Final do Campeonato Gaúcho de 1975.
O Inter 75 era um rolo compressor.
71. Hermeto Pascoal – Lagoa da Canoa do Município de Arapiraca
72. Andreas Völlenweider – White Winds
73. Harold Budd & Brian Eno – The Pearl
74. Ofra Haza – Yemenite Songs
75. Os Paralamas do Sucesso – O Passo do Lui
76. Kool & The Gang - Emergency
77. Ratos de Porão – Crucificados Pelo Sistema
78. Arvo Pärt – Tabula Rasa
79. Yellowman - King
80. King Sunny Ade and The African Beats - Aura
61. Mercyful Fate – Don’t Break The Oath
62. Twisted Sister – Stay Hungry
63. Yngwie J.Malmsteen’s – Rising Force
64. Chaka Khan – I Feel For You
65. Solaris – Marsbéli Krónikak
66. Pallas – The Sentinel
67. Chico Buarque
68. Academy of St.Martin In The Fields ft. Neville Marriner – Amadeus Soundtrack
69. Soda Stereo
70. Steve Vai - Flexable
ISAAC ASIMOV
Foi em 1942 que inventei as “Três Leis da Robótica”, e dessas leis,
naturalmente, a Primeira é a mais importante. Ela diz o seguinte: “Um robô não
pode fazer mal a um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano
sofra algum tipo de mal.” Em minhas histórias, sempre deixo bem claro que as
Leis, e especialmente a Primeira Lei, estão implantadas de forma indelével no
cérebro dos robôs e os robôs não podem violá-las.
Também deixo claro, embora talvez de forma menos insistente, que as Três
Leis não são necessárias para construir um robô. Os minerais e produtos químicos de
que são feitos os robôs não contêm as leis. Elas existem apenas porque são
incorporadas deliberadamente ao projeto dos cérebros eletrônicos, isto é, aos
computadores que controlam as ações dos robôs. É possível imaginar um robô que
não esteja sujeito às Três Leis, seja porque é primitivo demais para que elas possam
ser programadas no seu cérebro, seja porque seus fabricantes decidiram não incluir
as Leis na programação.
Até o momento, e talvez por muito tempo ainda, é a primeira alternativa
que prevalece. Os robôs são simplesmente primitivos demais para poderem prever
que suas ações poderão fazer mal a um ser humano e modificar o seu
comportamento para que isto não ocorra. Eles são, até agora, simples alavancas
computadorizadas, capazes de executar algumas seqüências estereotipadas de
movimentos, mas totalmente destituídos de qualquer iniciativa que vá além dos
limites estreitos das instruções que receberam. Em conseqüência, os robôs já
mataram algumas pessoas, como aconteceu também com um número enorme de
máquinas não-computadorizadas. Isso é lamentável, mas compreensível, e
podemos supor que quando os robôs forem dotados de sentidos mais acurados e
respostas mais flexíveis, será mais provável que disponham de dispositivos de
segurança equivalentes às Três Leis.
O que dizer, porém, da segunda alternativa? Os seres humanos terão
coragem de projetar deliberadamente um modelo avançado de robô que não tenha
que obedecer às Três Leis? Infelizmente, isso é bem possível. As pessoas já estão
falando em construir guardas de segurança mecânicos. Eles seriam robôs
encarregados de vigiar a entrada ou mesmo os corredores de um edifício. Sua
função seria impedir a passagem de qualquer pessoa não-autorizada.
Presumivelmente, as pessoas que trabalhassem no prédio e seus convidados teriam
algum tipo de identificação que o robô fosse capaz de reconhecer, como um cartão
magnético ou coisa parecida. Em nossos tempos violentos, o uso desses guardas
mecânicos talvez pareça uma excelente novidade. Poderia diminuir o vandalismo e
o terrorismo e, afinal de contas, o robô estaria desempenhando apenas o papel de
um cão de guarda.
Acontece que as medidas de segurança trazem sempre um desejo de mais
segurança. Depois de construir um robô capaz de reconhecer um intruso, por que
programá-lo apenas para fazer soar um alarme? Não seria melhor dar a ele
autonomia para expulsar o invasor, mesmo que fosse necessário machucá-lo no
processo? Um cão de guarda às vezes também machuca um ladrão, mordendo-lhe a
perna ou o pescoço. O que aconteceria, porém, quando o presidente da companhia
descobrisse que tinha esquecido o cartão de identificação no bolso da outra calça e
estivesse nervoso demais para abandonar o edifício a tempo de satisfazer o robô?
Ou se uma criança entrasse no prédio sem autorização? Desconfio que se o robô
fosse rude com a pessoa errada, haveria imediatamente um clamor geral para evitar
que o engano se repetisse.
Para citar um exemplo extremo, hoje em dia se fala muito de armas
robotizadas: aviões, tanques e canhões controlados por computador, que atacariam
infatigavelmente o inimigo, com precisão matemática. Poderíamos ficar em casa,
com todo o conforto, e deixar que as máquinas inteligentes lutassem em nosso
lugar. Se algumas fossem destruídas... ora, seriam apenas máquinas. Essa tática de
guerra seria particularmente interessante se dispuséssemos de máquinas inteligentes
e o inimigo, não.
Entretanto, como poderíamos ter certeza de que nossas máquinas seriam
capazes de distinguir os amigos dos inimigos? Mesmo quando todas as armas são
controladas por mãos humanas e cérebros humanos, o risco de acidentes não pode
ser ignorado. Armas americanas podem matar soldados e civis americanos; isso já
aconteceu algumas vezes no passado. Trata-se de erro humano, mas mesmo assim é
difícil de aceitar. E se os nossos robôs começassem a atirar contra nós? Isso seria
muito mais difícil de aceitar, especialmente se o inimigo desenvolvesse uma
estratégia para enganar nossos robôs e fazê-los atirar nos alvos errados. Não.
Tenho certeza de que as tentativas de usar robôs sem salvaguardas não vão dar
certo e que, no final, as Três Leis estarão de volta.
51. Sheila E. – In The Glamorous Life
52. Steel Pulse – Earth Crisis
53. Bon Jovi
54. Midnight Oil – Red Sails In The Sunset
55. Fat Boys
56. Dio – The Last In Line
57. Whodini - Escape
58. The Go-Go’s – Talk Show
59. John Lennon & Yoko Ono – Milk and Honey
60. Manuel Gottsching – E2-E4