-D - Telephone Number
02 - Auckland Walk - I Wasn't Thinking
03 - Berlin - Nervous
04 - Bow Wow Wow - Aphrodisiac
05 - Disappointed A Few People - Soft Blue Veins
06 - Food and Shelter - Surveillance
07 - Hang The Dance - Enfold
08 - Instructions - OK
09 - Insulin Reaction - Reconstruction
10- Jimmy and The Boys - Products Of The Mind
11 - Life Without Principle - I Hear You Singing
12 - LMNOP - Tapes

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

O PERSONAGEM D.JOÃO V NO LIVRO “MEMORIAL DO CONVENTO” DE JOSÉ SARAMAGO

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    Encerrada a leitura de “Memorial do Convento” adormeci com o livro nos braços. Foi então que  me  vi em pleno campo de batalha, ou do que havia restado dela, em companhia do soldado Baltasar, também conhecido como Sete-Sóis”.

    Procurávamos a mão decepada dele, mas percebemos a dificuldade que seria encontrá-la em meio àquela carnificina toda onde se avolumavam cadáveres mutilados, outros queimados e muitos esmagados. A tarefa não era nada fácil. Foi no momento, em que julgava que meu guia ficaria maneta para sempre naquele mundo de Morfeu, que vimos a passarola.

    A engenhoca era um delírio materializado pelo padre Bartolomeu de Gusmão que invejoso de Ícaro também queria se aproximar do sol. Se o personagem mitológico havia optado por asas de cera, o padre português se valeu de seus conhecimentos científicos e consumiu uma vida para que seu invento, um pássaro mecânico, conhecido como passarola, estivesse pronto e em condições de vôo.

    Subimos, eu e Baltasar, na máquina e empreendemos um vôo curto o suficiente para localizarmos a árvore, ou o que havia sobrado dela. Meu guia havia confessado a existência de uma no cenário de sua desgraça.

    Pensei que a humanidade deveria mesmo estar perdida e só uma misericórdia celeste restauraria a ordem, harmonia e esperança entre os homens. Que cena dantesca… aquela quantidade de homens mortos.

    Por falar em homens, isso era tudo o que desejava o rei D.João V. Homens. Mas homens gerados por uma rainha que abrigasse o sêmen real e transformasse o líquido do monarca num herdeiro do trono lusitano.

    Tentativas não faltaram, o rei parecia estéril e filhos só conseguia fora do casamento. Bastardos não poderiam reivindicar a coroa e isso o atormentava.

    Rei de Portugal desde 1707, D.João V, filho de Pedro II e Maria Sofia, adquiriu o epíteto de Magnânimo devido à promoção de obras espetaculares como o Convento de Mafra.

    Após casamento e meses de insucesso em fazer a rainha D.Maria Ana da Áustria em parir um sucessor, o rei promete que se a barriga da soberana crescer ele construiria o convento e que o mesmo seria tão grandioso como a generosidade divina.

    O rei, em que pese ser amante dos prazeres humanos, é devoto fanático e atribui sucessos e fracassos à intercessão divina que parece jogar xadrez com o destino. Mas o necessário, ou quase, havia sido feito: submete toda a nação ao cumprimento da promessa pessoal, a construção do convento. Preço nenhum deveria ser alto o suficiente e, para o sucesso de tal empreitada que teria sua realização garantida à base de punhos decepados e bugigangas voadoras, nada poderia deter tamanho desejo. Para o absolutista a palavra real era a manifestação da vontade de Deus.

    D.João quer um herdeiro, mas não nutre sentimento amoroso algum pela rainha. A maneira desinteressada e ritualística com que trata o ato sexual com a esposa beira o animalesco. Ao rei todos os pecados se perdoam e a megalomania do líder é desvendada quando a corte é revestida de luxo enquanto um exército de portugueses famintos lutam por um pedaço de pão.

    Outras características da personalidade real é a curiosidade e o senso estético. No primeiro caso ela se revela quando debruça demoradamente em tentar entender as invenções do padre Bartolomeu. Já a apreciação por coisas belas se manifesta quando convida o compositor Domenico Scarlatti a permanecer em Portugal.

Passarola de Bartolomeu de Gusmão 1

    Se essa vida de formalidades demoradamente encenadas se faz necessária para a manutenção da monarquia, mesmo que em forma de caricatural, ela tem seu preço: mais que erigir um convento o que D.João quer é alforria de seus pecados mundanos e a garantia de um mausoléu onde após sua morte o passaporte celestial estaria garantido. Esse desejo de imortalidade é saciado através da sagração do convento no dia do seu quadragésimo aniversário.

    Mas a megalomania real não se resume apenas ao Convento de Mafra. Tem o rei um passatempo que é a construção de uma réplica da Basílica de São Pedro de Roma. Essas obsessões arquitetônicas revelam um homem egocêntrico, vaidoso e mitômano. Sonho e desejo, para D.João V, se misturam com realidade e se está não é a satisfatória troquemo-la por divagação onírica.

    Para ser um rei amado pelos súditos, não hesitou em determinado momento lançar moedas de ouro ao povo num de seus cortejos reais. Também é contraditório. De um lado faz pouco caso da Inquisição, do outro tem várias relações adúlteras e mundanas.

    Poderia ainda discorrer sobre a origem do dinheiro que levanta e destrói coisas belas como só possível devido ao ciclo de ouro e diamantes vindos do Brasil mas nesse instante fui surpreendido pelo sol das 9 da manhã já iluminando o quarto todo.

    Não recuperei a mão para Baltasar e nem empreendi novo voo com a passarola. Fiquei por outro lado imaginando os esforços de pesquisa e construção dos personagens que o escritor português José Saramago teve para tecer esse belo romance histórico.

UNIVERSAL CENTER FU-MANCHÚ

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THE BODY STEALERS

 

Body Stealers 01

DICIONÁRIO MARVEL (F)

 

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domingo, 23 de novembro de 2014

DRÁCULA

Há 40 anos...