segunda-feira, 27 de junho de 2011

PRETTY MAIDS – RED HOT & HEAVY

 

pretty maids

CBS Records.


Banda dinamarquesa de linha mais melódica, porém pesada em suas melhores  e mais rápidas músicas. Este sexteto , neste LP, mostra algumas coisas  muito boas. O vocalista recém chegado RONNIE ATKINS é um exemplo. Muito bom mesmo, quando se trata do som mais potente da banda, lembrando, com seu vocal rasgado e sua pronuncia inglesa carregada, o excelente frontman  MAD MAN AXEL, do grupo holandês BODINE. As guitarras de KEN HAMMER e RICK HANSON  (também novato no grupo) som muito bem aos ouvidos, principalmente nas faixas BACK TO BACK , RED HOT & HEAVY, COLD KILLER e NIGHT DANGER, que também possuem um ótimo acompanhamento de bateria e baixo, por PHIL MOREHEAD e ALLAN DELONG respectivamente. O tecladista ALLAN OWEN quase estraga tudo nas músicas mais melódicas. Concordo que seja duro aguentar faixas mais como WAITING FOR THE TIME e PLACE IN THE NIGHT, muito melequentas ! Mas porra, os caras são bons instrumentistas e o vocal tem uma boa e bonita voz. Mas até aí, não precisa chorar tanto !!! Mas, tirando estas duas faixas sobra muita coisa boa. Ótimos recheios de guitarra e como já disse antes, a boa voz de RONNIE ATKINS. Penso que se eles tocassem mais músicas iguais ao pique de BACK TO BACK, COLD KILLER, BATTLE OF BRIDGE e NIGHT DANGER, se dariam melhor ainda, pois o pau come solto nestas faixas escandalosamente metálicas, assassinas e pesadas.brigade3
Acho que deveriam mandar embora o tecladista, ou dar-lhe uma guitarra, pois afinal ele é pouco acionado, mais nas músicas do tipo "ai tá doendo" ! Isso é coisa pra Tokyo Blade e Def Lepra. Mas não tem nada não, os caras tocam bem e merecem respeito (desde que não se metam mais com este tipo de música orientada para bunda-moles e galinhas de porta de discoteca (blarghhhhhhr, perdão) é claro !!!
Se você fingir que não ouviu as faixas orientadas, fica tudo em casa. A penúltima faixa do play é QUEEN OF DREAMS, melódica, quase no mesmo estilo das duas citadas como melosas, mas, bem melhor, soando mais para o ferro que para o mel. Com as guitarras espreguiçando-se gostosamente em riffs bem coadjuvados pelas "vozes" do baixo, dos tambores, e, é claro, do vocalista. Para quem quer localizar um influência não muito marcante , mas presente, na banda, é só lembrar do extinto THIN LIZZY. E é do THIN LIZZY a versão de LITTLE DARLING que eles tocam, encerrando o play. Muito boa mesmo a roupagem nova que eles deram para a música.
Bem, acho que se eles se livrassem do piano, serão em breve uma das mais fudidas bandas da escandinávia. Caso contrário, aguentem o que virá depois...
7


Wilson Dias Lúcio (Rock Brigade nº 16, 1985)

Corre sangue metálico nestas veias…

… vermelho, quente e pesado.

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