RICARDO G. RAMOS
Reformador de estruturas
Falou o crítico
Educando
Sobre a ignorância falou o crítico
Ofendido
Armado até os dentes
“É preciso cultivar a divindade
Arrancar do coração o dejeto
Perdão! “Objeto”
Uma teoria espiritual
Certo, colossal!
E o pobre cavalo de ferro
Não desgasta Zé!
Sociedade anônima dá pé
No bolso do mundo patriarcal
Paisagístico
Nas entranhas metafísicas
A luta em vida dos opostos mortais
A gozar o sexo molhado e reprimido
Lido olhado ouvido esquecido
Esporeado anda... anda...
Desanda...
E anda...
Rumina a forragem escassa
Cagada do alto
Onde as estrelas iluminam
Ofuscam o assalto
Mudança empírica
Retirar o berço da menina de trança
Esplêndido!
Deixa cair o deitado eternamente
Em sono lento
Que parta a espinha
Pra não andar
Dobrar os joelhos
Pra não rezar
Das cinzas faz-se um novo modelo
De sangue pinta-se um quadro:
Uma paisagem continental por exemplo
*”Landscape” (The Hare), Joan Miró
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