terça-feira, 6 de novembro de 2012

BOING BOOM TSCHAK # 55

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Tambem são abordadas questões relacionadas à desconfiança geral no tocante das religiões organizadas. Como disse Al Jourgensen, líder do Ministry: "Religion is all about control - it's one giant, false life insurance policy. Pay us money now, we'll promise you'll have a good afterlife.
A banda alemã Rammstein foi o centro de uma controvérsia desse tipo em 1998. A banda usou no clipe de "Stripped" imagens de Olympia, um documentário das Olimpíadas de 1936 feito por Leni Riefenstahl (1902-2003). Conterrâneos do Rammstein criticaram a banda pelo uso dessas imagens. "Ainda estou esperando uma justificativa", disse Alec Empire, fundador do Atari Teenage Riot.
"Meu avô morreu num campo de concentração e não acho isso nada engraçado".
Depois do massacre de Columbine, grupos como Marilyn Manson, Rammstein, Nine Inch Nails e KMFDM foram culpados pela tragédia. A extensão do dano feito devido ao massacre de Columbine na cena industrial norte-americana é difícil de ser medido: os góticos foram (e ainda são) perseguidos pelo país inteiro. Esse tipo de perseguição tem uma implicação direta para os fãs da música industrial, já que muitas pessoas assumem (erroneamente) que os rivetheads são uma sub-tribo gótica ou simplesmente os confundem com Cibergóticos.
Desde que começou, a música industrial vêm se fragmentando, produzindo uma dezena de subgêneros. Por serem extremamente extensos, alguns consideram não ser necessário a criação de tantos grupos, já que todos podem ser considerados "industriais" de qualquer maneira.O noise (em inglês: ruído ou barulho) têm um nome auto-explicativo. Surge oficialmente com o NON (projeto de Boyd Rice). Seu trabalho é seguido de perto pelo italiano Maurizio Bianchi e os ingleses do Whitehouse. O Meca do estilo é o Japão; de lá saem o Merzbow e o Masonna, seguidos de bandas que aproximaram o estilo do rock (Melt Banana, Boredoms, entre outros.
O EBM (electronic body music) é uma junção da música industrial com o synthpop, auxiliada por uma leva de novas tecnologias musicais/digitais mais acessíveis, surgidas nos anos 1980: os samplers, os sintetizadores baratos da Yamaha e o protocolo MIDI. Os representantes mais conhecidos desse gênero são o Nitzer Ebb, Front 242 e até mesmo o Kraftwerk.Surgido em meados dos anos 1990, é uma mistura de synthpop oitentista, trance europeu dos anos 1990 e EBM "old school". Alguns destaques do gênero: The Covenant, VNV Nation e Apoptygma Berzer.Conhecido por harsh EBM, terror EBM ou hellektro, é mais um subgênero de EBM contemporâneo que atualiza o som frio e mecânico do Front 242 enxertando-o com os vocais guturais e a bateria eletrônica distorcida do Skinny Puppy. Nas letras, a volta da temática paranóica e pessimista da EBM dos anos 1980. O Hocico, Suicide Commando e Combichrist são as bandas mais populares do gênero.

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Paralelo ao surgimento da música industrial, o pós-punk produziu muitas bandas que viriam a ser extremamente influentes as futuras gerações da música industrial. Um exemplo é o death disco do grupo PIL, uma mistura tensa de dub, krautrock e música disco. Podemos também citar, da mesma geração, o punk ácido do Chrome, o rock esquizóide do Pere Ubu ou a depressão em forma de música que é o Joy Division. A segunda geração do pós-punk, no entanto, foi a que realmente mereceu o título de rock industrial. Dela saíram o Throbbing Gristle, Cabaret Voltaire, Killing Joke, Skinny Puppy e, mais tarde, o Young Gods e o Nine Inch Nails.Também conhecido como dark ambient e pós-industrial, é a junção da música ambiente, criada por Brian Eno, e a música industrial original. Os primeiros discos do gênero datam do início da década de 1980. Alguns destaques do estilo: Lull, Final, :ziovet*france, Nocturnal Emissions, Lustmord' e Scorn.O metal industrial é às vezes chamado de crossover. A origem dessa tendência talvez venha de uma declaração do Sasha Konietzko do KMFDM, ele disse que o grupo alemão fazia uma espécie de "industrial-electronic-crossover-rock". Numa matéria para a Revista Bizz, Enéas Neto chama o Revolting Cocks e o Ministry de "crossover techno-metal". Outros grupos mais recentes de metal industrial da Alemanha - conhecidos coletivamente como o neue deutsche härte - se chamam (ou são chamados) de "crossover". Alguns exemplos: Megaherz, Eisbrecher,Oomph!e Tanzwut.
Kitaro – Tienshan
Klaus Nomi – Total Eclipse
Kraftwerk – Strom
Missing Persons – Tears
Mister K. – Louisiana
Moog Party Time – Coconut
Patrick Moraz – intermezzo, Of Story Of I
Morgan Geist presents Unclassics – Margeherita (hot edit)
Neu ! – Hallogallo
Omega – Don’t Keep Me Waiting
Paddy Kingsland – Vespucci
Piero Umiliani – Eliogabalus
Popol Vuh – Du Schonste Der Weiber
Roland Bocquet – Le Repondeur Automatik
no rádio:

baixe: MP3

THIS IS THE MODERN WORLD!!! nº2

 

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SHOWGIRLS # 36

 

Movie Humor, Spicy Detective e Real Smart

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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A HULA HAVAIANA (Almanaque do Globo Juvenil, 1955)


Che Guavira
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                       Lenda etiológica havaiana
No Havaí existe um vulcão que, segundo a lenda, era a morada Pele, a poderosa deusa do fogo. Certo dia Pele adormeceu e sonhou que suas servas estavam dançando pra si. Quando acordou bateu palma pra chamar as servas, fazendo o barulho igual ao duma trovoada. Quando as servas apareceram ordenou dançarem como sonhara. Como Pele se irritava facilmente as pobres moças ficaram trêmulas de medo. Não sabiam como teriam de dançar pra agradar a sua senhora, mas sabiam que ficaria furiosa se não fosse obedecida imediatamente. Então uma das moças teve uma idéia. Correu no campo e apanhou uma braçada de folhas de ti, que amarrou na cintura, formando uma saia e começou, em seguida, a dançar.
— Minha ama gosta destas ilhas. — Pensou — Assim será minha dança.
E assim dizendo, começou a hula, a famosa dança havaiana. Durante muitos séculos a hula continuou a ser uma dança sagrada, que somente era dançada em homenagem aos deuses e deusas. Era executada de muitas maneiras, entre as quais dando socos no peito, batendo pedrinhas chatas e pedaços de bambu, um contra o outro, ou tocando tambor, tudo acompanhando o canto da pessoa que dirigia a dança.
A hula ainda é uma dança que dá bem uma idéia da beleza do Havaí. Cada movimento tem um significado especial, revelando algo sobre a beleza da vida naquelas ilhas, as palmeiras agitadas pela brisa, as ondas murmurantes do mar, as flores, a luz solar. Por exemplo: Se a bailarina cruza os braços de encontro ao peito, isto quer dizer: Te amo ou És meu amigo. Tocar a testa com a ponta dos dedos quer dizer casa, pequeno feixe de capim ou alto da montanha. Pra imitar um peixe as dançarinas juntam as mãos e movem os polegares como se fossem peixes. Mover todos os dedos ao mesmo tempo pode representar a chuva, o mar agitado, uma cachoeira ou o luar.




 

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UMA VELA A APAGAR-SE


António Torrado  escreveu e
Cristina Malaquias  ilustrou
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Era uma vela, uma única vela que alumiava
debilmente um quarto. A longa língua rubra da vela estremecia, enquanto ela falava:
– Vou morrer, não tarda. Em vão, porque a minha chama não deu luz a nada que merecesse a pena. Nem testemunhei
o nascimento de uma criança nem realcei um beijo de amor nem inspirei o poema de um poeta. Podia ter sido o minúsculo farol que ajudasse alguém a ir ter com alguém,
mas nenhum vulto quis pegar no meu castiçal solitário. Sou uma inútil.
E a vela, a extinguir-se, desfazia-se em lágrimas de cera.
Mas um leve ruído, vindo do corredor, alvoraçou-lhe os últimos lampejos.
Era um ladrão, que, guiado pela luz da vela, se preparava para levantar a tampa de uma arca que guardaria, decerto, algum tesouro.A vela viu tudo, num relance.
Nada já podia, porque o pavio, que sustenta a chama, se afundava no pequeno lago de cera da vela a desfazer-se, a apagar-se, de vez.
E eis que, de repente, escureceu. O ladrão sobressaltou--se e, sem luz para guiá-lo, tropeçou numa esteira, que deslocou uma cadeira, que tombou sobre uma prateleira, cheia de livros. Alguns caíram, fazendo imenso barulho.
– Quem está aí? – gritou uma voz forte de alguém, que o barulho acordara.
O visitante furtivo preferiu não responder e fugiu, deitando ao chão mais cadeiras e estantes, num grande atarantamento. Desceu uma escada, correu por um jardim, saltou um muro e ainda ouviu gritos e o estampido de uma caçadeira, à conta dele.
Não fosse ter-se apagado a vela, que se julgava inútil, e
a história teria sido diferente.
                                       FIM

DRÁCULA

Há 40 anos...