segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O FANTASMA VEM PEDIR DESCULPA !

 

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Esta história teve como testemunha certa Julia Tverdianski, que escreveu, no mês de novembro de 1881, uma carta ao professor Richet: apesar do nome eslavo da correspondente , teve por cenário uma casa de uma aldeia francesa em Seine-et-Marne, e foi contada por Camille Flammarion, no seu livro sobre casas assombradas.

Tverdianski, sem dúvida de férias em casa de uma aldeã corajosa, passa uma primeira noite excelente. Infelizmente não acontece o mesmo na segunda: "uma pancada formidável abre a janela com estrondo, apesar das portas de pau fechadas. A jovem, não muito tranquila, salta da cama e volta a fechar a janela. Mas -, diz ela, - não fui capaz de adormecer. Parecia-me que alguém entrara pela janela e julguei ouvir esse alguém, ou essa coisa, durante toda a noite. -

De manhãzinha, conta à dona da casa sua desventura: - É como eu... Eu cá fui acordada pela visita do meu péssimo vizinho, o rendeiro Dufour. Contar lhe ei um dia o que ele fez para me tirar toda a fortuna, sem que a lei o pudesse castigar. Ora bem, esse malandro, que não vejo há muitos anos, veio-me visitar esta noite. Sonheio-o ? Apostava que fui acordada por sua voz, que ele estava diante da minha cama e me dizia:

- Desculpa, Vitória ? Vejam esta imprudência: chamar -me pelo nome próprio ! Ah ! Já chorei muito, na verdade, por causa dele, para já não me zangar com ele nos sonhos !

Neste momento, precisamente, alguém bateu à porta e nos anunciou  que esse vizinho acabava de morrer, nessa mesma noite...

(Alex Roudene)

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